Ah, os vídeo games! Essa via expressa de evolução tecnológica rumo a uma réplica indistinguível da realidade onde todos os nossos sonhos serão possíveis.

Em meio à revoluções gráficas e de jogabilidade, está uma categoria muitas vezes ignorada mas de importância inquestionável: a interface que nos conecta a estes mundos, os controles!

Nesse podcast, André Campos, Ricardo Dias, Eduardo Sushi e Caio Corraini percorrem toda a história dos joysticks, gamepads e bizarrices que usamos para controlar nossos consoles domésticos. Das origens incertas, passando pela padronização e estendendo-se ao futuro, discutimos todos os comos, quandos e porquês.

Qual o melhor controle de todos os tempos? Por que o direcional fica na esquerda? Qual a origem do nome “joystick“? Por que o Sushi odeia tanto o controle do GameCube? O que o futuro nos reserva?

Tá No Seu Turno!

Nossa discussão continua com você: comente abaixo ou envie seu e-mail pelo formulário de contato ou para contato@jogabilida.de. Concorda conosco? Discorda? Dissemos algo herético? Sua opinião e feedback são muito importantes! Os melhores, mais relevantes e/ou mais aleatórios e-mails serão lidos na próxima edição do DASH.

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Trilha do Podcast

  • “Helix Nebula”, por Anamanaguchi
  • “Something Memorable”, por KN1GHT
  • “Make This Right”, por The Toxic Avenger
  • “C.H.E.E.T.A.H.”, por PrototypeRaptor
  • “Groover On”, por Ambient
  • “One Hit K.O.”, por WillRock
  • “Anthem of a Misguided Youth”, por Benjamin Briggs
  • “Wanderer on the Offensive”, por B33J & Sixto Sounds
  • “Snowy Rail Yard Stage”, de Street Fighter IV
  • “Guile Theme”, de Street Fighter IV
  • “My Only Chance”, por The Toxic Avenger

Blocos do Podcast

  • 00:00:00 – Introdução
  • 00:02:20 – Origens, Primeira e Segunda Geração
  • 00:38:48 – Terceira Geração
  • 00:50:50 – Quarta Geração
  • 01:04:08 – Quinta Geração
  • 01:22:32 – Sexta Geração
  • 01:36:53 – Sétima Geração
  • 01:51:38 – Oitava Geração e o Futuro
  • 02:12:29 – E-mails!
  • Tony Horo

    O controle do GC funciona bem se você desligar da cabeça o costume dos controles padrões de hoje. Tenho alguns aqui em casa e considero eles ótimos. Acho que ele peca em ter um botão Z mal posicionado.

    Já sobre o de N64, acho que é muito maltratado, o coitado. Pessoas reclamam do esquema de ter 3 pegadas pra só 2 mãos, mas nenhum jogo exigia isso. Na verdade, o lado do D-PAD+L era INÚTIL em quase todos os jogos! Acho que eu só não reclamo dele porque joguei muito Superstar Soccer 64 usando o d-pad, mas mesmo assim: se considerar somente a parte com o analógico e os botões de face, acho ele um controle excelente pra sua época.

  • Kandongas

    É interessante notar que a evolução dos controles, que no início estavam ligados as próprias limitações do hardware que ele pertencia, também tinha a limitação de design, com os desenvolvedores no início dos testes de ergonomia e localização de botões, tanto quanto força pra detecção. Hoje em dia as limitações são basicamente de design, porque o comando lógico para se ter um bom controle no que se diz a custo de hardware é muito baixo, com exceção a realidade virtual, se considerarmos nela que tudo é um controle (como no headset com seus sensores). Mesmo assim, não se tem um controle tão bom para FPS quanto o mouse (para mim), mas talvez isso também se deva porque já nos habituamos com ele, e talvez em VR fique melhor. Vou ouvir o cast agora, não sei se comentaram isso.

  • Eu ainda acho muito bizarro a gente estar no Dual Shock 4 e o foco do controle ainda não ser o analógico. Pra quem tem mãos pequenas, aquele controle (mais os anteriores) dá uma tendinite absurda.
    E de fato o controle de One é o melhor da atualidade. Tem o peso certo, muito ergonômico, bonito, pra mim não precisa mudar nada.

    E cara, o controle do GameCube é excelente, é um dos melhores que eu já usei. Concordo com o fato de que ele serve “apenas” para os jogos da Nintendo, mas os jogos que importam nos consoles dessa empresa são só esses exclusivos mesmo, afinal (a gente não tem multiplataformas há um tempo). E o GC Controller é perfeito para jogos como Super Mario Sunshine, Zelda Wind Waker, Super Smash Bros etc.

