Janeiro de 2016: é o começo de um novo ano. O ano da Realidade Virtual, o ano do Jogabilidade, o ano de muita gente legal morrendo por favor chega já deu.

Nossa intrépida equipe composta por André Campos, Ricardo Dias, Eduardo Sushi e Caio Corraini reúne-se para olhar para o passado enquanto se prepara para o futuro.

Que acontecimentos marcaram 2015? A indústria de consoles japonesa ainda existe? Quais foram as maiores tendências e pisadas de bola? O que é a hearthstonificação dos jogos? Existe uma bolha dos jogos indies? E, afinal, ser bom é bom o bastante?

Não deixamos passar também a oportunidade de revelar os nossos Top 3 jogos preferidos do ano que se foi e quais os que mais aguardamos neste ano que se estende em direção ao horizonte.

E sobre Realidade Virtual, bem

Tá No Seu Turno!

Nossa discussão continua com você: comente abaixo ou envie seu e-mail pelo formulário de contato ou para contato@jogabilida.de. Concorda conosco? Discorda? Dissemos algo herético? Sua opinião e feedback são muito importantes! Os melhores, mais relevantes e/ou mais aleatórios e-mails serão lidos na próxima edição do DASH.

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Trilha do Podcast

  • “Helix Nebula”, por Anamanaguchi
  • “Peace Walker Theme”, por Akihiro Honda
  • “New Horizons”, por Pokerus
  • “Choose Your Characters”, por sbeast
  • “Those Who Fight Further”, por The Black Mages
  • “Rosetta Refrain”, por Marcstar
  • “Crypteque”, por Danny Baranowski
  • “Fugal Funk”, por Danny Baranowski
  • “Clubbed Baby VVVVVVeal”, por Danny Baranowski
  • “March of the Profane”, por Danny Baranowski”
  • “Ending Theme”, Resident Evil
  • “Got Well Soon”, por Breton
  • “Restoring the Light, Facing the Dark”, Ori and The Blind Forest
  • “1-UP”, por Brandon Strader
  • “Dead or Alive”, por Nozomu Sasaki
  • “Pwntera”, por OA

Blocos do Podcast

  • Introdução: 00:00:00
  • Saga do Kojima & Indústria Japonesa: 2:47
  • Adeus, Iwata: 18:13
  • E3 2015 & Pisadas na Bola: 27:28
  • Indies Brasileiros e E-Sports: 40:31
  • Trends de 2015: 45:13
  • A Bolha Indie?: 58:47
  • 1:17:08: Top 3 de Cada Um
  • 1:40:24: Jogos Mais Aguardados de 2016
  • 2:04:41: E-mails!
  • Dash antes do dia 20? Que coisa linda! É de marejar os olhos.

  • DDD

    DASH NOVO! http://cdn.meme.am/images/11119229.jpg Não é sobre Bloodborne…

    • Sushi0

      Calma, já já começa a caçada

      • Douglas Marques

        Vão fazer sobre Bloodborne antes do Dark Souls 2? =/

        • nico

          eu duvido que tenha de dark souls 2 (e seria um cast pra xingar, tbh seria meio nhé)

          • Douglas Marques

            nossa haha, não achei o jogo tão ruim assim. É bem diferente do primeiro e peca em mais coisas do que acerta, mas eu ainda estou achando ele divertido.

          • nico

            concordo, nem é um jogo tão ruim, mas o problema é que ele se compara com uma série com bem menos erros.

        • Sushi0

          Pois é, não iremos fazer um sobre Dark Souls 2. Talvez um sobre o 2 e o 3 ao mesmo tempo caso o 3 seja bom, mas não prometo nada.

  • Henrique De Morais de Castro

    Feliz jogo novo jogabilideiros! Que neste ano de 2016 a meta para o Projeto Jogabilidade seja atingida o/ !

  • Leandro

    Cara, quando sobe a trilha sonora do terceiro jogo do ano do Rick não tem como não animar,muito marcante !

  • Pingback: DASH #59: Adeus Jogo Velho, Feliz Jogo Novo | Podflix()

  • selo roger… huauhahuauhauhhua

  • Eu já sobre Mass Effect. Detesto o 2 e 3 e detestei o Dragon Age 2 e Inquisition, por isto eu tava com um interesse pelo ME:A por causa que mostraram o mako, mas… Definitivamente vai ser em promoção de 75% que vou pegar, hoje jogos AAA eu deixo bem de lado.

