Vértice #99: A Princesa e o Cadáver

2017-05-19T20:03:18+00:00 19 de maio de 2017|Vértice|26 Comentários

[vc_row type=”in_container” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ width=”3/4″][vc_column_text]Nesse Vértice histórico(?) André, Sushi e Corraini se juntam uma última vez para misturar notícias, joguinhos e princesas beijando cadáveres.

E nisso, eles acabam batendo um papo sobre o surpreendente Injustice 2, o belo e ágil Dead Cells e também do morno, porém divertido The Surge.

Além do joguinhos, também discutiram sobre a Square se desfazendo da IO Interactive, o edital de games da Ancine, a série do Witcher produzida pelo Netflix, Sonic Forces se rendendo à internet e o polêmico texto(ão) sobre o jornalismo de games no Brasil.

Tem alguma dúvida, questionamento ou tópico de discussão sobre games, a vida, o universo e métodos de ganhar dinheiro? Deixe-a nos comentários abaixo ou envie seu e-mail pelo formulário de contato ou para contato@jogabilida.de.

Links:

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ width=”1/4″][vc_column_text][fap_track url=”http://media.blubrry.com/bilid/content.blubrry.com/bilid/vertice_ep99.mp3″ title=”Vértice #99:” share_link=”http://jogabilida.de/2017/05/vertice-99/” cover=”http://jogabilida.de/wp-content/uploads/2015/11/photo_2015-11-12_15-56-43.jpg” meta=”A Princesa e o Cadáver” layout=”grid” enqueue=”yes” auto_enqueue=”yes”][/vc_column_text][vc_raw_html css=”.vc_custom_1448870167039{margin-top: 30px !important;}”]JTNDZGl2JTIwaWQlM0QlMjJmZWVkLWJ1dCUyMiUyMHN0eWxlJTNEJTIydGV4dC1hbGlnbiUzQSUyMGNlbnRlciUzQiUyMiUzRSUzQ2ElMjBzdHlsZSUzRCUyMmRpc3BsYXklM0ElMjBibG9jayUzQiUyMGNvbG9yJTNBJTIwJTIzZmZmJTNCJTIyJTIwaHJlZiUzRCUyMmh0dHAlM0ElMkYlMkZnYW1lcy5qb2dhYmlsaWRhLmRlJTJGJTIyJTIwdGFyZ2V0JTNEJTIyX2JsYW5rJTIyJTNFJTNDaSUyMGNsYXNzJTNEJTIyZmElMjBmYS1yc3MlMjBmYS0zeCUyMiUyMHN0eWxlJTNEJTIyZGlzcGxheSUzQSUyMGlubGluZS1ibG9jayUzQiUyMG1hcmdpbiUzQSUyMDAlMjAxMHB4JTNCJTIyJTNFJTNDJTJGaSUzRSUyMCUzQ3AlM0VGZWVkJTIwUlNTJTNDJTJGcCUzRSUzQyUyRmElM0UlM0MlMkZkaXYlM0UlMEElM0NkaXYlMjBpZCUzRCUyMml0dW5lcy1idXQlMjIlMjBzdHlsZSUzRCUyMnRleHQtYWxpZ24lM0ElMjBjZW50ZXIlM0IlMjIlM0UlM0NhJTIwc3R5bGUlM0QlMjJkaXNwbGF5JTNBJTIwYmxvY2slM0IlMjBjb2xvciUzQSUyMCUyM2ZmZiUzQiUyMiUyMGhyZWYlM0QlMjJodHRwJTNBJTJGJTJGaXR1bmVzMi5qb2dhYmlsaWRhLmRlJTJGJTIyJTIwdGFyZ2V0JTNEJTIyX2JsYW5rJTIyJTNFJTNDaSUyMGNsYXNzJTNEJTIyZmElMjBmYS1tdXNpYyUyMGZhLTN4JTIyJTIwc3R5bGUlM0QlMjJkaXNwbGF5JTNBJTIwaW5saW5lLWJsb2NrJTNCJTIwbWFyZ2luJTNBJTIwMCUyMDEwcHglM0IlMjBjb2xvciUzQSUyMCUyM2ZmZiUzQiUyMiUzRSUzQyUyRmklM0UlMjAlM0NwJTNFSXR1bmVzJTNDJTJGcCUzRSUzQyUyRmElM0UlM0MlMkZkaXYlM0U=[/vc_raw_html][vc_raw_html css=”.vc_custom_1448870206131{margin-top: -25px !important;}”]JTNDYSUyMGhyZWYlM0QlMjJodHRwJTNBJTJGJTJGeW91dHViZS5jb20lMkZqb2dhYmlsaWRhZGUlMjIlMjB0YXJnZXQlM0QlMjJfYmxhbmslMjIlM0UlM0NpJTIwY2xhc3MlM0QlMjJ5b3V0dWJlLWJ1dCUyMGZhLXlvdXR1YmUtcGxheSUyMGZhLTJ4JTIyJTNFJTNDJTJGaSUzRSUzQyUyRmElM0UlM0NhJTIwaHJlZiUzRCUyMmh0dHAlM0ElMkYlMkZmYWNlYm9vay5jb20lMkZqb2dhYmlsaWRhZGUlMjIlMjB0YXJnZXQlM0QlMjJfYmxhbmslMjIlM0UlM0NpJTIwY2xhc3MlM0QlMjJmYWNlLWJ1dCUyMGZhLWZhY2Vib29rJTIwZmEtMnglMjIlM0UlM0MlMkZpJTNFJTNDJTJGYSUzRSUzQ2ElMjBocmVmJTNEJTIyaHR0cCUzQSUyRiUyRnR3aXR0ZXIuY29tJTJGam9nYWJpbGlkYWRlJTIyJTIwdGFyZ2V0JTNEJTIyX2JsYW5rJTIyJTNFJTNDaSUyMGNsYXNzJTNEJTIydHdpdC1idXQlMjBmYS10d2l0dGVyJTIwZmEtMnglMjIlM0UlM0MlMkZpJTNFJTNDJTJGYSUzRQ==[/vc_raw_html][divider line_type=”Full Width Line” custom_height=”20″][toggles][toggle color=”Extra-Color-1″ title=”Trilha do Podcast”][vc_column_text]

