Vértice #47: Entre Razões e Emoções

Em meio aos altos e baixos da vida, André, Rick, Sushi e Márcio tentam realizar a difícil tarefa de equilibrar razão e emoção enquanto se apavoram com White Night, explodem de adrenalina com Hotline Miami 2, questionam Resident Evil: Revelations 2 e se apaixonam por Ori and The Blind Forest.

E mais difícil ainda foi encontrar o meteoro secreto dentro das notícias da Nintendo com planos para lançar jogos para celular e anunciando um novo console, a data de lançamento de Metal Gear Solid V, o anúncio oficial do Rock Band 4, um novo ToeJam & Earl, o anúncio de Titanfall 2 multiplataforma, o adiamento de Uncharted 4 para 2016, Valve e sua realidade virtual e muitas outras.

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  • Danillo Lange

    Vértice <3 não tenho mais tempo de acompanhar ao vivo mas o hype pra ouvir sempre continua

  • Dudley_o_Boxista

    O jogo dos checkpoints é o Steamworld Dig.
    E sobre Hotline Miami , estou com o Rick e o André, porém reconheço a dificuldade que começa bem acima do normal.
    E acho que citar God of War foi bom, pra mostrar que ele não incentiva o uso das outras mecânicas, coisa que não exclui o uso das mecânicas, mas a falta de incentivo é sim um problema.
    Hotline Miami 2 te guia de forma a ser algo diferente do primeiro, algo que desagradou o Sushi, mas fez com que o jogo realmente fosse diferente do primeiro.

    Nada a ver com nada, mas queria ver vocês fazendo aquela parada de desafiar alguém a descobrir o jogo pelo review.

    Excelente vértice, e fico feliz toda vez que vejo o Rick animado novamente com joguinhos.

    Brigado Sushi, vou ouvir a parte que o Twitter comeu com arroz.

    E mais uma vez, força Márcio.

    • André Campos

      É uma boa ideia, eu sempre tenho vontade de voltar com os desafios e joguinhos no Vértice, mas dá um bocado de trabalho extra e nunca tivemos um feedback positivo sobre a presença deles.

      • Dudley_o_Boxista

        Tava ouvindo de novo o Vertice 5 que falaram de Hotline Miami e do Godus, com o convidado Sushi. E me lembrei de como eu gostava de ouvir os quiz que vocês faziam.

  • Quindola

    Cara, que merda Márcio :/
    Força ai cara! Tomara que vc consiga reconquistar tudo de volta o que vc tinha e tomara que nego consigo achar esses vagabundos! Tamo contigo!

  • Bruno Araujo

    Eu tenho uma teoria sobre as engines se tornarem gratuitas, e é o crescimento do mercado indie e autonomia dos desenvolvedores, o custo alto de qualquer ferramenta de trabalho é o um bloqueio para as pequenas empresas e também abre uma oportunidade para o crescimento de ferramentas open source gratuitas desenvolvidas de forma compartilhada pela comunidade.
    A Unreal perdeu uma fatia bem grande do mercado independente para a Unity, mesmo a Unity ainda sendo muito cara e limitada, hoje a Unreal está totalmente preparada até para jogos 2D, o que prova que eles tem um grande interesse no mercado indie e não querem depender das empresas AAA que também preferem usar sua mão de obra para criar suas próprias engines e não dependerem de terceiros.
    A abordagem amigável do “it’s free!” ou “é só 9 dólares galera”, tem se mostrado uma grande alternativa para empresas que trabalham no meio digital. Isso sem citar a transformação econômica que o crowdfunding e o modelo patreon está fazendo e fará muito mais no futuro. Ferramentas de desenvolvimentos também fazem parte disso, afinal é um software e conteúdo digital.

