Vértice #40: Odiar é Humano

Foram semanas de muito ódio, essas que se passaram desde nosso último episódio. Do polêmico trailer de Hatred às ameaças de morte à Anita Sarkeesian, Brianna Wu e até… Gabe Newell?

Felizmente, nossos intrépidos verticeiros conseguem também enxergar o amor que se esconde sob a superfície. André, Rick, Sushi, Márcio e o já de casa Caio Corraini reúnem-se e discutem também The Evil Within, Legend of Grimrock 2, Wasteland 2, Heroes of the Storm e tudo o que há de bom (e ruim) neles.

Além disso, nos embasbacamos com o lindo demo de Return of Obra Dinn e, como sempre, respondemos suas perguntas sobre a vida, os jogos e tudo o que há entre eles.

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  • Panda Pedinte

    Uêba! Estava esperando sair a versão em podcast já que minha conoexão estava horrível no doming e não conseguia acompanhar o streaming.

  • VALEU SUSHIZORD

  • Guest

    Eu esperando o Vértice na Quarta

  • Viktor Hidalgo Comitre

    otimo vertice, abordaram temas muito legais e eu realmente espero que essas mudanças no mundo dos jogos continuem pois todas foram muito positivas e eu realmente acho que esses tipos de ameaças deviam ter mais atençao, mas continuem com o trabalho de voce <3

  • Alisson André

    Vou ter que trocar de PC, ele roda Doom 3 mais não roda Return of Obra Dinn.
    Sobre o jogo, ele me lembrou Cryostasis: Sleep of Reason por ser num navio e você ver o passado através de um corpo.

    HATRED vai ser meu jogo do ano se conforme você matar as pessoas ele falar: first blood, double kill, etc.

    Sobre RapeLay só digo para não desativar a censura, muito mal feito as coisas.

    Sei que é pedir muito, mas da pra colocar o tempo de quando vocês falam sobre cada coisa?

    • Douglas Marques

      Eu até dei ctrl+f nos coments porque achei que fosse o único que curtiu o jogo =D . To muuuuuuito animado pra jogar ^^

  • Dinopron

    Desde os incidentes relacionados a divulgação de dados da vida íntima da Zoe Quinn eu não tenho acompanhado nenhuma notícia sobre o movimento gamersgate, algo que melhorou levemente minha qualidade de vida, esse é um dos poucos assuntos relacionados a jogos que me afetam pessoalmente e me deixam pra baixo, mesmo sendo algo totalmente distante do meu cotidiano. Porém, saber que isso aconteceu com membros do site, mesmo que seja um caso isolado me entristece muito. Agora eu me sinto pior por ter consciência que esse tipo de coisa ocorre diariamente com pessoas que querem apenas expressar sua opinião, seja ela qual for. Eu sempre preferi não tomar partido em assuntos polêmicos para evitar o conflito, fechar os olhos para o que está acontecendo e ignorar o que há de errado sempre é a forma mais fácil de se lidar com uma situação desagradável. Mas eu me pergunto se pessoas que agem dessa forma são, na verdade, parte do problema (e provavelmente eu já sei a resposta).

    Coincidentemente, dois dias atrás, eu assisti os vídeos da Anita e gostei muito, ela oferece uma perspectiva diferente sobre como as mulheres são representadas nos jogos e aponta uma série de problemas que eu nunca havia parado para pensar e que nem sabia que eram problemas pra alguém, isso abre todo um leque de questões válidas e que ninguém se pergunta com frequência na indústria de videogames: a forma como os homens são representadas nos jogos é a ideal? Porquê não existem mais crianças ou idosos representados de forma realista? Qual a influência da mídia que consumimos no nosso subconsciente? Porquê a violência é de longe o tema mais recorrente? Porquê certos sentimentos, por exemplo: perda como justificativa para a vingança, justiça com as próprias mãos, conquista pela força são tão mais enfatizados do que outros, digamos a amizade genuína, o amor platônico ou a gratidão? Se você pertence a uma minoria étnica (ou uma mistura delas) a sua etnia é bem representada nos jogos? E porquê isso é importante? Videogames seriam uma atividade mais rica ou mais pobre se houvesse mais diversidade e equilíbrio de temas e personagens?

    Os vídeos da Anita Sarkeesian me fizeram pensar não só no problema da representação das mulheres no jogos mas também na representação de outras etnias, sentimentos, faixas etárias ou temas, por isso é importante que pessoas que expressam um ponto de vista diferente tenham espaço para transmitir as suas idéias livremente, esses vídeos abriram meus olhos para uma série de deficiências que eu não via antes, mas que agora são óbvias pra mim. Agora eu entendo por que tanta gente considera videogames como uma forma de arte inferior, um passatempo para crianças ou um desperdício de tempo e/ou dinheiro. Antes de fazer o Cidadão Kane do games nós precisamos do Tempos Modernos do games e ainda estamos tão longe, e só dá pra chegar lá com menos aversão à mudança e mais respeito às idéias dos outros.