  • “Late Nite Funk Squad”, por David Tobin, Jeff Meegan e Malcolm Edmonstone
  • “When the Lights are Down”, de Kamelot

[/vc_column_text][/toggle][toggle color=”Extra-Color-1″ title=”Blocos do Podcast”][vc_column_text]

  • The Surge: 00:04:42
  • Dead Cells: 00:38:12
  • Injustice 2: 00:49:23
  • Square vendendo a IO Interactive: 01:08:56
  • Edital de games da Ancine: 01:17:13
  • Série do Witcher pela Netflix: 01:24:24
  • Sonic Force dando a arma na mão do bandido: 01:29:15
  • Polêmicas sobre jornalismo de games no Brasil: 01:33:58

[/vc_column_text][/toggle][/toggles][/vc_column][/vc_row]

  • Julio Cesar

    Acho muito furada esse edital da Ancine, primeiro acho que nem deveria existir a Ancine (recomendo verem o link do Izzy Nobre sobre isso, lá embaixo). Segundo, se é para ter, seria melhor que fosse para desenvolvedores verdadeiramente independentes, que com esse dinheiro iriam montar um empresa e entrar no negocio. Para entrar no edital você tem que ter no minimo uma micro empresa, algo inviável para o desenvolvedor informal, que muitas vezes só consegue trabalhar em seu jogo nas horas vagas. E quem já tem uma micro empresa, já esta no mercado, ou já tem capital. Isso parece mais um bolsa empresario da vida. Sinceramente, a Behold Studio precisa de 1 milhão? Sendo que ela já esta bem estabelecida no mercado com jogos de sucesso.

    Link do Izzy:
    https://www.youtube.com/watch?v=0VCYo-j1Tik

    • Douglas Marques

      Concordo com cada palavra.

    • Edital de qualquer coisa sempre foi para a panelinha que é chegada dos ministérios/agências. Não só aqui, mas em outros países também. Só ver o que o Uwe Boll fez uns 5 ou mais filmes, tudo com edital de incentivo.