  • Blone

    Então… desculpem pelo comentário fora do tema, mas é que estou sentindo uma baita falta do “mundo” falar mais sobre Bloodborne e queria saber se sou só eu. Quero dizer, há uns meses não se falava em outra coisa. Todo mundo surtado com a possibilidade de voltar ao universo Souls. Agora estamos aí, às vésperas do lançamento e pouco se fala sobre o assunto. Lembro que antes de sair o Destiny, eu já não aguentava mais ouvir falar sobre o jogo. Enfim, patota, alguém mais teve essa sensação? Vocês ainda estão animados com o lançamento ou saiu alguma notícia de que o jogo será um desastre e eu não fiquei sabendo…

    • Sushi0

      O que pode ter dado uma diferença que é mês passado a IGN estava liberando várias informações, o que deixava o povo mais barulhento e agora que pararam todo mundo voltou a esperar em silêncio. E outra que Destiny é um FPS feito pela Bungie que saiu para os dois consoles e Bloodborn é um novo “Souls” exclusivo de PS4, é difícil comparar o barulho que os dois fazem.
      De qualquer forma, na minha TL no twitter eu não senti diferença nenhuma. E todos aqui do site, menos o Rick, estamos animado para jogar.

      • Blone

        Mo’deusu! Que que a gente faz com o Rick? Será que isso tem cura? ;D

        • Gustavo Karsten

          O Ricku-Senpai tentou gostar de Dark Souls, mas…

          • Blone

            Como pode uma pessoa não gostar de um jogo longo, difícil e com uma curva de aprendizado do tamanho da Via Lactea? Não dá para entender.

  • victorbass

    Não pude acompanhar o streaming, mas esse Vértice ficou excelente, as discussões fluíram muito bem. Parabéns e continuem com o bom trabalho.

    Não tenho acompanhado reviews ultimamente e me surpreendi com as impressões de vocês sobre Ori e Hotline Miami 2. O primeiro pelo pouco que vi me passava a impressão de ser um jogo mais como Limbo, fiquei bem mais empolgado quando ouvi Metroid e Super Meat Boy como influências.

    Já no HM2 pelo que eu percebi mais pessoas tiveram essa frustração do Sushi, o jogo tentou ser diferente mas não tomou um caminho que agradou tanto quanto o anterior. Pelo menos quando eu jogar já vou com uma expectativa mais controlada.

    E força Márcio! Imagino o tamanho da frustração, mas bem material a gente trabalha e recupera, e felizmente nada aconteceu com você, sua esposa ou com os seus cachorros.

  • losk

    Olá, galera comecei a jogar Dark Souls e to com uma dúvida.
    Onde posso deixar os itens que eu quero guardar mas n levar com o personagem?
    Estou no Taurus Demon.

    • Sushi0

      Você pode comprar uma botonless box com o vendedor que tem em Undead Burg, ela permite guardar itens quando você senta a uma bonfire. Mas isso não é necessário, diferente do Demon’s Souls você não tem limite de peso que você pode carregar.

      • losk

        Ahhhh bom.
        kkkk tava acostumado com o Demons e senti falta disso.

  • Heider Bmth

    Reboot de RE ? tamo junto já passou da hora de acabar com essa galhofagen toda.

  • Shwggar

    André vc tem um ouvinte que trabalha exatamente com a chave com ponta de estrela que vc descreveu.

  • Marcelino Pinheiro

    Puts, Márcio… sinto muito por você! Sei bem o que você está sentindo. Entraram em minha casa em 2012 e levaram home theater, PS3, notebook e outras coisas… E deixaram o Wii!!!!
    Tinha seguro, mas não queriam pagar pois os ladrões não forçaram entrada (entraram pela janela do banheiro e olha que o meu muro tem uns 3 metros). No fim consegui receber pois já era cliente a 5 anos e nunca me aviam explicado esta cláusula.

    Tive que colocar alarme e cerca elétrica em casa para que minha esposa ficasse menos desesperada.

    Força aí! E espero que recupere tudo.

    • Márcio Barrios

      não levaram o Wii U pq é um console pra gente de bem, esses larápios só querem saber de GTA e Fifa ;P

  • Guilherme Moraes

    Bom trabalho!