    PS: Eu fiquei muito feliz por vocês não terem entrado em contradição ao defender a Zoe Quinn e a Anita Sarkeesian e depois condenar os desenvolvedores de Hatred e o direito deles de fazer um jogo como esse, essa foi minha atitude inicial, depois de pensar um pouco no assunto percebi que estava sendo um hipócrita e mudei de ideia. Uma das experiências mais libertadoras da vida é perceber que você esta errado e passar por cima do orgulho e mudar de ideia.

    • Dudley_o_Boxista

      Eu acho que os indies vem fazendo esse papel de uma nova via, onde temos uma representatividade muito maior de generos e etnias. Seria legal se os jogos AAA também fizesse isso? Sim, mas como já foi dito várias vezes, os jogos tradicionais vão continuar existindo e muitos da forma como sempre foram, e não vejo mal nisso já que ao mesmo tempo temos a parte dos indies cumprindo o papel em questão.

  • Kiliano Lopes

    Só eu fico INCOMODADÍSSIMO quando vcs falam “DST”?

    • Gabriel.psd

      Todos ficamos.

    • Marcus Vinicius Lima Martins

      Não é o único. Acho que a piada não pegou.

      • Kiliano Lopes

        Ahhh pegou sim xD Eu gosto do nome DST, mas fico BOLADO até cair a ficha hasduhuadsuhas

    • André Campos

      Eu também fico!

    • Sushi0

      E procuro falar “do que se trata” sempre.

    • Até postei isso ontem no twitter… fui procurar “DST Wasteland 2” ontem e imaginei um futuro apocalíptico causado por sífilis…

  • Atos Ferreira Machado

    Minha maldita internet me impede de acompanhar ao vivo com qualidade, mas graças ao Sushi, posso apreciar o podcast.

  • Lucas2099

    Um crisântemo

  • Guest

    FINALMENTE!

    • Dinopron

      Welcome to the NHK! Um dos meus preferidos ♥. Aliás, eu sempre esqueço de sugerir esse anime pra um futuro Jack, e essa é uma oportunidade perfeita, façam um Jack de Welcome to the N.H.K!!!

  • Victor H.

    Jack is coming….

  • Marcus Vinicius Lima Martins

    Larga esse The Evil Within e faz gameplay de Bayonetta.

  • Heider Bmth

    Legend of Grimrock é muito bom mesmo,outro jogo do gênero que eu gosto bastante é o Shin Megami Tensei: Strange Journey do DS.

    • Dinopron

      Strange Journey é um dos melhores da série, infelizmente eu desisti logo no começo por causa da dificuldade extrema, mas a ambientação e a narrativa são excelentes, apesar das telinhas do DS o jogo consegue deixar o jogador imerso e tenso naquele mundo. Quando tiver mais tempo vou tentar de novo.

      • Heider Bmth

        Não achei tão difícil assim,apenas o ultimo boss que eu tive que fazer um grind absurdo,talvez seja pq sou extremamente fanático por toda a série SMT =)

  • Homem Absorvente

    Já falei que vocês sempre esquecem de colocar o link para a lista do coração na postagem??
    Eu já sigo vocês, mas acho que tem q colocar o link no post pros noias que ainda não conhecem!!!

    abrax por trax
    😉

    • Sushi0

      Boa! Começarei a colocar!

  • Victor Leão

    Qual a música de encerramento? É do disco do Troy Baker?

    • André Campos

      Isso, é a Apparition.

  • Graças a Deus mais um episódio do meu cast de games favorito!

  • Gustavo Karsten

    As tretas que deram com o marcio foram por causa da escolha politica dele? Por que se foi, eu acho babaquice

    • Márcio Barrios

      antes fosse por política hauhuah… mas são aguas passadas… i guess

      • Gustavo Karsten

        Detesto quando voces nao falam quem foi kkkk eu fico desconfiando de todo mundo. Vlw ae por responder Marcio

  • Patrick Ribeiro

    Adorei o cast, como sempre, opiniões sensatas e sempre respeitosas. Particularmente detestei The Evil Within, justamente pelo fato de que ele não consegue se definir enquanto jogo. Possui elementos de vários games do gênero “survival”, mas não tem uma identidade própria. Achei apenas um jogo “sessão da tarde”, mas longe de ser um jogo de terror digno de Shinji Mikami. Mas concordo que as cutscenes que mexem com as leis de gravidade e lógica são geniais. Wasteland foi uma ótima indicação e adorei, embora não tenha começado seriamente ainda.