      Quem é que vai avaliar quem é “realmente independente”? Pois cada um vai ter uma opinião sobre isso. É claro que o estúdio que já fez vários jogos vai ter mais chance do que o meu amigo que passa o dia todo reclamando das normas de gênero no twitter, mesmo que o estúdio não precise tanto do dinheiro quanto o meu amigo.

      • Julio Cesar

        Acho que não é muito difícil avaliar isso. Seria só limitar para pessoas físicas que não possuem empresas ou sociedades do tipo. Obviamente que essa pessoa teria que provar que tem condições técnicas para desenvolver o jogo, mostrando um protótipo, modelo de negocio, etc. Ai sim, os selecionado receberiam o dinheiro e mais um suporte para montar a empresa. E nesse modelo ainda existiria uma boa motivação para desenvolver um jogo competente, pois o fracasso significaria o fim da empresa. Agora uma empresa bem estabelecida pode desenvolver um jogo meia boca, sem muito compromisso (não que isso vá a acontecer), porque eles já tem a renda garantida de outros projetos de sucesso.

        • Complicado. Se forem colocar critérios mais exclusivos, vai parecer que é algo arbitrário, para direcionar o edital para alguém específico. Por isso eu acho que eles não restringem tanto.
          E eu acho que é inconteste que quem já é amigo da galera lá dentro sempre vai ter vantagem em um edital desses. Seja por saber de antemão a proposta do edital, seja por sair na frente das outras pessoas interessadas, que terão que se adequar. Por isso falei que era panelinha – quem tem amigo lá dentro sempre vai saber do edital primeiro, e ficar na frente da fila. O cara que realmente precisa fica na míngua. Acho que isso é um problema de investimento, que ninguém quer investir em jogos no Brasil. E assim como no vídeo que você postou, governo não tem que se meter nisso… mas se não se meter, aí é que não tem investimento mesmo. É complicado.

          • Julio Cesar

            Então seria melhor um edital baseado apenas no projeto (ideia, modelo de negocio, protótipo, etc). Se o cara já tem empresa, blz, se não, então possibilita um meio para o cara abrir uma empresa caso selecionado. Se der uma procurada na internet vai achar bastante projetos interessantes de pessoas informais (eu mesmo tenho um protótipo) e essas pessoas estão sumariamente excluídas do edital por não terem uma micro empresa, e é totalmente inviável abrir uma micro empresa só para tentar esse edital.

            Mas enfim, aqui no Brasil o governo te quebra a perna para depois doar a muleta e parecer que ele é bonzinho. O ideal seria ter menos burocracia, impostos, regulamentação, direitos trabalhistas excessivos, uma economia mais livre, isso seria útil não só para os jogos, mas para toda a industria.

      • Tem que ver que a galera que julga as propostas também não quer ter trabalho de ir atrás dessa galera que realmente batalha. Então o primeiro que chega e atende os critérios (provavelmente amigos deles, né?) já leva o edital. Mais uma vitória da preguiça.

  • FoodPoisoning

    Que eu saiba as únicas coisas que tu pode comprar no Injustice são skins e cores, que não mudam nada em gameplay.

  • BrunoArce

    “Se você colocar seu nome (+) the hedgehog no google imagens vai aparecer um personagem”
    As vezes o Sushi exagera demais, não é possivel que exista uma fanbase assim.

    *Pesquisando Bruno The Hedgehog no google
    https://www.google.com.br/search?q=bruno+the+hedgehog&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwj_0dmt4v7TAhUHG5AKHUKqCGUQ_AUICigB&biw=1440&bih=794#imgrc=_
    é, realmente existe uma fanbase assim

  • Douglas Marques

    Dead Cells é muito bom!

  • Machisto opressor 2.0

    Ouvindo vocês falarem sobre a falta de relevancia do conteudo de qualidade dos videos do youtube, não pude deixar de lembrar do TheAsaGames, um cara que fala expecificamente sobre industria e a filosofia por traz dos jogos, que faz reviews mega detalhadas e não bate nem 100 views por video, enclusive, faz quase 1 ano que esse cara não publica nada… é realmente muito triste você ver pessoas tão talentosas, que tentam fazer um negocio legal, mas não chegam a lugar nenhum por simples falta de incentivo

    https://www.youtube.com/watch?v=XBFD94a4njU

    • Vitor Manoel

      Outro que sofre com isso é o Araújo do Canal Capslock,um cara com seus 35 a 40 anos(não atrai a molecada de 12 a 15) que sempre busca conteúdo relevante e profundo e que tece análises detalhadas acerca do universo e dos videogames em si,mas só tem 26 mil inscritos enquanto Youtubers fraquíssimos em conteúdo batem 1M.Álias,as críticas que ele tece aos Youtubers gamers modinhas da galera são hilárias e completamente realísticas.