    • André Campos

      Você também!

  • Bruno Freire

    Quanto ao Chromecast, tenho o mesmo problema do Márcio porém encontrei duas maneiras “fáceis” de contorna-lo.

    1 – Usando a extensão do chromecast no navegador, nunca tive problema em conectar ao cast.
    2 – Deixando-o ligado o tempo inteiro, parece que depois de um tempo o problema de conexão desaparece.

  • Outrem

    A série principal de Resident Evil tem uma linha de tempo paralela a nossa em +/- 2 anos de diferença, mais um ano sem RE 7 é mais um ano que os personagens envelhecem. Com o fim próximo eu nem espero reboot, prefiro que a Capcom descubra a fórmula do sucesso e termine a série fodásticamente. Lembrando que o RE5 já fechou com chave de ouro (mataram o último dos fundadores da umbrella e o Wesker) então é difícil imaginar o que eles poderiam fazer.

  • Itallo Alexsander da Fonseca

    Tô com o Sushi no Hotline Miami 2. Na verdade eu vou além e digo que eu realmente não acho ele um bom jogo. O primeiro é um dos meus indies preferidos, super estiloso e rápido, as mascaras adicionam uma diversidade que não é encontrada nos personagens diferentes do 2.Rehash de habilidades não, por favor. Unica parte que eu curti de verdade foi a do escritor e algumas fases da galera do exercito, que a adição de munição forçava uma aproximação mais inteligente das situações, até chegar nas partes em que eles metiam vidro pra tudo que é lado e você é acertado várias vezes por inimigos fora da tela. Se alguém me falasse que os levels desse jogo tivessem sido criados de forma procedural eu não me surpreenderia, não só isso como o level design expande problemas do primeiro jogo: areas gigantes abertas que foca numa das coisas mais chatas do primeiro que era matar os inimigos em fileiras atraindo eles pra um “corredor da morte”. A história é bacana e interessante e junto com o estilo do jogo que se mantêm intacto(as vezes até superior) ao primeiro foi o que me fez terminar. Soube que tem um final diferente, mas meh, não quero rejogar, uma das maiores decepções que eu tive em algum tempo.

  • Juliano Da Silveira Riça

    Ainda bem que eu me tornei o tipo de pessoa que não liga tanto para historia de jogo, esse quesito vem cada vez mais atrapalhando o prazer de jogar.

  • Juliano Da Silveira Riça

    O problema de Resident evil não está na historia e sim no gameplay, Resident evil remake tem uma historia quase tão galhofa tirando as explosões.

  • Hey, pessoal.

    Vértice continua um amor, como sempre. Uma pena não ter conseguido ver ao vivo. :/
    Márcio, terrível o que aconteceu contigo! Ainda bem que você e sua família estão bem. Muita força para vocês, e que isso não empeça que continuem sendo incríveis.

    Sobre HM2, o que mais me irritou no jogo foi a parte de não conseguir ver o mapa inteiro e morrer injustamente por algum inimigo que era impossível de se saber que estava ali. Isso foi bem bizarro de ser implementado, já que sentia o oposto no primeiro, onde você tinha certo controle sobre a arena.
    Outro problema é a IA, que nunca se sabe quando ela irá te perceber ou como vai reagir. Não sei se é bug ou feature, mas sempre dá um fator aleatório na fase. Isso é pessoalmente incomodo pelo meu modo a caralha de se jogar, indo para cima de todos no melee para fechar a fase o mais rápido possível.
    Até gostei dos diferentes personagens e como eles jogam de formas distintas, o que me fez sair da safe zone e experimentar um pouco, mas não gosto de jogar com as armas de fogo nesse jogo, então sempre jogava a arma fora e procurava uma faquinha (Dennis era a melhor máscara).
    Bem, dito isso, eu gostei muito do segundo jogo, ainda mais quando se aprofunda na história e você vê que esse malditos já tinham tudo planejado. Sem contar que não acreditei em como a trilha sonora pode ser melhor que a do primeiro. Sensacional. 😀

    No mais, fique na vontade de jogar Ori e achei muito interessante o ponto do Rick sobre as engines serem gratuitas. Sempre bom ouvir o papo de vocês!