    • Que tipo de pessoa sem coração odeia Mass Effect 2?

      • Uma pessoa que odeia ação em número, gênero e grau. Removeram tudo e focaram na ação. Então automaticamente eu detesto o jogo. Não entenda errado, eu terminei o 2 e 3, porém foi o uma sentada e deu, fui tentar jogar novamente porém já conhecendo a história e o jogo foi só ficando pior, então antes de eu querer tacar fogo na EA pelo que eles fizeram pelo meu amado Mass Effect 1, preferi largar.

        • Sinto muito por você ser você então.

          • E por que sentiria? Entenda que não deixei de jogar nenhum Mass Effect e não pretendo deixar de jogar o 4, mas depois da péssima experiencia com 2 e 3, o 4 e só com uma boa promoção. Um universo espetacular mas com mecânicas feitas para debiloides que só querem atirar em tudo que se mexe. Infelizmente 🙁

          • Exatamente por ser assim que sinto muito. Desconsiderar um jogo só por suas mecânicas de ação, definindo elas para “debiloides” é uma atitude que me dá muita pena…

          • Ai que está, não é desmerecer o jogo, EU NÃO GOSTO da mecânica de ação, eu não gosto disto.

            Vem cá, você gosta de Space Sim? Você gosta de Trade Sim? Gosta de 4X? Gosta de cRPG? Mecânicas absurdamente complexas que exigem estudo? Eu gosto de tudo isto e acho importante em um jogo, conheço pessoas que largaram o X³ após alguns segundos simplesmente por não quererem estudar o jogo, e ele para mim é algo fantástico. O mesmo vale para o EVE, tem pessoas que ODEIAM o EVE só por que é um jogo parado, lento com muita estratégia e que exige muito estudo. E este é exatamente o tipo de jogo que eu gosto de jogar. Mass Effect 1 por mais que a mecânica de tiro tenha sido algo que me desagradou, eu adorava descer nos planetas, ler toda a descrição que é bem correta inclusive sobre os planetas, explorar eles usando o Mako, adorava conversar com os NPCs e ver toda aquela lore, mas tudo isto foi simplificado / removido nos posteriores para se focar na parte que eu não gosto em qualquer jogo, que é a ação. Para mim a ação é a coisa chata que separa as partes legais.

          • Eu não gosto de muita coisa, mas nunca digo que são jogos para debiloides. Tu perdeu qualquer chance de discussão aí.

            Tem coisas que são para mim e coisas que não são. E tudo bem. Não é porque gosto de rock, que o funk é um lixo. É deste tipo de pensamento que eu tenho pena.

          • Então tá, já escutei em podcasts você sendo bem duro com certos jogos que não gostava, mas pelo visto se as pessoas são duras com um jogo que você gosta, ai a história é outra, obviamente você não usou a palavra debiloide pois você tem uma virtude que é conseguir se segurar, pois sempre solta um “este jogo é aquilo e aquilo outro até que haaaaaaaaaaaa (suspiro)”, admiro seu alto controle, eu infelizmente acabo por perder as estribeiras com certa frequência quando estou estressado com trabalho e preocupações, mas é isto que nos torna diferentes e permite um mundo diverso.

            Mas para mim é justo quando eu pego um jogo que era isto e vira isto e o chamar que foi convertido para debiloides:

            http://i.imgur.com/n3ZCaR0.jpg

            E é uma realidade pois eu fiz a cagada de comprar Fallout 4 na pré-venda e no Kinguin onde não podia pedir pelo reembolso… Quando fazem isto com o jogo, na minha opnião é apenas deixar ele mais simples para pessoas que não querem pensar 10 segundos, e pessoas que não querem pensar 10 segundos para você são o que?

            Eu sou bem crítico mesmo, e as vezes perco a calma principalmente quando vejo um jogo que gosto muito ser simplificado ao extremo e focar apenas na parte de ação para um público mais geral, sem muita paciência, que não quer pensar.

          • Thiago Nunes

            Sempre conte com o Gradash pra representar o estereótipo do PC gamer arrogante!