    • Ilber Mendes

      Usei algumas vezes o controle de GC e curti bastante na época. Mas uma maldição é que hoje em dia temos o Dolphin, emulador lindo demais, mas é sempre uma dificuldade emular aquele controle com um de Xbox 360, hehe. Brincadeira a parte, reitero o que você já disse: assim como o de N64, é um ótimo controle para first-party e uma coisa que eu curtia e ajudava muito em alguns jogos era aparecer o layout dos botões na tela, já que eles tinham um posição meio estranha (pra quem tinha vindo de um ps1 e ps2) no controle.

    • MarcusVss

      A minha mão também é pequena e pra mim a posição do analógico não faz diferença, tanto em cima quanto embaixo ela parece natural pra mim, não tenho nenhum incômodo. Só que pra mim o d-pad em cima fica muito bosta e embaixo ele fica bom, isso faz com que o Dual Shock seja superior pra mim.

    • SmokeE3 .

      não vejo dessa forma, acho que é como o MarcusVss falou, depende da mão. Jogo Battlefield Hardline tanto no PS4 quanto no XONE, dá muito mais tendinite jogando no One justamente por ser pesado.

  • Gradash

    Sobre o Steam Controller, na real ele vingou sim, a Valve já anunciou que ele está chegando em vários novos mercados e inclusive um deles é o Brasil, todos que jogaram nele elogiam muito ele.

    • Sushi0

      Eu não conheço muitas pessoas que usaram ele, mas nenhum gostou muito e todos ainda preferem os do PS4 e Xone.

      • Gradash

        Ele não vende no Brasil, ai é difícil achar alguém que jogou, mas faz o seguinte. Acessa o reddit do PCgaming e pergunta sobre o Steam Controller, a última vez que vi todos os resultados é que o controle é fantástico, difícil de você se acostumar mas depois que se acostuma não consegue mais pegar os outros pois a customização monstra dele é impressionante.

        Aqui um vídeo de impressões depois de um ano do lançamento e os constantes updates da Valve.
        https://www.youtube.com/watch?v=Uy9-OUTeE7A

        Eu por exemplo estou só esperando para pegar um, afinal pra que vou pegar um controle de xone ou de PS4 se já tenho um de 360 aqui, então quero experiencias diferentes, já tenho teclado e mouse, gamepad e joystick, ainda me falta um wheel também.

        Aqui um cara jogando o BF1 com ele e lembre-se, contra pessoas com Mouse e Teclado que são muito superiores
        https://www.youtube.com/watch?v=rS3jczCyrnQ

        • Felipe Lins

          Eu joguei bastante com o Steam Controller. O que mais me incomoda nele é não ter um segundo analógico e que ele deveria ser modular, me permitindo trocar as peças, como substituir o haptic direito por um segundo analógico e o esquerdo por um dpad simples.

          Digo isso porque mover câmera com o haptic é bem incômodo pra quem tá acostumado com analógico, e jogos de luta sem um bom d-pad é “no-no” pra mim.

          Ele é um ótimo controle, sobretudo com os botões de grip (além dos gatilhos e shoulders) e os haptics são excelentes pra quem quer jogar jogo que usa mouse (não tendo muita ação). A pegada dele é gostosa tbm, achei ainda melhor que os concorrentes.

          Eu testei RTS nele e não curti, nem LoL tbm. A agilidade dele em comparação com o mouse não vale a pena a troca. Mouse e teclado pra FPS tbm são insubstituíveis, IMO.

          Tô no aguardo das customizações prometidas para o DS4.

      • Alexandre Cassemiro

        Tenho um amigo que já comprou vários deles apenas para revender e ficou assustado no quão rápido eles vendem no ML.

        E um colega de trabalho tem um e gosta muito dele para alguns jogos(Mad Max foi um deles).

    • Eu acabei de comprar o meu. Por enquanto só o testei em dois jogos:
      – Assassin’s Creed Unity: é… um desafio. O pad direito é configurado por padrão no modo “joy-mouse”, onde ele emula um stick analógico, mas operando em modo mouse (quão mais rápido você move pro lado, mais “inclinado” ele emula o stick. Mas ele volta pro ponto de repouso quando você para de mover). Tentei alterar para o modo analógico pleno e foi uma loucura, andar com a Eve pelo cenário ela ia pra esquerda, pra direita, olhava pra baixo, pra cima. tudo porque você não tem noção de “onde é o centro?”, no tato. E o modo mouse pleno não funciona no ACU, pois se você usar o joystick, o teclado e mouse param de funcionar, logo, se você mantém o stick esquerdo como controle para andar, você não consegue virar a câmera enquanto está andando. E o modo mouse é a melhor coisa que aquele pad direito consegue emular, o que relato no próximo jogo que testei que foi;
      – Portal 2: AÍ SIM, o controle se prova SENSACIONAL. Para jogos feitos ou já adaptados PENSANDO no Steam Controller, você não configura que botão do controle, mouse ou tecla do teclado cada botão do Steam Controller vai emular. Você já configura diretamente as ações do jogo. E o jogo funciona maravilhosamente bem com o pad direito emulando um mouse ou trackball. Não é tão prático quando o mouse em si para os trick-moves, mas, cara, como é natural de se usar já de partida.