  • Viktor Hidalgo Comitre

    mano força marcio, o brasil ta indo de mal a pior mesmo, sofri do mesmo problema a pouco tempo, e infelizmente nao resolveram nada, o negocio e sair desse buraco mesmo.

  • Pedro Guilherme

    Primeiramente, gostaria de deixar meu desejo de melhoras e forças pro Márcio e que tudo dê certo para ele.

    Depois, gostaria de parabenizá-los pelo excelente Vértice, infelizmente não tenho muito a dizer sobre nada tão específico, exceto que vocês me deixaram com muita vontade de jogar Ori and The Blind Forest, já que recentemente estava jogando de novo Metroid e Dark Souls (que não chega a ser um Metroidvania propriamente dito, mas que parece ter um pouco de inspiração nesse tipo de game design pela maneira como o seu mundo é interligado).

    Por fim, gostaria de perguntar, vai sair algum DST de Bloodborne? E existe a possibilidade de um DASH?

    • Sushi0

      Vai rolar DST sim e se tudo der certo streaming do começo ao fim dele. Agora DASH é difícil dizer, antes do Dark Souls 2 lançar a gente achava que teria um sobre ele, mas acabou que ele foi decepcionante e não animamos, como pode ser que aconteça isso com o Bloodborne não iremos fazer planos de DASH dele por enquanto.

      • Dudley_o_Boxista

        Esse foi o Sushi do passado, antes de começar a jogar o jogo.

  • Guest

    HM2 teve uma grande divisão entre a galera que gostou do primeiro, uma parte amou e outra achou o jogo bem fraco até. Uma das reclamações que eu ouvi foram as quebras constantes do level design, bom no meu caso o level design realmente foi ruim em alguns pontos mas do resto eu amei mesmo o jogo. Quanto a última fase, foi simplesmente foda, terminando o jogo eu já liguei no skype para um amigo que tinha zerado 1 dia antes e ele não tinha entendido nada, como outros também que conversei alguns dias depois, o que eu achei estranho porque tá bem na cara na minha opinião (e me atrevo a dizer que os créditos quase renderam lágrimas). O hard mode fez uma boa jogada estilo Symphony Of The Night com o mapa, que se você for zerar e ir direto para ele, a sensação é que os controles estão invertidos.
    ===
    Quanto ao final do 1 quando o Jacket rasga o papel na última fase e acende o cigarro, eu imagino que vocês não tenham falado por spoiler talvez, mas eu não tenho idéia do que era aquele papel. Poderiam tirar essa dúvida? To morrendo de curiosidade aqui.

  • DarkMiles

    HM2 teve uma grande divisão entre a galera que gostou do primeiro, uma parte amou e outra achou o jogo bem fraco até. Uma das reclamações que eu ouvi foram as quebras constantes do level design, bom no meu caso o level design realmente foi ruim em alguns pontos mas do resto eu amei mesmo o jogo. Quanto a última fase, foi simplesmente foda, terminando o jogo eu já liguei no skype para um amigo que tinha zerado 1 dia antes e ele não tinha entendido nada, como outros também que conversei alguns dias depois, o que eu achei estranho porque tá bem na cara na minha opinião (e me atrevo a dizer que os créditos quase renderam lágrimas). O hard mode fez uma boa jogada estilo Symphony Of The Night com o mapa, que se você for zerar e ir direto para ele, a sensação é que os controles estão invertidos.

    Quanto ao final do 1 quando o Jacket rasga o papel na última fase e acende o cigarro, eu imagino que vocês não tenham falado por spoiler talvez, mas eu não tenho idéia do que era aquele papel. Poderiam tirar essa dúvida? To morrendo de curiosidade aqui.