            Não é questão de “alto controle” (nem de “baixo controle”), é questão de saber opinar e criticar o jogo, e não o público que o consome. Taxar o público automaticamente de debiloide porque o sistema de um jogo é simplificado é desonesto da sua parte e, ironicamente, bem simplista. =p

            E mais, ninguém tem nada a ver com seu trabalho e preocupações. Aprenda a separar as coisas.

          • Se este fosse o caso, eu iria adorar jogos como Ryse, Crysis, Bioshock, etc que são jogos com um nível visual que faz suas versões de console terem vergonha. Mas não é o caso, eu detesto estes jogos.

            Para mim Might & Magic Heroes 6, X³, Thea the Awening, Daggerfall, Temple of Elemental Evil, Neverwinter Nights, Planescape Torment, são jogos MUITO melhores e que me agradam muito mais. E o que todos eles tem em comum? Exigem estudo e dedicação e muita leitura para serem entendidos, não são jogos do tipo aperte o X agora, e agora o Y.

          • Thiago Nunes

            Outra coisa que eles tem em comum é tornar alguns de seus fãs ardorosos chatos que vem em qualquer simplificação de mecânica ou jogo com jogabilidade mais arcade, linear ou casual como “jogo feito para debiloide”.

            E é a isso que me refiro quando sempre pode-se contar com você para ser o estereótipo do PC gamer arrogante. Iguais a você tem milhares pela Internet afora. E com isso todos vocês prestam um desserviço aos games que jogam. Aparentemente todo esse estudo e dedicação não é aplicado a interações sociais e nem a qualquer chance de querer dividir as boas experiências que vocês tem com esses jogos para que outras pessoas se interessem e não se limitem a pensar “nossa, que cara escroto”.

          • Vitor

            Sei lá, eu acho que as mudanças só foram positivas. O sistema de combate
            do ME 1 era chato demais – não por ser complexo, mas simplesmente por ser bem pouco dinâmico mesmo. Mudaram pra algo que era bem mais
            divertido (fora outros elementos que aboliram como ter que ficar
            equipando arma e etc, que era um porre). Não acho que o ME 2 e o 3 tenha perdido esses pontos fortes que você colocou no primeiro jogo (profundidade do universo, interações com NPCs) só por ter mudado a mecânica de combate. Realmente também senti falta quando tiraram a possibilidade de exploração dos planetas com o Mako, mas não vejo uma mudança tão drástica na essência do jogo quanto você diz…

          • A mecânica de combate melhorou sim, principalmente no 3. Mas como eu disse, ação não é comigo. Então o combate é a parte chata entre o que importa e no 2 e 3 a enfase em combate foi as alturas, toda a parte de exploração não foi simplificada, foi REMOVIDA. E isto machucou na minha alma…

      • Imagine que você detesta ação, não gosta de jogos de ação, não gosta de filmes de ação, acha Mad Max uma bosta por que é ação ação ação ação e nothing more. Ai você joga um Sci Fi que tem ação claro, mas que não é o foco, o foco é na exploração daquele universo e nas relações das pessoas, ai joga o 2 e TUDO que você gostava é substituido por AÇÃO AÇÃO AÇÃO AÇÃO TIRO TIRO TIRO TIRO TIRO AÇÃO AÇÃO. Acha mesmo que vai gostar do jogo?

        Eu simplesmente detesto ação por ação, sem um sentido para acontecer. E mesmo assim em Mass Effect 1 que é o que mais gosto, eu gosto do universo e dos personagens, mas as partes de tiroteio me dão ojeriza.

        Mas você deve entender que atualmente não tenho muitas opções para jogar né hehehehhe

      • Vitor

        Caio, você comentou sobre estar um pouco desanimado pro Andromeda por causa da saída de um pessoal da equipe da Bioware, mas a boa notícia é que o Drew Karpshyn (uma das grandes cabeças por trás do roteiro dos primeiros) voltou. Acho que tem bons motivos pra ser otimista em relação à continuação!

        • A esperança é a última que morre, afinal, como eu disse no programa, eles precisam se esforçar MUITO pra estragar Mass Effect 😀

  • Dariecão

    Aparentemente, só eu to esperando o South park : Fractured But Whole

    • Sequer lembrava que isso ia sair 😀

    • slashrick

      CARALEO! deixei passar esse!!! Eu também estou esperando por ele =3

    • Sushi0

      Caralho, tinha esquecido foda dele, mas to bem animado pra ele também!

    • André Campos

      Caraleow, só falta eu comentar aqui dizendo que também tô hypado!