  • Ok Márcio, comprei Wasteland 2. Pode ir buscar sua comissão.

    • Márcio Barrios

      hauhauhuahua aceito em convites pra beber brejas mil

  • Jr

    Lamentável alguém “aprovar” The Evil Within. O jogo é um completo desastre em Mecânicas, Jogabilidade, Gráficos e História. Esse jogo não deveria ter sido publicado dessa forma. Talvez mais alguns meses de desenvolvimento o salvasse. E olha que considero o pessoal do Jogabilidade bem exigente, mas nesse caso deixaram passar.

    • André Campos

      Acho que nem eu nem o Sushi achamos que o jogo é impecável em mecânicas, jogabillidade, gráficos, nem história. Mas não precisa ser. As vezes algumas boas ideias e decisões são capazes de fazer a gente relevar vários defeitos e imperfeições.

      E se você realmente acha que The Evil Within é um “completo desastre” experimenta jogar Amy ou Daylight!

  • Gabriel

    Só queria que todos os gamers tivessem mais amor no coração Ç.Ç

  • Vinícius B.

    Pessoal, alguém sabe o link da lista de curação do Jagabilidade no Steam?

  • Almighty

    Legend of Grimrock é bem legal, joguei o 1, mas não tive paciência para terminar. Fiquei travado em uma parte e nem com FAQ consegui prosseguir. Quando o Sushi disse que finalizou 387 vezes, me senti um lixo 😛 Mas é um bom jogo, e a música-tema é muito legal, fiquei feliz em ouví-la no cast. Talvez eu compre o 2 numa promoção.

    Sobre as mensagens de ódio, fiquei pasmo de como existem pessoas babacas neste mundo, principalmente dentro do mundo gamer. É triste ver a imaturidade de certas pessoas. Espero que vocês não sofram mais esse tipo de ataque.

    Abraço!

  • Armoderic

    Muito bom o Vértice!

    Legend of Grimrock, mesmo às vezes tendo um pouco de puzzles demais (estranho dizer isso, mas na real me refiro aos puzzles de teletransporte e alguns que requerem tempo exato demais) e alguns inimigos que tem HP demais (o que torna o combate um pouco cansativo) – tipo os aqueles carangueijos – é um excelente jogo e muito bom visualmente. O que o Sushi falou sobre o Grimrock II aumentou meu interesse nele e devo pegar ele mais adiante.

    Em matéria de jogos nesse mesmo estilo, tem o Elminage Gothic (saiu a pouco no Steam, é um jrpg bem mais próximo do Wizardry enquanto o Grimrock é mais Dungeon Master/Dungeon Hack/Eye of the Beholder) – que estou gostando bastante. Além desse tem os Might and Magic – qualquer um do I ao V (sendo os IV e V considerado os melhores) e o mais recente o X (o VI, VII, VIII, IX – são em 3d mais “moderno”).

    O mais curioso é pensar que muito da confusão que houve nos últimos dias pode ser explicada de várias maneiras, uma delas é lembrar que games ficaram tanto tempo sobre ataque de vozes externas (vide as inúmeras tentativas de proibição, difamação ect… quando havia um certo risco “real” de alguém “levar os seus jogos”) que isso de certo modo gerou uma hostilidade a vozes de fora.

    Combine com isso um estranho efeito da internet que alguém expressando uma opinião parece subitamente é um decreto do imperador do universo – e que alguém vai pegar seus jogos quase que imediatamente (ou seja subitamente o que alguém expressa ou diz parece muito maior e mais “poderoso” do que realmente é) – quando na real não há nada em real perigo, logo nenhuma razão para levar todo em “ponta de faca” há espaço para todos e ninguém irá “sumir” com algo.

    Por final adicionem o fato que a internet, principalmente serviços como twitter podem ser bem problemáticos, um texto que eu li comentava como o twitter é “quebrado” no sentido que põem a pessoa sob ataque em uma absurda desvantagem (tanto que existe um termo “dogpile” quando alguém despacha seus seguidores sobre outra pessoa – ambos os lados praticam isso, fora a ineficiência do próprio serviço em combater vários problemas como bots e contas falsa).

    Fora a ideia que se expressar da forma “tóxica” (insultando, xingando, sendo agressivo ou achando que está sendo sarcástico) é legal (ou radical ou sei lá) ou seja uma falta de empatia, compreensão e mesmo compromisso.