    • Sushi0

      A papel no caso é uma foto, ela é do Jacket com o Soldado que jogamos no 2 (que também é o “vendedor” que aparece sempre no 1) e ela é tirada pelo Jornalista na intro da primeira fase no Havaí.

  • Trulin

    Serio, a trilha sonora de John Coltrane, foi foda. Deu vontade de parar de escutar o vertice para ouvir o album xD

  • Quando falaram de ToeJam
    & Earl, desceram a lenha nos gráficos e na animação, mas acontece que na
    própria página do kickstarter está escrito em letras negraS, gordas e grandes

    “NOTE TO FANS: This is a VERY
    EARLY demo of our prototype. Please overlook the
    2D/3D inconsistencies, and missing animations for now. ”

    Essa nota não estava no kickstarter inicialmente, eles adicionaram alguns dias
    depois de lançado o projeto, provavelmente porque todos estavam revoltados com
    o estilo gráfico (que realmente está lixento), mas gente, isso não é nem um
    alfa, é justamente por isso que eles precisam de nosso dinheiro, BORA AJUDAR,
    FALTAM 4 DIAS! EU SONHO COM UMA CONTINUAÇÃO DE TOEJAM&EARL DESDE QUE ME ENTENDO COMO GENTE

    • Márcio Barrios

      mas eu defendi o jogo e falei exatamente isso, que era uma build demo ainda ;P

  • Leandro Mesquita

    Em relação ao Titanfall o que fez eu deixar o jogo foram 2 fatores:

    – a demora para encontrar partidas em servidores brasileiros;
    – a mecânica do Lobby para partidas(estilo CoD), prefiro o modelo do Battlefield;

  • Nah, Child of Light é sempre muito injustiçado pelo menino André! xD

    Child of Light foi muito empolgante pra mim, desde que vi os trailers senti uma pegada infantil em tudo que tentava fazer e foi exatamente o que encontrei quando o joguei. A lógica dos personagens, a maneira como conversam, se expressam, é bem próxima do que lembro de ser na infância e que ainda vejo nas crianças próximas a mim. Óbvio que eu e as crianças daqui não falam tudo rimando (o tempo todo) mas sinto que a mentalidade daqueles personagens, expressadas nos diálogos, representam muito bem o raciocínio das crianças, o que é excelente quando se entende o jogo dessa forma, de ser um conto infantil. Ele começa e termina com uma mulher contando a aventura da Aurora pra uma criança, e a estrutura da história, as características dos personagens são bem semelhantes aos apresentados em livros infantis. Eu diria que Child of Light é produto desse tipo que faltava nessa mídia. Temos livros fodas como Mágico de Oz, filmes fodas que também contam muito bem esse tipo de história mas pelo menos eu nunca conheci um jogo que tivesse esse nível de qualidade, pra esse objetivo, nos jogos.

    Agora, sobre a jogabilidade dele eu vejo pontos questionáveis. Pessoalmente, foi meu RPG preferido no combate. Sim, eu fiquei muito mais preso e atento pra cada batalha do Child of Light do que pras de Persona 3 ou Final Fantasy VII, por exemplo (exceto nos bosses fodas desses dois), graças ao esquema do Timing dele, que fazia cada batalha ser improvisada ali na hora enquanto no Persona eu rapidamente pegava algum padrão de magias pra usar nos inimigos e no FF a maioria das batalhas era só ataque, ataque, ataque e pouca coisa mais.
    Daí fico me perguntando se isso não possa virar um muro que dificulte muito a imersão de alguma criança. Sei lá… acho RPG é bem mais complicado do que um jogo de ação mais comum onde só apertar tudo na raça dá pra resolver, não sei.
    Anyway, o coop do jogo acabou funcionando bem pra minha sobrinha porque ela tava ligadona na história mas as batalhas ficavam por minha conta, e ela comandava apenas o Ignículos.