  • DDD

    Sobre o Batman, a minha teoria (que depois procurando em foruns não é só minha), é que o jogo ficou tão mau otimizado porque eles fizeram muita programação de baixo nível pros consoles, o que fudeu com a arquitetura dos PCs. Pra quem não entende de programação, eu explico: quando você programa em C, que é uma linguagem geral pra quase todos sistemas embarcados (processadores, microcontroladores), essa não é a linguagem que o Hardware trabalha. O Hardware trabalha com linguagem binaria, incompreensível fora da matemática, e a forma que os programadores acessam é por uma linguagem de baixo nível, como a Assembly (mais comum e já antiga)… Mas você quando programou estava em C! O que ocorre é que existe ferramentas próprias de cada sistema eletrônico que transforma as linguagens de alto nível (C,C++, Java, etc) em linguagem assembly (baixo nível), para o processador rodar. O problema esta ai, se o cara programa o jogo em C, as mudanças (programação) entre uma plataforma e outra são muito pequenas, mas também é o código mais pesado (tem que passar por compiladores adicionais para transformar as linguagens, e talvez o código gaste ciclo do processador com coisas que você não precisa – pensando no máximo de otimização do seu código). Se o programa é feito em phyton, passa pelo menos por C e depois assembly, por exemplo. O que parece é que foi programado justamente em linguagem de baixo nível, que é a mais específica possível para o hardware em questão, ou seja, cada hardware tinha uma programação específica para ele (que era da AMD pros consoles, que é diferente entre o PS4 e o XONE, mas é muito mais próxima dos infinitos tipos de processadores e placas de video que o mundo do PC nos fornece). Enfim, estou escutando o cast ainda, não sei se já comentaram isso.

    • Pode ter certeza de que esse seu conhecimento a gente não tem haha Muito obrigado por alimentar a discussão!

    • CD falsificado de Playstation

      Já eu acho que apenas pediram um port em um tempo curtíssimo, e é claro que tem coisa que não dá para fazer em um tempo tão curto. Uma história que eu lembro disso é o port de Resident Evil 2 para N64, onde 3 ou 4 caras fizeram durante 9 meses, e eles disseram que quase se mataram para terminar. Como hoje em dia muita gente quer lançar para PC, não duvido que tenham dado 5, 6 meses para realizar um port desses.

      Mas você tem um ponto também. Não sei se lembram, mas aqueles ports de PC para PS2 lá pra 2002~2003 eram uma amostra clara disso. Mesmo o PS2 sendo uma máquina poderosa para a época (comparada aos PCs), saíam ports porquíssimos, como Oni e o horrível No One Lives Forever (o jogo é ótimo, o port é horrível). Sério, joguem este último num PS2 e num PC, e vão pensar que são jogos feitos em universos diferentes, mesmo sendo o mesmo jogo.

  • João Bernardo

    Excelente podcast, gosto muito dessas retrospectivas anuais que vocês costumam fazer. A discussão que mais me interessou durante este episódio foi quando vocês discutiram acerca do artigo do Gamasutra feito pelo desenvolvedor insatisfeito. Compartilho da ideia do Rick de que essa “bolha” de que está ocorrendo especificamente no mercado indie de jogos é algo normal em qualquer indústria que alcança um certo escopo em seu tempo de vida. Sinceramente, ainda acho que quando algo é bom (interpretem bom como algo acima da média em todas as suas características) sempre vai se destacar e ganhar seu espaço, e ele deve ser sido competente em todos os aspectos: desde a sua pré-produção até o marketing pré-lançamento, e isso só pode ser alcançado com uma palavrinha que foi usada durante o cast: Determinação.
    Mais uma vez, obrigado pelo conteúdo excepcional!
    E por mundo onde existam mais Rocky’s Balboa no mercado de games 😉

  • Lucas2099

    Dash novo!

  • Henrique Tavares

    Num ano onde Witcher 3 tomou primeiro lugar em quase toda lista, aparecer só uma vez em segundo em quatro top 3 só faz o Jogabilidade ser menos previsível do que a Polygon que nem colocou no top 10 (embora fique claro que sacrificaram ele pela expectativa de que seria o primeiro e colocaram Her Story)!

    Eu sou tipo o Rick, mal consigo montar um top 3, geralmente acompanho jogos com alguns anos de atraso.

