Após anos e mais anos lutando, correndo, tentando crescer e atingir as expectativas da sociedade a gente o Sonic chega aos 25 anos de vida, uma vida que foi difícil e radical em medidas iguais.

E vendo que não está fácil pra ninguém, André, Sushi e Corraini se reunem mais uma vez para falar sobre o decepcionante We Happy Few, o paciente e exigente Quadrilateral Cowboy, o frustrante e raso Necropolis e o carismático e divertido Headlander.

Claro, também discutem o nosso ouriço azul favorito e os anúncios do Sonic Mania e o Project Sonic 2017, as mais recentes loucuras envolvendo Pokémon GO e as novas informações que surgiram sobre o Nintendo NX, o próximo console da Nintendo.

Tem alguma dúvida, questionamento ou tópico de discussão sobre games, a vida, o universo e métodos de ganhar dinheiro? Deixe-a nos comentários abaixo ou envie seu e-mail pelo formulário de contato ou para contato@jogabilida.de.

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Trilha do Podcast

  • “Late Nite Funk Squad”, por David Tobin, Jeff Meegan e Malcolm Edmonstone
  • “Untouchable”, por Anathema

Blocos do Podcast

  • Necropolis: 00:04:51
  • We Happy Few: 00:14:47
  • Headlander: 00:30:47
  • Quadrilateral Cowboy: 00:41:17
  • 25 Anos de Sonic: 00:57:30
  • Mais Pokémon GO: 01:08:45
  • Nintendo NX “revelado”: 01:13:49
  • Daniel Neves Araujo

    Sobre o NX, eu estava pensando: os últimos dois consoles de mesa da Nintendo, Wii e WiiU, não tiveram revisão de hardware, já os últimos dois portáteis, Ds e 3DS tiveram juntos 8 versões(ds, ds lite, dsi, dsi xl, 3ds, 3ds xl, 2ds, e new 3ds xl). Pergunto então a vocês, já que consideram o NX como sucessor do 3ds, vocês acham que vai ter versões dele no futuro? (Eu sei que sem ver o design final é difícil dizer mas queria só uma opinião baseado no histórico da Nintendo e no que já temos de informação)

    • André Campos

      É uma boa questão! Vai ser mais fácil ter uma ideia vendo o preço e como eles vão posicionar (mais como um portátil que como um console de mesa, por exemplo).

      • Daniel Neves Araujo

        Pois é, por um lado ser early adopter quase nunca é bom, mas por outro vai ser difícil segurar o hype de Breath of the Wild.

  • Pingback: Vértice #79: Sonic Somos Nós – Podflix - Jogabilidade - Podcast()

  • Anderson B. Lima

    Caracaas Anathema!! Finalmente alguém que também escuta essa banda kkkkk

  • Não sei, antes eu queria que a nintendo fizesse um console “normal” porque eu queria jogar todos os seus jogos e os third party num videogame só. Não queria comprar um playstation e o console maluco da nintendo.

    Acho o wii um console horrível (mas com alguns grandes jogos) que fez sucesso por causa de sua “inventividade”. O wii u não fez sucesso porque é horrível (mas com alguns grandes jogos) e porque sua inventividade foi terrível.

    Já essa situação do nx parece muito boa, exatamente pelo que vocês falaram de poder jogar todos os jogos portáteis na tv. E portátil é o que a nintendo faz bem hoje em dia. Além disso, portátil é mais barato, então dá pra ter ele junto com um videogame “normal”.

    Provavelmente vou comprar o nx. Mas ainda tenho um sonho da nintendo fazer um videogame normal pra nunca mais comprar playstations ou xboxes.

  • Redator do Republika Pop

    Eu comprei Quadrilateral Cowboy depois de ouvir o episódio, e me deixem dizer logo de cara que eu achei um jogo bem com cara de projeto inacabado. Ele é facílimo, você vai “esquecendo” as mecânicas de jogabilidade pelo caminho, e ele é muito confuso na ambientação. É um cyberpunk? É um steampunk? Eu fiquei meio com a cara do Corraini quando indicaram Thirty Flights of Loving pra ele. A nomenclatura “deck” acho que vem do livro Neuromancer, onde um deck é como um computador inteiro dentro de um teclado. Esse Neuromancer tem um jogo pra DOS/Amiga também, é bem divertido.

    Sobre o que o Sushi disse sobre a Double Fine. O que eu acho, e me perdoem a força da palavra, é que eles vivem de fazer versões “de pobre” de jogos mais famosos. Além disso, é visível que eles sempre mostraram um descompasso entre a jogabilidade e a história. Imagino eu que isso se deva muito à falência do gênero adventure, onde o descompasso não era tão grande assim (e foi onde o Schafer se firmou). Eu ainda considero a Double Fine uma das melhores casas de idéias da indústria, mas é visível que eles não têm foco suficiente para manter uma narrativa junto com uma jogabilidade boa. Os jogos que mostram isso de forma mais clara são Psychonauts e Brutal Legend.

    Enquanto o Psychonauts tem ótimos personagens com muito carisma, a jogabilidade é a coisa mais derivativa que se pode tirar de um plataforma 3D (além de controles escorregadios), e o pior é que eles perderam o foco até disso, pois quando você chega na fase Milkman Conspiracy, o jogo te faz juntar uma penca de itens específicos de cada fase, como se fosse um adventure comum. Milkman Conspiracy é o ápice desse jogo, mesmo que seja essa fase que comece o “adventure collecthaton” que as fases à frente seguem tão à risca, depois tudo vai por água abaixo, vira um jogo extremamente cansativo. Já o Brutal Legend teria sido um jogo muito melhor se fosse ou apenas um RTS, ou apenas um jogo de ação. O descompasso neste é ainda maior, pois pelo menos no Psychonauts a carga de itens colecionáveis é apresentada na melhor parte do jogo, enquanto no Brutal Legend, as partes de RTS são totalmente desnecessárias. De novo, um descompasso entre história/personagens e jogabilidade.