      Isto posto, cheguei à conclusão inicial que é mesmo uma questão de costume: da mesma forma que tive problemas para me habituar à mirar com o controle quando vinha do mouse+teclado, é uma questão de costume para se usar o Steam Controller. Mesmo assim, não deixei de lado o controle de X1 que comprei junto (para repor o anterior que deu defeito), e penso em revezar os controles conforme cada jogo, conforme o que cada um pede e fica melhor nele. AHH, e tem também o fato do Steam Controller funcionar com QUALQUER jogo, inclusive aqueles sem qualquer tipo de suporte à controle normal. Só mapear cada botão para as teclas do teclado ou botões do mouse e fica tudo resolvido 😀

      • Gradash

        Esta parada de gamepad desliga o teclado é uma PUTARIA de amador… Tem alguns jogos AAA que fazem isto e é uma sacanagem. Porém jogos que não fazem isto sempre é uma belezura, o Witcher 3 tem perfis para tu acessar 100% dos menus via atalhos e não ter que acessar o menu principal, acessar o que quer e assim vai que é um SACO. Depende muito jogo jogo, mas uma vantagem que tu consegue jogar RTS nele, não tão bem como no mouse mas consegue, diferente dos outros gamepads que é impossível.

        • E é um desligamento momentâneo. Enquanto um stick está pro lado no controle, por exemplo, teclado e mouse estão mortos. Parou de mexer, você pode trocar de volta, mas nunca usar os dois ao mesmo tempo. AÍ, nesses casos, o Controller fica prejudicado na hora de configurar, pois o ideal seria manter TODOs os mapeamentos de um controle normal, mas usar o PAD direito para emular um mouse, trackpad ou trackball. Mas, como falei, depende do jogo e nem todos aceitam. Aí você tem que mapear tudo como tecla de clado, inclusive o stick direito par a o WASD. Mas aí perde a graduação de movimento, ficando no ou vai ou não vai, sem o “vai devagar”. E as dicas de que botão apertar na tela também ficam confusas, porque ai você tem que lembrar que o Y equivale ao mouse direito, o X ao esquerdo, o A ao espaço e por aí vai 😀

          • Gradash

            A Valve recentemente lançou uma API completa para as empresas adicionarem nos seus jogos e ela faz parte do Steamworks, basicamente colocar o Steamworks vai colocar suporte total ao controle inclusive com a troca das plates (A, X, Y, etc) para a relativa que está usando!

          • Mas aí depende da produtora incluir o suporte à isso, identificar que é um Steam Cotroller nativamente, e não um emulado de mouse+teclado+xInput 😀

          • Gradash

            Segundo o documento, isto ai a API faz direto. Só precisa ser incluída e eles não podem fazer o gamepad desligar quando usa o teclado e mouse ou o inverso.

          • Então, não desmente o que eu disse: depende da produtora do jogo incluir o suporte, até mesmo fazendo o switch do que é mostrado de acordo com o que está ativo no momento (se os botões do Steam Controller, ou de um Xbox, ou mouse+teclado. Mesmo que os ícones venham “de graça” na API, ainda assim é preciso programar a exibição dos mesmos, quando for necessário exibir na tela). Se isso for pré-requisito para entrar jogos no Steam atualmente, aí beleza, eles vão ter que adicionar senão não serão aprovados. Se não for, aí depende da boa-vontade 😛

          • Gradash

            Ai você não entendeu, a API faz a troca automaticamente, você nem precisa colocar. No caso você faz a chamada do botão na base da API e define o tamanho da plate do botão e a plate mostrada ali pela API será a em uso no Steam Controler, no caso os devellopers nem vão precisar fazer mais formas de mudar os controles, pois a pessoa faz direto pelo steam e ele muda as plates com base nas suas seleções, é sensacional o artigo!

