Round #89: Pixels Femininos

É chegada a hora de mais um Round do podcast NowLoading, dessa vez para discutir um tema e obter uma perspectiva que normalmente não teríamos dentro desse belo antro de comedores de cheetos.

É por isso que André ‘Majin’, diegogc e Slash/Rick recebem e são contrabalanceados pelas três garotas Nathalia ‘Nathy’, Elisa Kwon e Viviane Werneck numa discussão que pretende dar uma luz ao pouco conhecido (e muitas vezes aparentemente lendário) lado feminino do universo gamer.

Em meio a polêmicas envolvendo uma caçadora de recompensas espacial, ódio à uma venerada white mage e discussões sobre a razão existêncial de uma garota com nome de fruta junte-se a nós e descubra em primeira mão como, nesse universo predominantemente masculino, surgem e sobrevivem as jogadoras.

O que elas veem de positivo e negativo no atual estado da indústria de games? Se sentem intimidadas? Discutimos também sobre a representação do dito sexo frágil nos jogos: Quais foram as primeiras protagonistas femininas? Quais características compõem uma boa protagonista? Quais os bons e maus exemplos disso que já encontramos pela vida? Por quê tantas vezes as mulheres não passam de um par de peitos? A culpa é dos desenvolvedores homens? A culpa é dos consumidores pré-adolescentes? A culpa é da Bayonetta?

Ouça já esse podcast histórico, pois dificilmente haverá novamente um podcast com concentração tão elevada de estrogênio.

  • Philip

    Muito bom reviver isso…

  • Mullenkedheim

    Um dos casts que mais escuto ainda hoje.

  • É triste saber que um podcast com pessoas tão talentosas e carismáticas se desfez. Obrigado por postar os arquivos dos casts, pois os orfãos do NowLoading e os que só souberam de sua existência após seu triste fim (o meu caso) ainda podem se divertir com o melhor podcast de games que já houve. Boa sorte no DASH! =)

  • Pingback: Scrapeboard()

  • Kalebe Alves

    Nooooossa. tava louco procurando fonte de download pro nowloading… pena que acabou. Fui conhecer a pouco tempo e fico triste de não ter conhecido na época por não ser muito conectado a esse tipo de mídia, internet discada entre outras coisas.
    Me da uma trizteza quando estou escutando os podcasts, quero ver informações adicionais, vídeos, artes, ou comentar algo e não posso pois o site acabou e as conversas, discusões e opiniões se foram…
    Mas as vezes fico agradecido de não ter conhecido na época pois essa tristesa seria muito maior se visse todo esse programa tão legal, cheio de identidade, qualidade e carinho, tanto dos produtores, quanto dos ouvintes, acabar…
    Não como consigo processeguir na minha jornada de ouvir todos os podcasts se a cada episódio, dou altas risadas, me divirto muito, aprendo muita coisa, e derrepente no meio me lembro que tudo acabou… é um saco.
    Mas é isso ae, cada um tem as lutas e dificuldades em suas vida.
    Desejo muita felicidade, e sucesso nos caminhos que tomaram, a todos os antigos nowloaders.
    fiquem na paz.

  • Opss

    Em todos episódios do NowLoadind está aparecendo "Arquivo não Encontrado", Teria como arrumar?

  • Opss

    Valeu, estão arrumados!!! O/

  • Luiz Henrique

    Sabe o que mais me incomoda nessa história de que “era melhor quando ela era uma protagonista silenciosa”? É que no fundo, isso é apologia da falta de profundidade. Samus certamente representa um marco da inclusão feminina nos games desde Metroid, pelo jogo ter desafiado muitas expectativas inconscientes do público ao só revelar no final que o protagonista era uma mulher. Porém, um personagem não é só o seu gênero.

    Por mais que o papel de Samus como protagonista feminina seja importante, tal papel não pode prescindir de desenvolvimento da personagem a ponto dela se tornar um ciborgue sem emoções, sentimentos e dúvidas, exatamente como nos primeiros games da série Metroid (mais por conta das limitações da tecnologia do que por qualquer outra coisa). Ao elevar “Samus calada” ao status de algo imutável, a crítica à suposta fragilidade demonstrada pela personagem em Other M fica sob suspeita; protagonistas femininas precisam mesmo ser tão fortes e rasas quanto os equivalentes masculinos para funcionarem?

  • Luiz Henrique

    Pelo menos até agora, após mais ou menos metade do game, em nenhum momento Samus recuou do combate, então falta de poder bruto não é um problema. De resto, ela aceita respeitar as ordens de seu antigo comandante Adam Malkovich, sim – mas fica claro que ele é uma exceção na vida dela, um substituto para o pai que ela nunca teve. Além do mais, as principais ordens são dadas não somente a ela, mas também aos soldados subordinados a Malkovich. Pior: elas são apenas variações de “evitem usar equipamento tal, pode ser perigoso à estrutura da nave”. Ponto. Sério, é só isso. Malkovich chega a direcionar todos os presentes em uma investigação pela nave, do tipo “você vá por ali, você vá para lá”, mas convenhamos: isso é um mínimo de organização e nada mais.