    Foi uma experiência muito boa pra mim, não pela interação com minha sobrinha porque só joguei com ela da segunda vez, mas sim na primeira, porque sempre tento me colocar no lugar dos personagens dos jogos que entendo como mais narrativos, e Child of Light conseguiu me levar me pondo nessa posição mais pura, inocente, infantil outra vez e isso me marcou.

    =)

    Agora outra coisa que posso não saber expressar: Child of Light foi resumido como “o pessoal tá comparando com Child of Light, pelo amor de deus né” e “que jogo CHATO NÉ”. Novamente, não acho de maneira alguma que podcasts, análises, seja o que for seja imparcial… mas também sempre fico encucado com essa parte onde nós (porque é bem comum qualquer um falar assim em conversas) costumamos dizer o como as coisas “são” ou não. Sei lá, se o que algo “É” pra alguém não significa nada, já que pode ser completamente diferente pra outros, penso se não é tão indiferente ouvir isso quando ouvir uma opinião “imparcial” que fica só contando o jogo tecnicamente e “ah é isso aí… pode ser que seja diferente pra você”. Parece meio igual, sei lá. Aí me pergunto se análises, críticas de filmes ou seja o que for não deviam é ser mais pessoais, sei lá, mais sobre a experiência pessoal com aquilo.
    Minha relação com Dark Souls é ruim e tem vários pontos que me desagradam nele mas eu percebi que a experiência é sempre chata e entediante pra mim não por falha do jogo, mas por motivos pessoais. Se eu fosse falar de DS eu tentaria colocar isso porque o jogo é o jogo, mas a impressão dele, a imagem que faço pra mim e compartilho é sempre dependente da minha personalidade… sei lá. D:

    Nah, desculpem-me se soei fanboy ou pareci fazer mimimi complicado atoa no fim.

    • André Campos

      Eu acho que existem as duas coisas. Alguns jogos eu vejo que não são pra mim, mas reconheço que são bons (FIFA, DotA, Civ, etc). Outros são simplesmente ruins (ou chatos, como o Child of Light, na minha opinião).

      O que a gente tenta fazer aqui no Vértice segue aquela regra do “faça o conteúdo que você gostaria de consumir e torça pra que hajam outras pessoas com o mesmo interesse que você”. Eu adoro ouvir a opinião alheia e adoro discussões inteligentes, independente delas refletirem a minha opinião. Os meus podcasts favoritos se baseiam nisso. Você questiona o valor de uma opinião subjetiva, e ela sozinha, num vácuo, realmente não tem muito. O que tem valor é a justificativa dessa opinião e a discussão gerada em torno dela, que embora não tenha sido o caso quando disse que Child of Light simplesmente era chato, foi o caso no Vértice em que discutimos e embasamos essa opinião sobre ele.

      • Sim sim, por isso eu gosto de ouvir vocês! Acho que mandam mó bem nos conteúdos das discussões mas esse finalzinho do meu comentário foi um questionamento que ficou batendo na minha cabeça de novo por culpa do seu comentário, e era algo que eu já pensava sobre outras coisas também e achei okay compartilhar aqui. Tipo críticas de filme onde o cara faz o texto todo falando como o filme é ou deixa de ser, e comparando com conversas de amigos é sempre diferente, mas o filme é o mesmo. Com meus amigos eu tô ali em tempo real e tenho como fazer perguntas pessoais, tentar extrair o porquê das coisas mas nas críticas eu fico sentido falta de um lado mas pessoal mesmo, algo que exponha o indivíduo e não que tente dizer o que o filme é ou não porque isso eu que vou lá ver. Eu fico me perguntando o porquê de precisarmos falar/vermos que as coisas “são” x e y invés de que a experiência com aquilo foi x e y.
        Por exemplo no Vértice onde tu falou de Child of Light eu mandei umas perguntas pessoais de que o fator de tu se irritar não seria pessoal, sei lá… por não gostar de crianças, ou se se irritava por falhas constantes, coisa que tu respondeu naturalmente que julgou as rimas forçadas, mal escritas e por aí vai, e é sempre ótimo isso (mas daí o sushi só leu depois de tu dar os motivos e eu pareci bocó haha xD).