  • Não gostei da idéia de separar os dois blocos em programas diferentes. Vai ficar ainda mais bagunçado do que já está. O Vértice era o último programa de vocês que eu acompanhava sempre, mas agora não dá mais. Ao invés de manter o foco no conteúdo, vocês estão dispersando-se mais e mais.

  • A pedido dos casters para conhecer novos canais no youtube sobre games, segue o link de um vídeo do meu canal do Youtube: https://youtu.be/q7zm_VJVgpg?list=PL05-Jde7HcDMNi9PWE3Elk9vr1xwN5JPH

    Quem quiser conhecer, faço gameplays e reviews de JRPGs a 4 anos no youtube. Grande abraço a todos do jogabilidade!

  • Sushi não consegue aceitar que o Corraini não curte Dark Souls

    • mateuskies

      e ele está certo HAHA

  • Lucas Santana

    Tem vários canais no Youtube brasileiros que são muito bons e informativos, além da qualidade incrível.

    TheMFW faz vários vídeos sobre Resident Evil (os Everything Wrong With). Aproveito e falo do Revil, especializado em Resident Evil.

    Player 94, que é um canal de comédia.

    Nautilus, sério, assistam esse, é INCRÍVEL a qualidade deles.

    De gringo, tem um que gosto muito chamado Mark Brownm, vale a pena dar uma olhada!

  • Henrique Tavares

    Achei bem madura a abordagem de vocês ao texto sobre o jornalismo br de games, parabéns!

  • Artur Antunes

    Muito bom o podcast.
    Primeiro gostaria de comentar o lance do vértice dividido em dois. Como o Sushi já colocou no twitter, o bruto do próximo vértice vai ser duas horas e meia, por ai eu acredito que seja um erro essa decisão de dividir o podcast em dois. Um tempo limitado para falar sobre jogos de noticias limitava os participantes se estenderem demais, então, na minha opinião, não vai deixar se ser trabalhoso coisa nenhuma, muito pelo contrário, vão ser o dobro de horas para o Sushi editar. Pensem bem, se no final das contas o podcast ficava menor do que poderia porque o pessoal ficava cansado, o que acha que vai acontecer quando não tiverem? Obviamente vão gravar mais tempo. Eu acredito que a parte mais trabalhosa do Vértice, que é a edição, vai ser pior e só lembrando que vocês mesmos dizem o tempo inteiro que estão sobrecarregados.

    Agora sobre o jornalismo de games, acho que o que vocês falaram foi muito mais coerente que o texto em si. Sei disso, porque vejo isso no meu próprio canal. Vídeos mais simples, de assuntos que todo mundo está falando, se divulgam sozinhos. Quanto mais desconhecido é o jogo que eu falo em algum vídeo, menos as pessoas se interessam. Se o conteúdo de videogames aqui no país não está tão aprofundado como gostaríamos, é porque não tem público para consumi-los. Claro que isso não isenta aqueles que simplesmente fazem o pior conteúdo possível para agradar a massa, mas ao menos explica porque isso está acontecendo.
    Só um comparativo:

    Vídeo sobre Momodora 4, um excelente jogo desconhecido – https://www.youtube.com/watch?v=YBkwRNzhbXw
    Vídeo sobre Trajes Fatais, no auge da campanha de financiamento que todo youtuber estava falando sobre ele: https://www.youtube.com/watch?v=koyNvRo1_JQ

    Um deu 10 vezes mais visualizações que o outro.

  • Como autor do texto, obrigado por terem tido o trabalho de ler e debater o assunto. Fico feliz q tem partes q vcs concordam.