          • Hmm, acho que agora entendi. Vou pesquisar depois

        • Jogos de “take your time”, ou seja, sem grande urgência de tempo, são ótimos para experimentar no Steam Controller. Vou depois, quando tiver tempo, testar outros jogos, como os do Lego (que não usam o analógico direito pra praticamente nada, pois geralmente a câmera é fixa nas fases) ou Adventures como os da Telltale

  • Guilherme Carneiro

    Ótimo assunto, parabéns pelo cast. Percebi que não falaram dos controles dos clones de NES que no Brasil eram a realidade daquela geração, eu por exemplo tinha um Turbogame que era um controle de Megadrive invertido muito bizarro e acho mereciam uma menção. Quanto a questão das pilhas no controle do 360 e do One, pra mim é muito melhor do que bateria interna pois pra cada controle tenho 4 pilhas recarregáveis, sendo assim quando acaba um par já coloco o outro e carrego este, dessa forma continuo jogando sem fios e sem interrupções. Quanto a posição dos analógicos eu sou uma pessoa que sofre com os Dualshocks 1 ao 3 pois meus braços doem muito se ficar ogando por muito tempo, o DS4 melhorou minha dor, mas a Sony podia dar o braço a torcer e admitir que a melhor posição do analógico é onde fica o d-pad.

  • Miracle Megalodon

    Cês mencionaram que controlar movimento com a mão esquerda é muito melhor. Sendo assim, só pra dar nervoso na galera: sou canhoto no mouse, usava skills nas setinhas quando jogava LoL, e substituo o WASD por PLÇ~ (SIM, É SÉRIO).

    A propósito, belíssimo programa, meninos!

    • Eu levei uns bons 10 minutos pensando como seria usar PLÇ~, mas daí lembrei que meu teclado é americano e não tem Ç e o ~ é do lado do 1 hahaha

      • Miracle Megalodon

        O meu também é americano. Eu gosto de desafios.

        (mentira, ele é normalzinho)

  • AnaniasJr

    Um rant relevante para o tema
    https://www.youtube.com/watch?v=MzyTJbubzr4

  • Excelente cast.

    Uma coisa que vejo muita gente falando é de Halo como se ele tivesse sido o primeiro jogo a usar os 2 analógicos, mas lembro que um dos primeiros jogos de PS2 que joguei (em locadora, antes de ter o console) foi Red Faction, que já usava esse esquema (e, na época, me deu um nó absurdo na cabeça… odiei os controles, hahah).

    Claro que esse é outro exemplo onde ganha credito que faz direito e populariza primeiro, da mesma forma que Gears não inventou o cover, por exemplo.

    Outra coisa é que esse cast mostra que a galera que fica falando “Nintendo tem que parar de inventar moda com controle” não sabe muito bem o que ta falando, visto que desde seu primeiro console, ela sempre inventou moda. Deviam ficar gratos por ela fazer isso, isso sim.
    E mesmo quando não agrada (os gamers), como no caso do Wii, temos que lembrar que a estrutura básica dele é a usada no VR hoje em dia.

    • MarcusVss

      Não sei se foi o primeiro, mas o Alien Resurrection, de PS1, já usou esse esquema e deu origem a esse famoso review da Gamespot: http://www.gamespot.com/reviews/alien-resurrection-review/1900-2637344/

      “The game’s control setup is its most terrifying element. The left analog
      stick moves you forward, back, and strafes right and left, while the
      right analog stick turns you and can be used to look up and down.”

      Mas no podcast eles comentaram mais sobre a importância de atirar com o gatilho e isso eu não sei se esse jogo fazia.

      • Uia, esse não manjava. Acho que o único jogo de PS1 que realmente lembro de usar os 2 analógicos era Ape Escape, hahahahahaha!

        Embora, se for ver bem, o Nintendo 64 fazia parecido em jogos como Perfect Dark e Turok, onde você se movimentava com o “C” e virava a camera com o analógico, quase como se fosse os 2 analógicos invertidos. Tanto que em emulador você consegue adaptar esses jogos pra 2 analógicos de boa (ou até na versão remaster do PD para 360).

        Mas também não lembro se no Red Faction você atirava com os gatilhos, imagino que, no máximo, com R1.

  • Marcelo Amorim

    A Microsoft melhorou bastante o controle do Xbox One com o tempo, eu não sei qual é a versão que o André tem mas nas mais novas, os botões “RB” e “LB” estão melhores, sem aquele “click” de mouse e bem mais sensíveis ao toque, não precisa dar aquela esticada no dedo, basta apertar em qualquer lugar dele. Aliás, falando em controle do Xbox One, algumas pessoas costumam gostar do uso de pilhas por conta do tempo de bateria, pilhas boas chegam a ter bem mais tempo de uso do que o DualShock 4, e pilhas recarregáveis não são muito caras hoje em dia, então não é necessário comprar outras pilhas sempre.