        Sei lá, só acho que o legal de ouvir sobre algo em comum é a parte pessoal, mais “”””íntima”””” mesmo porque a coisa em si os dois já tiveram (ou se não teve, pode ter) contato, então não vejo valor em dizer como a coisa “é” mas sim o contato com isso. Mesmo tento uma experiência foda jogando Child of Light eu não chegaria pra alguém e falaria “o jogo É foda, os diálogos SÃO empolgantes” ou seja o que for…

        Anyway, obrigado pela resposta, são meu podcast preferido (mdm é outro nível <3). o/

        • André Campos

          Eu acho legal falar sobre a identificação pessoal quando ela ocorre, mas isso não é sempre, e que bom. Eu gosto mais até de uma boa discussão técnica sobre as mecânicas, sobre estrutura de narrativa, sobre como aquilo se compara a outros jogos do gênero e por que todas aquelas peças funcionam ou não… É o que busco nos podcasts que acompanho e nos reviews que leio. Um bom reviewer, seja de filme ou jogo, além de ser muito mais bem articulado que a maioria dos meus amigos, consegue explicar o porquê de seus argumentos, e ao acompanhar essa pessoa por muito tempo, você passa a entender seus gostos e desgostos e até a antecipar o que vão gostar ou não e é sempre fascinante de ler o resultado final.

          No mais, acho que sua reclamação sobre pessoas dizendo o que coisas “são ou deixam de ser” é uma questão de semântica: é só a maneira de dizer. Fica subentendido, quando uma pessoa diz “esse jogo é chato”, que ela está dizendo “a minha experiência pessoal com esse jogo foi chata”, é claro. Afinal ninguém é dono da verdade, e se alguém que você segue age como se fosse, você já deveria ter parado de seguir! =p

          • Você tem razão. Acho que fico encucado demais com algumas coisas menores as vezes e em vez de dar um tempo pra pensar melhor e ter alguma conclusão já saio compartilhando o “turbilhão” inteiro… xD
            Sei lá, também gosto de ouvir podcast pelos mesmos motivos que você falou mas algumas vezes dá aquela leve agonia por terem tocado em algo que tu poderia apontar várias coisas não comentadas, mas é um podcast e você não tá no diálogo. Ao mesmo tempo o contato com isso me ajudou a ouvir muito melhor o que as pessoas tem pra falar do que já sair reagindo emocionalmente.

            Valeu, André! Se cuida. o/

  • Seitan, o Vegan Infernal

    Espero que voltem e tenha mais casts. Conheci recentemente e gostei bastante. Estou ouvindo os antigos e gostando também -pq videogames nunca estão datados-.
    Dos poucos podcasts brasileiros sobre games, o Jogabilidade(Vértice e Dash) tem um lugar especial na minha lista. Vocês conseguem trazer um papo bacana e cabeça sobre o mundo dos games.
    Continuem assim. Abraços.

  • TRUST ME, I’M AN ENGINEER

    Pessoal, qual a música de entrada do vértice?

  • Patrick Ribeiro

    Excelente Cast. Eu partilharia a mesma opinião do Rick se eu confiasse ainda na Capcom. As últimas decisões dela não dão esse credbilidade toda, apesar que agora temos a Sony por trás, o que pode significar algo. A Riot tem outra visão de negócios, que possivelmente não vai ser aplicada, mas sou pessimista :P. Em relação às personagens femininas, concordo inteiramente com vocês. Quando saiu essa notícia no Polygon falei a mesma coisa. “Porra, então não tem menina magra mais?”. Acho esse radicalismo exacerbado ridículo.

  • Bolo

    Sushi!