    Mas chama a atenção mesmo o fato de que é possível imaginar, sem muito esforço, a mesmíssima história com um protagonista masculino. Qualquer garoto que cresceu sem os pais pode muito bem projetar uma figura paterna em alguém mais velho, e não há nada de submisso nisso. Agora imagine que este garoto passou anos e anos viajando sozinho pelo espaço caçando recompensas, sem ninguém com quem conversar ou partilhar seus sentimentos, e de repente reencontrou a tal figura paterna. Porque é tão problemático que Samus respeite uma figura paterna nessa situação? Só porque ela é mulher? Resposta: não há nada de problemático nisso. Ver “submissão” nada mais é do que projetar no game um discurso politicamente correto; é corroborar um certo tipo de feminismo que tenta chamar a atenção para si a todo custo, em vez de realmente promover a igualdade entre os sexos ou a criatividade artística.

  • Luiz Henrique

    Além disso, há uma dose razoável de avaliação pré-concebida, formada muito antes do game ter sido lançado. O pior é que, com isso, estas reclamações pseudo-feministas acabam advogando que uma das poucas protagonistas femininas de sucesso em videogames continue sendo tratada como inacessível. Ou seja, que o status quo das mulheres dos games continue sendo a protagonista forte, impassível e francamente irreal – ou seja, igual a uma série de protagonistas masculinos que só existem para satisfazer fantasias ególatras nerds. Se precisamos manter uma Rambo espacial sem emoções (e que, lembre-se, aparecia de biquíni no final do seu primeiro jogo) para combater a misoginia em games, estamos feitos.

  • Luiz Henrique

    Metroid: Other M, o primeiro jogo da série que tentou transformar Samus em uma personagem de verdade… E por isso tomou porrada até dizer chega de algumas jornalistas pseudo-feministas (e homens tentando desesperadamente conseguir credibilidade), em proporção muito maior do que as falhas de roteiro e caracterização mereciam.

  • Luiz Henrique

    Bayonetta, a personagem, é realmente uma epítome do problema? Sim, as formas da moça são ostensivamente exploradas no game… Mas a tal nível de cara-de-pau que tudo acaba ficando caricato demais para ser levado a sério. Além disso, há uma camada de feminilidade tão over e caricata quanto a sensualidade da personagem: Bayonetta anda como se estivesse em uma passarela, sangra pétalas de flores, exibe asas de borboleta durante o pulo duplo e deixa um rastro de flores quando volta ao chão. Tudo isso enquanto distribui golpes chave-de-buceta (entre milhares de golpes “comuns”) e manda beijinhos sarcásticos para inimigos derrotados. O que deveria ser óbvio para qualquer um que efetivamente jogar Bayonetta: além de ser ótimo enquanto jogo, ele também é uma ode à feminilidade, tão ostensiva quanto a sensualidade da protagonista. De fato, existe uma longa tradição de ícones que simbolizaram o poder feminino em forma de sensualidade: Marilyn Monroe, Barbarella, A Noiva (Kill Bill) e… Lara Croft.

  • Luiz Henrique

    Mencionar Lara não é apenas uma questão de trazer o assunto de volta para videogames. Ela é sempre lembrada como uma personagem que supostamente fez um jogo vender horrores só por suas curvas, embora muita gente tenha esquecido que ela não foi a primeira nem a última tentativa de modelar uma gostosa em videogames – ela foi, sim, uma das poucas que deu certo em termos comerciais. E por que isso aconteceu? Porque ela não era só gostosa; era uma acadêmica rica e bem-sucedida que não perdia a chance de dar uma alfinetada em homens idiotas. Ou seja, um modelo para as meninas tanto quanto objeto de desejo para os meninos. Isso sem contar que o jogo em si tinha apelo (sim, isso ainda importa!).

    E se você não jogou Bayonetta, saiba que nossa bruxa é uma versão amplificada (e no talo) de Lara. Chega ao ponto de praticamente todos os homens no jogo serem idiotas toda vida, e o jogo quase parece uma espécie de machismo/sexismo ao contrário. De qualquer forma, Bayonetta pega o template de Lara e aplica à protagonista uma dose cavalar de algo que é pouco conhecido na grande mídia (e muito menos na de videogames) para criar uma espécie de meta-sátira da indústria: o feminismo sexualmente liberal, em que as mulheres buscam ter o controle de sua própria sexualidade em vez de renegá-la.