  • Henrique Tavares

    Sobre Zelda, eu não sei como xingar a Nintendo se ela comemorar os 30 anos da franquia apenas com um HD de Twilight Princess.

    • Caio

      Relaxa, é Zelda. Twilight Princess HD e Zelda U com toda a certeza vem esse ano.

      • Henrique Tavares

        Também acho que só com uma falta de tato do tamanho de um buda galático a Nintendo faria o erro de não lançar um Zelda novo numa comemorativa dessas.

  • Mustangross

    Esperando Persona 5, só, embaixo de uma árvore, com os cabelos ao vento.

  • Rafael Junio

    Putz em, acho que só faltou a decepção do ano, que nada mais é que mais uma desculpa para falar mal de fallout 4.

  • Comentários do Corraini sobre qualquer coisa que ele gosta muito: “Melhor [coisa] que já [verbo] na minha vida” haha

    Cada um com seus vícios de linguagem 😛

  • Caio

    Como assim não podia remaster e o Sushi colocou o Resident Evil Remake de mais de 10 anos atrás? huahaha

    • Sushi0

      Não podia port de um jogo e esse é o RE é um remaster com coisas a mais e até personagens remodelados.

  • CD falsificado de Playstation

    Sobre a bolha dos jogos indie, como o Jonathan Blow disse uma vez, não vai mais chegar no nível de 2010-2011, podem desistir. Todo mundo quer fazer um Braid ou um FEZ, mas duvido que um jogo será mais tão aclamado como estes, pois esse nicho está umas 10 vezes mais competitivo do que há 5 anos atrás, e já se “consolidou” como categoria. Mesmo jogos como Undertale ou… bom, algum jogo indie bom de 2014 (sinceramente, não lembro) tiveram aquele hype de 2 meses e então… puf. Esse comentário que eu fiz sobre a consolidação é porque a mesma coisa acontece com os AAA hoje em dia. Saem, tem aquele burburinho de duas semanas, e morrem.
    Acho que com indies é até pior, pois saem muito mais jogos do que é humanamente possível jogar, e 99% acaba passando completamente desapercebido. Já vi essa crítica em um comentário aqui (deve ter sido em agosto ou outubro de 2015, não lembro), mas se você comparar o número de indies que haviam no Steam em 2011, e agora, vai ver que é umas 4 ou 5 vezes maior, e mesmo assim, pouquíssima coisa tem qualidade (que me perdoem os puristas). Tinha até um tweet dum desenvolvedor reclamando que ele estava nadando num mar de lixo, e não tinha como concorrer com aqueles jogos que saem por 90% de desconto toda semana.

    O que eu acho não é o que a bolha estourou, e sim que o nicho indie se consolidou. Todo mundo quer fazer um Braid, um FEZ ou um Super Meat Boy, mas pouquíssimos podem.

    • Não sei se FEZ serve muito de exemplo, porque em número de vendas, ele e Undertale estão pau a pau. Eu acho que muitas pessoas se arriscam nesse mercado com as expectativas erradas, como falei no programa.

      É só ver a Behold que com Chroma Squad vendeu pouco mais de 50 mil cópias perto do lançamento e isso já foi suficiente para garantir mais outros dois anos de funcionamento da empresa. Sucesso é relativo, o problema são as pessoas participando da indústria com o sonho do dinheiro fácil, não porque amam fazer jogos…

      • CD falsificado de Playstation

        É bem por aí mesmo, as pessoas vão no gás, com a expectativa lá nas nuvens, e quando lançam, batem de cara na parede. Dia desses eu pensei na mesma coisa, mas sobre livros – agora que qualquer pessoa pode publicar seu e-book na Amazon, veio aquela enxurrada gigantesca de porcaria a 99 centavos, e fica difícil para alguém competir com isso.
        Uma coisa que comentaram, sobre diminuir a expectativa, também me lembrou de um artigo de um escritor (agora não lembro o nome), onde ele disse que um escritor “comum” hoje publica um livro a cada x meses (entre 7 e 15). Alguns publicam mais de um livro por ano. A maioria dos livros nunca vai aparecer nas listas de best-seller, mas é o único modo de ele conseguir viver como escritor. Aí vem alguém que vende milhões no primeiro livro, e serve de “outdoor” para quem acha que escrever é fácil. Aí o cara publica imaginando que vai ser o próximo best-seller, e dá de cara com a realidade. É por isso também que os escritores comuns escrevem adaptações de filmes e coisa licenciada (como RPG, games, programa de TV), ou o cara não consegue nem se manter. O meu ponto é: um jogo de cada vez. Se vingar, vingou. Se não vingar, temos dinheiro pro próximo (como você disse).
        Se eu fosse fazer uma analogia disso com um estúdio de games, seria o estúdio WayForward, que faz seu caixa lançando jogos licenciados de outras franquias, aí depois de uns 3 ou 4, eles têm dinheiro para eles fazerem o jogo que eles querem (como Shantae, série deles).