  • Sem querer criticar, mas só conheço duas pessoas que falam mais que o glorioso Corraini: Faustão e Emilio Surita. Do resto ele ganha. rsrs

  • Tais

    sobre o lance do ‘baby steps’, no quesito livro eu super recomendo um Kindle. vira e mexe leio durante a viagem à faculdade, em que tanto a ida quanto a volta levam quase uma hora. nem sempre é confortável, ainda mais com o povo matraqueando, mas até agora contei uns 16~18 livros lidos completos esse ano, sem considerar leitura da faculdade, artigo ou coisa que parei no meio =P (embora é também porque tenho mais tempo livre).

    sobre o Grimrock, tenho o primeiro e tentei jogar meses atrás, mas não consegui me acostumar com a movimentação e câmera nem fudendo.

  • Denorads

    Eu sempre pergunto isso ( desculpe sushi *desviando o olhar*), e terei que perguntar novamente, qual é o nome dessa musica de encerramento?

  • Luis Nunes De Araújo

    Me incomoda o modo sobre como todos estão vendo o GamerGate de fora. Parece que ninguém realmente entende sobre o que é o movimento.

    É um movimento sem liderança, portanto qualquer pessoa pode se chamar de membro do GamerGate e fazer acusações de morte à Anita e outras pessoas. Entretanto, a maioria das pessoas que estão neste movimento, são educadas, formam argumentos sensatos e estão dispostos a ouvir outros argumentos, bem com discutir civilizadamente. Apesar disto, todo mundo parece considerar todos que apoiam este movimento como misóginos que não fazem nada além de ameaças.

    Eu apoio o GamerGate, apoio ética nos sites especializados de notícias. E eu te garanto, se você perguntar agora sobre qual a importância de Zoe Quinn nesta discussão, eles te responderão: Nenhuma. O foco deixou de ser ela à muito tempo. Existem pessoas estúpidas em ambos os lados, mas eu te digo que a maioria do movimento GamerGate não se rebaixam ao ponto de fazer ameaças.

    • André Campos

      Como nenhuma? O nome do movimento “GamerGate” foi criado assim que aquele ator de Firefly viu o vídeo “five guys” sobre a Zoe Quinn e tuitou a hashtag. É um movimento tóxico, misógino e mal intencionado desde o princípio.

      Se o movimento tem essa imagem de fora, alguma coisa ele tá fazendo de errado. Quem se associa ao GamerGate, o faz por escolha. Você pode escolher ser educado, argumentar, discutir civilizadamente sobre insatisfações com a indústria/jornalismo sem se associar com um movimento tão escroto.

    • Alisson André

      Cem pessoas pedindo ética no jornalismo não faz barulho nenhum perto de uma pessoa ameaçando outra de morte. Lembre-se que violência sempre chama mais atenção.

  • André Bonifácio

    Mais um programa fenomenal. Eu não sou 1337 gamer como o Sushi ou o Troy “homem perfeito” Baker, mas continuarei sempre sendo um fã do Jogabilidade.

    PS: O Troy Baker cantando me lembra o estilo de um outro cara que gosto muito chamado Kevin Max. Fica a dica.

  • ednaldofilho

    Foda, adoro os comentários de vocês. Abraços.

  • Dan

    Dica: Vocês falam de temas, dão opiniões apenas com informações superficiais sobre determinado caso.
    Foi assim com a BGS e agora com o caso Gamer Gate…
    Dá uma ‘Googlada’ e pesquisem sobre.
    Este caso da feminista é uma sujeira sem fim e estas estúpidas estão cumprindo agenda apenas, nem gamer são. Muita que elas alegam é FALSA.

    Não é ‘homem branco hétero e opressor’, isso é um espantalho.
    Discurso histérico de minoria (elas tem todo o direito a liberdade de expressão, desde que não façam o que fizeram, que é destruir reputações e fazer acusações criminosas, causando dano a vida de várias pessoas).
    Sem mais.
    Abraço.

    • Sobre a BGS, seria impossível dar opiniões que fossem além do que lemos e do que ouvimos, já que somente nossos convidados compareceram ao evento. Mas ainda assim acredito que não fomos rasos, o ponto de vista deles enriqueceu a discussão e falamos do assunto dando espaço a vários pontos de vista diferente. Poderia ser mais específico sobre o que achou raso?

      Sobre o Gamer Gate, me sinto muito bem preparado e “googlado” pra discutir o assunto e discordo com veemência do seu ponto de visa. Terei prazer em discutí-lo com você, contanto que apresente argumentos melhores que “falsas”, “estúpidas” e “fake gamer”. =)