  • Rafael Quina

    Não muito a ver com o tema mas…PQP, gente, quem escolhe as trilhas sonoras do cast?
    Tá excelente! Que podcast mais delicioso de se ouvir, edição perfeita! S2

  • Vamos com calma aí na hora de dizer que “japão lê da direita para a esquerda”. Na verdade, depende da orientação da escrita. Se escrevendo em linhas, é da esquerda pra direita, de cima pra baixo, como nós fazemos. Mas normalmente eles escrevem em colunas. Aí você rotaciona essa escrita 90º pra direita, mantendo os Kanjis em pé, aí sim fica de cima pra baixo, e só depois da direita pra esquerda. Mas ainda assim é estranho colunas de 1 caracter apenas. Eu sempre enxerguei que os japas nomeavam as letras pela FACILIDADE de acesso: o botão mais próximo à borda é mais próximo do seu dedão direito, mais fácil de apertar, logo, o “primeiro” acessível. e o B é o mais distante, logo, “o que vem depois”. Estende-se a mesma coisa para o X e Y do SNES, tanto pela lógica quanto para seguir a tradição já estabelecida no Nintendinho, e temos a configuração clássica da Nintendo.

    • André Campos

      Acho que só estávamos nos referindo a mangá mesmo!

  • Que DASH inusitado e divertido, amigos jogabilideiros!

    O assunto me pegou de surpresa, pois eu estava fazendo pesquisas relacionadas aos conceitos por trás dos controles de videogame e adorei o papo explanativo e opinativo sobre os diferentes controles de diferentes gerações. Fica aqui meu elogio pela excelente qualidade de pesquisa, em especial pela galeria de imagens que acompanham o cast e são ótimas pra visualizar os controles mencionados e também eis aqui uma pequena contribuição de minha parte, sobre o controle Dual Shock.

    O design dos facebuttons do Playstation foram criados pelo Teyu Goto, e a proposta era usar símbolos mais relacionados à ideias gerais do que letras, que não possuem significado, se distanciando do padrão da época, em especial da Nintendo, já que haviam acabado de desfazer uma parceria. O administradores queriam exatamente o contrário, mas o Goto bateu o pé conseguiu os convencer (os engenheiros da Sony sempre tiveram muita moral dentro da empresa).

    Daí, a ideia por trás do conceito ficou como:

    Triângulo, que remete a ponto de vista, a direção ou cabeça;
    Quadrado, que representa papel, documento, idealizado para abrir menus,
    X e O (bola ou círculo), que representam confirmação e negação.

    Como no japonês os símbolos culturais são O para correto e X para errado, diferente do ocidente, que assinala X nas escolhas, muitos jogos inverteram o conceito em suas versões internacionais, como foi citado no cast.

    Agora tem uma curiosidade que não sei até onde é verdade, ou pura especulação de fãs. Como muitos já viram nos materiais promocionais do Playstation, os símbolos são dispostos como na figura abaixo:

    https://i.kinja-img.com/gawker-media/image/upload/18ngxomd8bcpyjpg.jpg
    (Triângulo, Círculo, X e Quadrado)

    A teoria dessa decisão é que o Triângulo em japonês é Sankaku, o Círculo representa no japão a ideia do O.K., enquanto o X representa a ideia de errado, não existente, “Nai” (batsu, tbm) e o Quadrado é Shikaku. Contudo, o número “4” também pode, e costuma ser lido como Yon, já que Shi tbm é leitura do kanji de morte…

    Dessa forma temos:

    Triângulo (S)ankaku,
    Círculo (O)k,
    X (N)ai e
    Quadrado (Y)on.

    Juntamos as iniciais forma-se a palavra SONY. (Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa)

    E é isso aí, meus prezados. Obrigado pelo excelente programa, e um grande abraço do patrono e amigo aqui!

  • MarcusVss

    Sobre os botões com níveis de pressão no Dual Shock 2, Gran Turismo usava e fazia vc ter q afundar o dedo no botão pra correr mais (ainda bem que eu não gosto do jogo =P). Zone of the Enders 2 (não sei se o primeiro tb) também usava (Kojima, né?) e eu achava bem utilizado – vc tinha um tiro por exemplo que atirava vários projéteis e quanto mais forte vc apertava maior era o raio em que os projéteis eram atirados.

    • Midnight Runner

      os botões no GT tentam simular os pedais do carro, tem que dar pra acelerar/frear gradativamente 🙂

    • Rodney Kusumoto

      Sim é verdade. os MGS’s também… você conseguia usar para controlar o “lean” do Snake/Raiden qdo em primeira pessoa, ou mesmo qdo você está escondido nos capins que você controlava o quanto você vc queria subir para espiar.