        Sobre números, provavelmente vocês já sabem, mas dá para ter uma idéia das vendas de cada título no site SteamSpy (ele não conta profiles privados).

        • Puta, bem lembrado do Steam Spy. Acabei de ver que o Chroma bateu 100 mil cópias 😀

  • CD falsificado de Playstation

    Ah, e deixando isso num comentário separado: não sei se vocês ainda pretendem abrir uma loja com produtos, mas se forem, dêem uma pesquisada sobre a nova lei de ICMS.
    Tem um vídeo no YT de um empresário explicando sobre ele ter encerrado as vendas online no site dele:
    https://www.youtube.com/watch?v=pHM7CWedbNE

  • Lippo

    Putz, não dividam os programas grandes não =/ É melhor vcs gravarem e irem editando nos conformes do que separar em duas partes, porque seria “perder” um episódio. Quando for assim, tentem gravar outro mais simples e lancem esse, deixando o outro só pra quando estiver pronto (sem pressa).

    • O problema é que com a mudança, temos a obrigação de lançar dois programas por mês e, com isso, seria muito mais cômodo a gente simplesmente evitar assuntos mais complexos para não rolar mais gravações de seis horas.

      Dividir os programas é a solução viável que encontramos. Mas se ficar ruim, procuramos novas.

  • Pedro Aragão

    Caras, sugestão para os tops: você podiam também ter feito um top3 de jogos não-2015 que vocês descobriram no ano, dava pra colocar o Talos Principle do Sushi 🙂

  • Fabidawson

    Pensei que o Dash seria sobre Bloodbourne, mas estou interessado demais nesta retrospectiva de 2015, para minha pessoa melhor jogo de 2015 foi Life is Strange…vou ouvir o Dash agora, vamos ver se alguém comenta sobre ele.

  • Alguém lembra o nome do vídeo de Ori que o Corra comentou?

  • Douglas Marques

    >Meritocracia é um mito

    O que realmente determina a remuneração no mercado não é o mérito, não é a virtude, não é o esforço ou a dedicação. É apenas a criação de valor; o valor que aquela pessoa consegue adicionar à vida dos demais. Esses indies estão falhando porque não consegue gerar valor pra ninguém e não porque não se esforçaram.
    Mas de resto o podcast foi muito bom.

    • Edmilson Rocha

      Assino em baixo. É isso mesmo. Meritocracia não é investir 15h por dia fazendo qualquer coisa.

  • rodolphoal

    A dublagem de Sunset Overdrive é FODA!!

  • Márvio

    Que trilha excelente! Quem fez a edição deste Dash? Não conheço as músicas, sem querer demais, poderiam dizer a fonte de todas? rsrsrsrs Please!

    • CD falsificado de Playstation

      Uma música de final de bloco é “Still Dawn”, que é a música dos créditos do Resident Evil 1.
      Uma música que toca durante o episódio é um remix de “Positive Force” do jogo VVVVVV (eu acho).

    • Quem edita as músicas é sempre o André. E pensando em pessoas como você é que nós colocamos o box ali do ladinho do player com diversas das músicas utilizadas no programa 😀

      • Márvio

        Obrigado menino Corraino, minha falta de atenção me fez ignorar esta informação no site.

    • Bode333

      Achei genial quando os dashers estavam tentando adivinhar o 3ª lugar do rick mas ao fundo já estava tocando a trilha do hotline miami 2, quem estava atento já tinha sacado.

  • Diogo TDE

    alguém sabe o nome completo do 1° jogo do Caio

    • Diogo TDE

      já achei tinha intendido ori the black force … to mau de inglês ainda

      • nico

        estou rindo enlouquecidamente desse comentário mas preciso dormir pra trabalhar, ffs jogabilidade

    • Thiago Nunes

      Ori and the Blind Forest

  • Thiago Nunes

    Vocês tem que proibir o André de fazer qualquer analogia com carne, gente. Não dá pra ficar falando de coisa que não sabe, onde fica a credibilidade do podcast?!