  • Luiz Henrique

    Ou seja, ninguém vai iniciar um debate sobre o design de Bayonetta, a personagem, e se indispor com os seus leitores. Só os idealistas em busca de uma bandeira irão fazê-lo – e é daí que vêm os casos de chororô politicamente correto, que por sua vez levam à idéia absurda de que personagens femininas têm que ser versões com seios do Master Chief ou do Marcus Fenix, personagens sem a menor profundidade e que só servem como invólucro para a fantasia de poder do jogador. OK, nós também queremos games como um veículo para a fantasia de poder… Mas não só isso, e principalmente não a ponto de alienar as meninas jogadoras.

  • Luiz Henrique

    O que o pessoal não entende é que há espaço pras Faiths, pras Samus e pras Bayonettas, assim como na vida real há mulheres recatadas e espevitadas, pudicas e sensuais, mãezonas e childfree, independentes e conformadas, trabalhadoras e preguiçosas… Isto é, elas são pessoas de verdade antes de terem um gênero.

  • Luiz Henrique

    É por isso que tenho certa dificuldade em levar a sério quando jornalistas *masculinos* sugerem que um game como Bayonetta seja “apelativo” e a personagem tenha sido feita só para os homens babarem – como se não fosse normal uma mulher gamer prestar atenção em um protagonista forte e sem camisa, por exemplo. Mais uma vez, é reflexo da sociedade: é cool ver sexismo e exploração sexual em toda parte quando se trata de mulher, quando a verdade é que tanto homens quanto mulheres gostam de pessoas atraentes do sexo oposto (ou do mesmo, se for o caso), e portanto vê-los em representações ficcionais é compreensível e agradável (só não precisa babar – tenho certeza de que vc não seguiria jogando RE e Castlevania só pelo Leon e pelo Hector se os jogos não fossem bons também).

    Uma coisa é Samus de colant e Leon em RE, outra coisa é Mulher Melancia, mas o pessoal trata como se fosse o mesmo grau de exposição. E é especialmente preocupante quando um homem vem com esse papo para “proteger as mulheres” – no fundo, o que ele está fazendo é sublimar a sexualidade delas, é o clássico medo masculino Rodriguiano de que a mulher possa gostar de sexo tanto ou mais do que ele, e não poder “ser controlada”. Daí Bayonetta e Samus “versão Other M” viram apelativas e “submissas”. Desconfio, e muito, do caráter de quem vem com esse papinho.

  • Pingback: http://www.ddlg.co.uk/()

  • Pingback: homepage()

  • Pingback: Escorts()

  • Pingback: vans4essex van rental()

  • Pingback: locksmith in middlesbrough()

  • Pingback: cliquez ici()

  • Pingback: htc one -x -s()

  • Pingback: Info about how you can book cheap hotels()

  • Pingback: Akkoza harika()

  • Pingback: kitchen utensils()

  • Pingback: are they all great golfing gifts for men()

  • Pingback: free trial formula t10 supplement()

  • Pingback: Salt Lake City Photographer()

  • Pingback: great information here()

  • Pingback: Alcune informazioni sulla chirurgia estetica al viso()

  • Pingback: personal injury lawyer Hattiesburg()

  • Pingback: Refer to This Article for More Information()

  • Pingback: the crest price()

  • Pingback: iskandar new launch()

  • Pingback: new condominium singapore()

  • Pingback: flat rate locksmith locations()

  • Pingback: WASHI KAWAII()

  • Pingback: LSN()

  • Pingback: do this now()

  • Pingback: carpet cleaning central coast()

  • Pingback: http://www.recipeshome.net/recipe-type/salad()

  • Pingback: graniteheroes.com()

  • Pingback: sochi 2014 simvolyi()

  • Pingback: LEARN-HANGUL.COM()

  • Pingback: The Crest()

  • Pingback: other()

  • Pingback: vmaz.de()

  • Pingback: room for rent()

  • Pingback: make money from youtube()

  • Pingback: panorama condo price()

  • Pingback: friv()

  • Pingback: visit the website()

  • Pingback: janebowes.edublogs.org/penguin-method-review/()

  • Pingback: isdsi.org()

  • Pingback: Where to buy center()

  • Pingback: Where can i buy()

  • Pingback: Florida Real Estate Agents()

  • Pingback: friv 4 school()

  • Pingback: Where can i buy()

  • Pingback: tenba 638 233 large messenger navy b00110kaki 4897()

  • Pingback: compulab intense pc value barebone b00enh4lyw 3786()

  • Pingback: jl audio 10w3v3 2 single subwoofer b000tdcn2q 7195()

  • Mário César San Felice

    Sobre as três perguntas para saber se um jogo têm um ponto de vista feminimo, Mirror’s Edge não só apresenta várias mulheres críveis e com proporções comuns, mas estas possuem vários diálogos entre si, nos quais não falam de homens.