  • MarcusVss

    Eu queria muito experimentar esse controle bumerangue do PS3. Eu não acho impossível que ele seja bom (se tem quem goste do controle do N64 e do Game Cube…)

  • Ramon Nogueira da Silva

    Primeiramente, excelente cast.
    Segundamente, apenas justificando a questão do botão de ligar/desligar o analógico no Dual Shock: o que se chamava de “analógico” na época era o conjunto sticks+vibração. Realmente é difícil pensar em um motivo pra se querer desligar os sticks, mas o q as pessoas geralmente queriam desativar na época era a vibração.

  • Anderson Paranhos

    Pessoal a Sony não tirou a “vibração” do controle de lançamento do PS3 por que quis, ela estava em negociação com a empresa que desenvolveu a tecnologia nos Dualshocks anteriores, eles queriam um valor muito absurdo de “royalties”, depois quando a negociação se resolveu ou a Sony usou “outra tecnologia” eles finalmente lançaram o Dualshock 3.

  • Rafael Faria

    A-M-E-I
    Esse foi o primeiro podcast de vocês que ouvi, depois do fim do NowLoading, e já estou baixando todos os outros episódios.
    Eu não ouço Podcasts, em geral, a uns 4 anos. E esse cast me fez sentir prazer em ouvir poscast novamente.
    Obrigado galera… assim que puder, eu vou contribuir.
    Agora, sobre o assunto abordado no episódio, senti falta de vocês falarem do controle Elite do Xone, de sua modularidade, e em sua grande capacidade de agradar aos mais diversos grupos de jogadores.
    Continue assim.
    Abraço.

    • Não falamos do Elite pelo simples fato de que não temos ele haha Mas pela pouca experiência que tive com ele, é o melhor controle já feito. Fácil.

      Seja bem vindo e volte mais vezes!

  • Henrique Tavares

    Sem ter lido nada a respeito, eu acho que o controle do N64 é mais ou menos o que tem se discutido ultimamente das propostas da Nintendo, como o conceito revelado do Switch. O controle do N64, com as três hastes, imagino, teria sido proposto com a possibilidade de até três posições diferentes, como se fosse três controles diferentes. Imagino que tivessem pensado que a posição esquerda-centro, com analógico, digital, Z e L poderia servir para, sei lá, jogos de tiro. E como temos percebido com algumas propostas da Nintendo, elas não costumam ser as mais bem implementadas…

    Sobre a luz do controle ps4, eu queria matar quem inventou aquilo. Quando jogava no escuro ele iluminava a porra do meu quarto todo. Consegui achar no sistema a opção de deixar mais fraca, então amenizou os problemas, mas ainda queria muito poder desligar, devia ser básico isso. Ah, e quando coloco pra carregar de noite ele volta com a luz 100% e meu quarto fica brilhando laranja. Tudo isso pro jogo avisar quando vai terminar o loading ou colocar a cor de um personagem (que eu só vejo se ele tiver intrusivamente refletindo em algum lugar). Pior gimmick de todos os tempos da história dos jogos.

    Última coisa, o Rick se superou em fazer gestos com a mão, se referindo a eles apenas como “assim”. Podcast é áudio, gente…

  • Felipe Moreira

    Muito bom o cast!

    Sobre o controle do Xbox One, algo que me incomoda muito é o barulho que o analógico faz quando se choca com as extremidades de plástico que o cercam (um “tec tec tec” infernal). Fico com a impressão de que aquilo vai quebrar alguma hora. E olha que eu jogo como uma lady e não forço os analógicos…

    • Se preocupa não: o que tem mais chance de dar problema no controle do X1 é o LB e o RB 🙂

  • SmokeE3 .

    Um grande detalhe dos controles de hoje, é que o analógico esquerdo não faz quase nenhuma diferença ser em cima (Xone) ou em baixo (ps4), já que em jogos normais vc só usa ele para andar então não há a necessidade de precisão do analógico direito.
    Pontos fracos do Xone:
    Peso (ainda acho o do PS4 melhor, já que está entre xone e PS3);
    Botão de luz: quem foi o gênio que teve a ideia de colocar uma lâmpada mirada na cara do jogador?
    Controle do PS4:
    precisava melhorar os gatilhos, ás vezes escorrega, e isso nunca ocorre no Xone.

  • Allan Araújo

    Sirvo-me do presente comentário para apresentar uma moção de REPÚDIO em face do Sr. André Campos, por não ter honrado suas origens belohorizontinas e chamado os controles de “manetes”.
    Grato.

  • Márvio

    O gamepad do Wii U tem o motion também, inclusive ele é crucial para um bom desempenho em Splatoon. Do contrário, quem teimar em utilizar somente o analógico direito para mirar e movimentar a câmera será engolido facilmente por jogadores que utilizam do gyroscope do controle. Outra funcionalidade do gamepad que eu não faço ideia de como é chamada é uma sensibilidade ao sopro. Só vi isto sendo usado no Mario 3D World, de forma bem simples, em que moedas saltavam de flores ao soprá-las no gamepad.