    • Dariecão

      não dá pra ver nada com “bilidade” sem pensar que podia ser uma atração do site.

  • Itamar Diniz

    Este inicio de ano realmente está repleto de grandes jogos, só nessas duas primeiras semanas já lançou o Amplitude e o Resident Evil 0 HD Remaster que eu estava doido para jogar!

    • Sushi0

      E os dois bons jogos ainda por cima!

  • Edmilson Rocha

    Enquanto gamedev wannabe (acompanho sempre as discussões de gamedev no /r/gamedev, gamasutra, etc), digo logo que essa história de “Se o jogo é bom, ele vende independente de tudo” é simplesmente uma armadilha. Existem vários, vários mesmo, jogos INCRÍVEIS que simplesmente passam batido. Sem um marketing bom, seu jogo pode ser incrível, mas vender… nada. Perdi a fonte aqui, mas existe uma estatística que diz que apenas 10%~ dos indies lançados dão algum lucro. ALGUM lucro, veja. Simplesmente não sair do vermelho. Até mesmo gente que já lançou bons jogos costumam flopar lindamente numa segunda empreitada, como o cara do Organ Trail. Prejú mesmo!

    Sim, tem jogo pra caramba sendo lançado. Sim, também tem livros e CDs lançados pra caramba também. A diferença que eu vejo é que em média os jogos levam MUITO tempo pra serem feitos e custam muito, muito caro, do que livros e CDs. Imaginem se o Patreon de vocês fosse pago de 2 em 2 anos ao invés de mensalmente e que, no fim de tudo, vocês tivessem tido PREJUÍZO com os investimentos do site. É como se aqueles 2 anos teus, onde milhares de horas foram gastar (por múltiplas pessoas!), bem como $, fossem jogados na lata do lixo. É uma sensação terrível. Só de ler post-mortems do estilo me deixa nervoso.

    Enfim, fazer sucesso com indies diferentões como Undertale e FNAF é exceção, não regra. Existem vários, vários outros jogos criativos em patamar similar e que tão no vermelho agora mesmo.

  • rodolphoal

    E o Recore e o Scalebound seus sonystas? KKK

    • MarcusVss

      Scalebound só ano que vem. E o Recore eles comentaram (acho que foi o Caio) que por ter o Inafune já tira um pouco as esperanças.

  • Vitor Neves

    Dragon’s Dogma merece uma continuação.

  • Armoderic

    Um dos aspectos mais curiosos da história do Batman é pensar em outros jogos que também tiveram lançamentos bem turbulentos, mas conseguiram – literamente – se reinventar, o que não é uma situação ideal, mas ainda sim é algo admirável, principalmente se pensarmos que isso significa reconhecer e enxergar erros que não era evidentes (algo muito normal quanto se trabalha a um longo período com um mesmo objeto) e corrigir eles. Porém, o Batman simplesmente não conseguiu fazer nem isso… por alguma razão… possivelmente técnica ou mesmo desinteresse da produtora ou algo assim.

    Já vi alguns jogos de estratégia (comento eles pois é os que tenho mais familiaridade) que tiveram lançamentos bem tensos e normalmente tinham problemas nas simulações (a gente pensa muito em gráfico sendo pesado e como fonte de problemas, mas simulação é uma coisa mais pesada e complexa do que parece dependendo da escala – em um jogo problemas nela podem gerar em falhas gerais na AI e o próprio jogo ficando lento demais e outros problemas), que não são coisas fáceis de se resolver, mas ainda sim vi gente dar a volta por cima.

    Meu top 3 nesse em 2015 foi:
    – Nobunaga´s Ambition: Sphere of Influence – A Koei tem um estilo de jogo de estratégia bem único, normalmente com um foco bastante nos indivíduos e com um design que remete muito aos filmes e novelas de samurai (também conhecidos como taiga dramas).
    – Total War: Attila: Após o Rome II eu estava bastante cauteloso, porém o o Attila mostra que a Creative Assembly deu um volta por cima, não é um jogo perfeito, mas é muito bom e teve alguns expansões excelentes, como a mais recente Charlemagne, além que me deixou mais confiente e com hype para o Warhammer.
    – Um monte de visual novel – incluindo: Notch – Innocent Luna: Eclipsed Sinners, Higurashi, Fruit of Grisaia, Shan Gui e outros, 2015 foi o ano que não só me interessei mais por eles, como fiz uma para uma game jam.