    No entanto, confesso que fiquei um pouco decepcionado. Se querem discordar do texto, ok, mas achei triste como passaram tanto tento me desqualificando. Assumiram que não falei com jornalistas, mas consultei três deles (que apoiaram o texto mas não quiseram se identificar pq não queriam se queimar). Inventaram um rancor pra justificar eu escrever o texto. Até o fato que mudei pra Tóquio meses atrás virou argumento de que “não estou por aí”. Desnecessário, né?

    Mas acho qq o pior foi como a critica de não ter saído uma LINHA sobre um mod de Doom super popular lá fora ou sobre a tradução de Skyrim feita por fãs virou um ad absurdum “ele quer entrevista de 30 páginas com o cara que botou Aladdin no Bubsy”. É uma linha q vi muitos jornalistas seguindo, como se eu fosse um louco pregando um sonho utópico. Mas na verdade são os pequenos detalhes que são os mais importantes. Coisas simples, q não custam um centavo a mais.

    Por exemplo: um leitor do meu texto criticou muito bem a “posse de conteúdo” da mídia BR. Todos jornalistas acompanham o Waypoint, Mark Brown, Ahoy, Polygon, GDC, etc… mas não repassam ao público. O Rock Paper Shotgun todo domingo tem o Sunday Papers com os melhores artigos de games da semana. Cadê isso aqui? Morreu com o GamesFoda. A mídia BR faz resumo de notícias (linkando a artigos próprios), mas não de conteúdo critico.

    Que fiquem pelo menos dois toques: quando falo sobre a galera se fechando numa bolha, pensa em gente “de fora” como eu não consegue nem ter acesso à discussão de vcs pq fica em um forum que só quem paga tem acesso.

    E pensem em quantos podcasts, videos e artigos fodas vcs citaram e assistem, mas como não trazem isso ao público. Um dos comentários no meu texto falou tudo: no Brasil existe essa “posse de conteúdo”, em que não se indica conteúdo dos outros – seja aqui ou lá fora.

    E PELOAMORDEDEUS, bota timestamp no podcast, nem todo mundo pode (ou quer) sentar por 2 horas e 20 minutos e ouvir tudo.

  • Como autor do texto sobre o Jornalismo de games BR, obrigado por terem tido o trabalho de ler e debater o assunto. Fico feliz q tem partes q vcs concordam.

    No entanto, confesso que fiquei um pouco decepcionado. Se querem discordar do texto, ok, mas achei triste como passaram tanto tempo me desqualificando. Assumiram que não falei com jornalistas, mas consultei três deles (que apoiaram o texto mas não quiseram se identificar pq não queriam se queimar). Inventaram um rancor pra justificar eu escrever o texto e até o fato que mudei pra Tóquio meses atrás virou argumento de que “não estou por aí”. Desnecessário, né? E não custava ter confirmado sobre oq é meu projeto ao invés de passar informação errada dq é sobre RPG de papel.

    Mas acho qq o pior foi como a critica de não ter saído UMA LINHA sobre um mod BR de Doom super popular lá fora ou sobre a tradução de Skyrim feita por fãs virou um ad absurdum “ele quer entrevista de 30 páginas com o cara que botou Aladdin no Bubsy”. É uma linha q vi muitos jornalistas seguindo, como se eu fosse um louco pregando um sonho utópico. Mas na verdade são os pequenos detalhes que são os mais importantes. Coisas simples, q não custam um centavo a mais.

    Por exemplo: um leitor do meu texto criticou muito bem a “posse de conteúdo” da mídia BR. Todos jornalistas acompanham o Waypoint, Mark Brown, Ahoy, Polygon, GDC, etc… mas não repassam ao público. O Rock Paper Shotgun todo domingo tem o Sunday Papers com os melhores artigos de games da semana. Cadê isso aqui? Morreu com o GamesFoda. A mídia BR faz resumo de notícias (linkando artigos próprios), mas não de conteúdo critico – nacional ou internacional.

    Oq nos leva a outro ponto: não adianta jogar toda a culpa no público, quando o público foi “educado” pelos que aí estão. Como vão gostar de texto crítico se não conhecem os boms? Como q a mídia fala q “o público não prestigia” quando a própria mídia é incapaz de falar “olha, site BR X fez um texto/video/conteúdo foda, vai lá ver”. Fica um bairrismo triste.