    Quando tinha o Wii além dos jogos da nintendo um que tenho uma memória afetiva jogando era o Star Wars Force Unleashed em que ele utilizava os controles de movimento para force push, defesa e ataque com o sabre de luz. Isto dava uma imersão que eu não tinha neste mesmo jogo no PS3/Xbox 360

    • Márvio

      Esqueci de agradecer, obrigado por lerem meu comentário no cast.

  • C4rbs

    Melhor controle na minha opinião é o do Xbox, muito gostoso de jogar

  • Pedro Rodrigues

    Mano, vocês devem ter as patas mt pequenas, por que eu amo os bumpers do controle do Xbox One.

    Mas tem um detalhe, eu tenho dois controles, um original que veio com o console no ano 1 e um novo que comprei recentemente (Também oficial da MS).

    Os bumpers do novo são bem mais gostosos de usar do que o que veio com o console, o clique é bem mais macio.

    Mas em comparação do controle do Xbox One contra o do PS4 eu acho que o do Xone preenche minha mão muito melhor. Com o do PS4 eu sinto que estou segurando um filhotinho de gato, sequinho, levinho e parece que vai quebrar.

    • C4rbs

      Eu curto bastante o do XONE mas eu prefiro o do 360

      • Pedro Rodrigues

        Eu tenho o de 360 tmbm, amo usar ele, mas o do Xone me preenche mais as mãos.

  • Gárgula Vermelho

    Acredito que o segundo analógico foi uma solução de design de produto, para deixar o joystick simétrico, visualmente mais agradável.

  • ViniAleixo

    Talvez não batesse 100% com a proposta do episódio, mas senti uma falta agressiva de comentários a respeito dos portáteis. 🙁

    • André Campos

      Pois é, tivemos que limitar o escopo pra consoles domésticos e ainda assim foram mais de 3h de gravação!

  • Crow

    Vocês destruíram o 99vidas para mim, o nível de informação e forma de passar isso para o público é outro nível.

  • Midnight Runner
  • Elber M. Rock

    Meu primeiro conto com video games foi com o Atari 2600, eu acho q eu tinha uns 4 ou 5 anos, meu pai tinha dado o game para meu irmão e todos nós jogavamos juntos. Era bem no começo dos anos 90. Cara, criança é foda, não tem muito cuidado, então eu e meu irmão quebramos muitos joysticks! Tivemos os joysticks clássicos do botão vermelho, tivemos com botão amarelo, tivemos uns tipo de avião de guerra, q o botão era um gatilho haha era bizarro! lembro q tinha um acessório mto louco (provavelmente coisa de camelô) que era uma BOLA que a gente encaixava no todo do joystick do Atari, talvez a intenção fosse simular o direcional dos Arcades, mas a boca era bem grande hahaha.
    Em 1995, eu ja tinha 8 anos e meu pai comprou um Mega Drive III pra gente! Era td mto revolucionario, 3 botões, direcionais, start..uma loucura! Tbm trocamos mtas vezes de controle, mtos paralelos, em um dos q tivemos para o Mega Drive, vinha um “mini bastão” pra encaixar em um buraco no meio do D-Pad, um “pré-analógico” que na época foi a salvação pra jogar Street Fighter II…SE ELE NÃO SE SOLTASSE TÃO FACILMENTE! hahahaha
    No ano seguinte meu irmão comprou um Snes de um amigo do primeiro trampo dele e o controle foi uma loucura pra gente! Esse lance do “L” e “R” era de outro mundo pra nós. O controle menor que o do Mega Drive, deu uma estranhada na “falta de preenchimento da mão”, mas depois foi só alegria! O d-paddele era bem melhor.
    Em 1998 meu irão e meu pai se juntaram pra comprar o Playstation, bem na época que começou a vir com o Dual Shock (a gente queria mto jogar MK 4 e Gran Turismo hahaha) e aí sim, FOI A MAIOR LOUCURA DOS VÍDEOGAMES! HAHAHA
    Ter um controle que vibrava de acordo com os impactos sofridos no game era uma parada inimaginável pra gente. O analógico em si era pouquíssimo usado. Lembro que tentamos usar no Gran Turismo e não curtimos mto, era “sensível demais”. Quando jogamos o primeiro Medal Of Honor tbm havia essa possibilidade, mas não tinhamos a habilidade necessária! haha! Agora, tinha um jogo q não tinha outro jeito de jogar (não sei se minha memória está me traindo), era o “Delta Force: Urban Warfare”! Lembro que a gente achou td mto louco pra época, grafico e som mto bons, mas a gente simplesmente não consegui jogar, pq tinha q usar analógico pra andar e mirar (coisa mais do que comum hj) e simplesmente não conseguiamos de forma alguma hahaha. Resultado, troquei o jogo por algum outro na loja haha
    Fomos tarde para o ps2, em 2008 e não sentimos muita diferença, afinal, os jogos ainda não nos forçavam a usar analógico (a num ser o God of War haha).
    Aí em 2010 eu comprei o Xbox 360 e aí eu tive uma experiencia que me tirou da zona de conforto e me mostrou um gameplay q hoje eu penso “pq já não era assim antes??” Esse lance de acelerar com gatilho direito e dar ré com o esquerdo, mirar com o gatilho esquerdo e atirar com o direito, usar o analogico esquerdo pra se mover e o direito pra controlar a câmera, é tão intuitivo!! É mto mais facil de se jogar dessa forma!!
    Hoje tenho tbm um ps4, comprei no final do ano passado e Eu gosto mto das inovações do controle. Tirando essa lance de matar o “Start” e o “Select”, o lance do botão “Share”, de vc poder a todo momento mandar screenshots e videos do que vc está jogando, ou mesmo fazer livestream com um simples clique, é mto bom!
    O touchpad infelizmente não pode ser aproveitado em todos os jogos, na maioria ele é um “select gigante”, mas em jogos como Infamous Second Son vc usa pra abrir as grades ou naqueles terminais q detectam se vc é condutor ou não, no Rayman Legends vc usa como “Raspadinha” pra ganhar bonus, no Hotline Miami vc usa pra ver o cenario ao inves de segurar o “L2” e mover com analógico. Enfim, acho os D-pad dele bem precisos, é ótimo pra jogo de luta, coisa q eu sofria no Xbox 360…aliás, existia uns controles (não sei se eram oficiais) do Street Fighter para Xbox 360, q tinham os D-pads melhorados e 6 botões, pra vc poder usar os socos fortes, q geralmente ficavam nos “LBs” e “RBs” e “LTs” e “RTs”.