    Sobre os jogos serem versões “de pobre”, eu vi isso mais depois de procurar o portfolio da Double Fine. Me lembra muito aquela Simple 2000 series, que imitava jogos famosos com baixo orçamento.
    Massive Chalice é um XCOM com muito menos coisa pra fazer.
    Spacebase DF-9 é um desses trocentos jogos de coletar e construir coisas, embora o tenham deixado inacabado mesmo.
    Iron Brigade é um Steel Batallion bem, mas bem precário.

    Eu faço um paralelo da Double Fine com a Platinum Games. Enquanto a DF possui ótimas histórias e um gameplay parco, a Platinum é só gameplay, e o resto que se exploda. É bom ter gente que tente coisa nova, mas parece que a Double Fine só tenta derivar de coisa antiga que não deu certo.
    (Lembram do The Cave? Eu só lembrei quando fui escrever isso. Pois é. Ron Gilbert.)

    • Henrique Tavares

      Caramba, Psychonauts tinha umas puta fases maneiras mesmo, hein? Lembrei também de Lungfishopolis, Waterloo World e Black Velvetopia (que pqp, que palheta linda). Pena realmente ter um excesso sufocante de colecionáveis.

      • Redator do Republika Pop

        Sim. Acho que das fases depois de Milkman Conspiracy (Lungfishopolis é antes), acho que a única que se salva para mim é Black Velvetopia, pois eu odeio todas as outras, principalmente aquela do teatro.

  • Henrique Tavares

    Eu não acho o Vaporeon apenas a evolução mais maneira do Eevee, mas um dos pokémons mais bonitos!

  • Armoderic

    Uma coisa que estava pensando a respeito do que foi comentado sobre o We Happy Few e o Necropolis, é: Geração procedural é algo muito poderoso, existe uma cena inteira (eu creio, já ouvi falar a respeito de eventos e palestras), mas não é uma “solução mágica” muito pouco algo que envolve pouco “trabalho” ou “design”, pelo contrário, na real é algo muito difícil e envolve muito “design manual”, afinal e necessário criar todo o sistema e os modos de interação dele afim de prover e popular ele com coisas interessantes. Dito isso, eu me pergunto ás vezes, se no caso dos dois jogos, as pessoas envolvidas estavam cientes disso…

    É fácil subestimar jogos como Minecraft (cujo a geração procedural, pelo que lembro envolvia todo um sistema complexo para os diferentes biomas se encaixarem da forma mais natural e “correta” possível), Dwarven Fortress (onde a simulação e os sistemas procedurais são ainda mais complexos) e outros. Mesmo os survival games, que eu suspeito fortemente que apesar do sucesso, tenham uma dinâmica de relação com os fãs tão própria (principalmente expectativas), que entrar nesse meio pode ser bem mais complicado que parece, tanto que é só ver os diversos clones que não tiveram sucesso ou descobriram que imita-los pode ser bem mais difícil que parece (vide o Towns, ou mesmo aquele jogo da Double Fine, acho que era o Space Base alguma coisa, e aquele jogo do Yogscast).

    No caso de jogos como Dwarven Fortress, Minecraft e outros a geração procedural (nas diferentes maneiras que ela pode existir) funciona, pois está bem amarrada no design desse jogos (que envolvem muito o conceito de exploração de ambientes realmente “alienígenas”, lidar com o imprevisto e o caos), fora que a natureza aleatória, reduz a otimização de longo prazo (quando mais fixo é um jogo, mais provável que ir existir estratégias dominantes, que reduzem muito a possibilidade de auto-expressão e jogabilidade emergente, já que tudo é fixo você não tem por que explorar ou arriscar ou mesmo jogar do jeito que você quer*).

    * Isso é meio importante para jogos de survival, uma vez que a partir do momento que você tem tudo fica “otimizado” o aspecto de survival diminui muito.

  • Dudley_o_Boxista

    Sobre o NX, acho que vale uma discussão que rolou uma vez num grupo sobre a Nintendo. Essa era a chance da Nintendo se vender como a primeira opção de console, por mais que eu adore a Nintendo pirar e fazer umas coisas malucas, o Wii U seguiu esse caminho e deu no que deu. Não é como se a gente tivesse novamente um mercado naquele cenário pré Wii, onde a Nintendo foi lá e lucrou pra caralho, essa fatia casual já foi sugada pelos dispositivos móveis. Eu acho que a maior chance da Nintendo era tentar fazer algo mais padrão pra ter apoio de Thirdie, imagina jogar todos thirdies e ainda ter os exclusivos da Nintendo no mesmo console? Com essa fuga do padrão novamente temos grande chance de ver se repetir a história do Wii U, que tem somente exclusivos. E dito isso, to muito empolgado pra ver o NX, e muito afim de comprar. Esperando o que a Nintendo vai apresentar próximo do lançamento.

  • Antonio Claudio

    Sobre o sonic, como assim não tem jogo bom? vocês mesmos citaram generations, sonic Adventure 1 e 2 de DC foram ótimos também,sim, lançaram mta merda, talvez mais merda que títulos bons, mas dizer que foram 25 anos de jogos OK eu acho errado!! Minha infância foi muito mais feliz com mega drive do que seria com Super Nintendo!
    Bom quanto ao NX eu tenho uma aposta, se o videogame tem 2 controles, 1 tela desacoplável o que impede de virar alguma coisa com VR? encaixa aquilo na cara de alguma maneira, joga acelerometro e giroscópio na tela e pronto, vc tem um video game híbrido que é VR!!