    Se pudesse, além dos três, iria incluir: The Witcher 3, Tales of Zestiria, Final Fantasy Type 0 HD, Europa Universalis IV (que é meu GOTY desde 2013), Crusader Kings II (idem), Guilty Gear Xrd.

    Quanto a jogos que tenho grandes expectativas esse ano: XCOM 2, Total War: Warhammer (vai ser interessante ver a Creative Assembly podendo trabalhar com algo mais livre), Stellaris (Estou muito curioso em um jogo da Paradox com um tema futurista, algo que eles nunca tinham feito antes), Hearts of Iron IV, Romance of the Three Kingdoms XIII

    • DDD

      Comentando apenas sobre o EUIV, amei o jogo, mas se ele acabasse depois (tipo fim da segunda guerra, ou queda da URSS), ele seria 10/10 pra mim, como acaba com napoleão (e eu tenho meus problemas com alguns menus, e acho muito feio as tecnologias – CIV V da um pau nele) dou 9/10.

      • Armoderic

        Existem alguns mods que fazem isso (digo extender a linha de tempo), fora que tem alguns meios de importar uma salva de um jogo para o outro (por enquanto eu sei que dá para fazer oficialmente do Crusader Kings II para o EU IV).

    • A Koei ainda faz Nobunaga’s Ambition? Tu joga em japonês mesmo? Sai pra qual plataforma?

      • Armoderic

        Aham, assim como ela continua a fazer o Romance of the Three Kingdoms. O Nobunaga´s Ambition mais recente é o Sphere of Influence, tem em inglês e foi portado para o pc (e foi um excelente porte), inclusive e está no Steam, o Romance of the Three Kingdoms mais novo, o XIII, saiu no steam, mas é apenas a versão para a Ásia (segundo o steam database existe uma entrada para um ROTK em inglês, mas não houve nada em oficial), tem uma versão mais antiga, acho que o XII que está em algun site de distribuição digital (mas por alguma razão não está no steam).

  • Só agora consegui ouvir o podcast, ficou show! Eu queria que 2016 fosse o ano que eu compraria um PS4, mas terei que deixar para mais pro futuro pois estou que nem os jogabilideiros: procurando um teto nesta SP caótica! haha

  • Marcelo Cardoso

    De onde é a música dos 18:00 +-. Não consegui lembrar 😛

  • VictorHK1

    Minha reação ouvindo a parte sobre os lançamentos de 2016: Ok, XCOM 2, valeu Rick é nóis. Gente… Street Fighter 5, gente, lutinha… Gente por favor, não faz isso comigo. Caio, você curte lutinha, cita ele Caio. Caio por favor. Rick, me surpreenda. Gente… cita Street Fighter. Não pode ser, gente, SF5, fala por favor. Caio: “E sabe o que nós esquecemos de falar?” SIM!! STREET FIGHTER 5, “VR”, D: LUTINHA PLS… DASH DA EVO PRA REDENÇÃO POR FAVOR!!

  • Gostei do podcast de vocês, bem informativo, parabéns.

  • Thiago Valadares Noleto Damasc

    [SPOILERS de Undertale] Eu sou o cara que desinstalou o Undertale depois *daquele* boss. Fiquei muito feliz por ouvir vocês dando risadas por causa do meu comentário, os programas de vocês já fizeram gargalhar tanto e é extremamente gratificante poder retribuir um pouquinho dessa alegria. Agora respondendo a seus questionamentos: Sushi, eu não cliquei em play de novo pelo motivo que o André falou, eu achei que tinha acabado ¯_(ツ)_/¯ eu eu tinha que aceitar aquilo, cheguei a essa conclusão muito por causa da frustração de ter que lutar contra *aquele* chefe depois de passar muito tempo tentando ser pacifista, algo que eu não concordava. E sim, curti exponencialmente Corraini, principalmente depois de sair do jogo e conhecer as experiências de outras pessoas. Rick obrigado por citar o exemplo do seu amigo, agora não me sinto tão burro.

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