  • Rafael Junio

    A questão do botão pra ligar o analógico no ps1 era compatibilidade. Porque no ps1 nem todo jogo era compatível com o dualshock, isso poderia causar alguma incompatibilidade caso você tivesse só o dualshock. No ps2 foi porque dava pra jogar jogo de ps1 no ps2 além do controle do ps2 funcionar no ps1.

  • Mike

    Joguei algumas vezes no controle do Wii e gostei bastante, o problema é a configuração que não tem como mudar, rolar sacudindo em DK é muito chato. Apesar de tudo jogar MK com as mãos separadas foi bem confortável.

    Sobre os gatilhos, para mim só atrapalha.. Agora que todo quanto é game sai para PC também, não existe nada mais preciso que um mouse, mas joguei bastante FPS no PS2 e nada melhor que tap fire nos triggers para controlar o spread, MOH e Black nos níveis mais altos de dificuldade me ensinaram tap fire = ez hs; quando tem como alterar eu mudo para R1 e fica ok, porém em alguns jogos ele só deixam você alternar entre alguns setups é aew fuuu#

    Não lembro qual jogo me viciou nisso mas eu uso analógico pra frente para acelerar, muito mais relaxante, vou controlando a intensidade na angulatura + toques nos freios. Já quebrei alguns controles em GH EX mas nunca me machuquei jogando, tenho as beiradas e dobras dos polegares desde pequeno hehehue ^~^

    Minha preferencia pessoal é PS mesmo, como já disse antes shooters que é o foco do Xbox não tem como vencer o mouse; o PS tem o ótimo dpad para games 2d e sidescroll, fighting, JRPGs… sem contar o layout que já estou acostumado.

    Eu pessoalmente odeio quick time event, apesar de ser fan de games rítmicos e sempre jogar no nível máximo de vez em sempre erro aqueles negocio. Porque não deixa a cena/cg passar e pronto, não tem nada positivo naquele botão vindo em ultra slow motion, acaba completamente com o clima frenético que estava até poucos segundos atrás.

    Sou totalmente a favor da padronização dos botões! Nas poucas vezes que joguei no Xbox sempre acabo apertado os botões do layout da Nintendo, porque usar as mesmas letras Microsoft!?

    Primeiro Dash que ouvi, gostei bastante e pretendo acompanhar! Acho que já ouvi o nome Caio Corraini em algum outro podcast, não consigo lembrar qual..
    Well, alguém falou que gostaria de uma fusão do Dualshock com o controle de Xbox, ele existe >>> Hori Pad FPS

    Mais uma coisa, existe sim Pro controller para PS, descobri quando estava vendo umas analises de controles do BRKsEDU. ~Scuf, aparentemente tem uma qualidade muito boa e diversas alternativas para modificações.
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