    O meu texto não foi feito para criticar vcs especialmente – acho q Jovem Nerd, Omelete e tals são os grandes culpados da triste cena atual. Mas se o cenário vai mudar, é preciso q a galera se conscientize. Em uma semana o texto bateu 15 mil acessos e MUITA gente pedindo conteúdo de qualidade, inclusive indicação de links e tals. Tem uma demanda, mas é preciso alcançar essa galera que está desiludida com a mídia atual.

    Por último, três toques:
    – Uma das coisas mais legais de outros pocasts são convidados. Tem muita gente legal no Brasil fazendo coisa foda e podendo adicionar informação e conteúdo. A galera do Nautilus faz um trabalho foda, merecem divulgação, mas cuidado com essa bolha de jornalista chamando jornalista.
    – Pelamordedeus, bota timestamp nos podcasts. O trecho com mais highlight no meu texto é justamente sobre como podcast é um formato mal utilizado, denso, feito “pra fã”, e nem todo mundo tem tempo (ou vontade) de ouvir 2 horas e meia de papo.
    – E finalmente, deem uma repensada nessa de ter um grupo fechado só pra doadores… acho que isso fragmenta ainda mais a comunidade. Adoraria ver os comentários da galera sobre o texto, mas acho errado pagar pra isso.

    Abraço!

    • André Campos

      Oi, Felipe! Obrigado pela resposta! Fico triste que tenha achado nosso comentário antagonista e tentando te desqualificar, não foi a intenção. De qualquer forma, fico mesmo muito feliz pelas discussões que o texto gerou, obrigado por ele! =)

      Sobre os toques, a gente concorda sobre a importância dos timestamps nos podcasts e por isso sempre colocamos, e os grupos fechados não costumam discutir o conteúdo dos podcasts, os comentários ficam geralmente aqui ou no vídeo do YouTube do programa.

  • Bruno Henrique

    Finalizei o podcast e preciso tecer alguns comentários sobre o “polêmico” texto do Pepe: trabalho há mais ou menos 6 anos como jornalista na área de entretenimento, o que inclui games, e ao longo de todo texto e as repercussões que ele teve – tal como os comentários do Caio Corraine e o André no cast, me senti bastante abalado sobre todo esse núcleo de informações “mainstream”, que cada vez mais preza o “AAA”, e a tal “forma industrial” de fazer as coisas.

    Os básicos ‘releases” e as “notinhas” as quais empresas grandes relacionadas com o site pedem para que tudo corra bem, e os laços entre o site e estas (ser convidado para eventos, receber produtos em primeira mão, receber jogos para análise) é algo tão crítico que é preciso nesse momento entender a crítica do Felipe como algo muito, mas mais muito maduro e real do que pode parecer.

    Preciso confessar que fiquei muito chateado à primeira vista sobre o texto, mas a medida que lí os comentários, que digeri a informação, percebi que basicamente… “it’s all true”. E mais: sites como o GamesFoda, LugardeNerd e outros cada vez mais perdem espaço, e eu não sei se necessariamente isso é uma questão de demanda, ou de simplesmente o tal “mídia AAA” sabotando os veículos menos “relevantes” com o aumento brusco de popularidade e aquele básico monopólio de informações.

    Detalhe, não estou culpando ninguém, só tentando entender melhor o cenário, como vocês.

    Gostaria de, incluse, citar aqui um dos textos “caseiros” mais divertidos que já lí sobre a franquia Persona – e que me ajudou (e muito) a amar todo esse universo (o que inclui SMT): http://lugardenerd.blogspot.com.br/2012/01/persona-2-innocent-sin.html

    Enfim, gostaria de agradecer pelo cast e pelas belíssimas palavras do Corraine que foi excepcionalmente muito humilde, coisa que eu vejo faltar no nosso cenário. E muito obrigado pelo Felipe Pepe, mais uma vez, pelo texto e reflexão que ecoou e ainda ecoa, e vai ecoar sobre como nós, criadores de conteúdo, nos relacionamos com os interesses da comunidade e quão polido é, de fato, nosso conteúdo.

    Valeu pessoal.

  • mateuskies

    Obrigado por compartilharem o meu canal, senhores. Fico muito feliz com essa ajuda, espero que um dia eu possa parar de fazer vídeos de DICAS TRUSQES MAROTOS e passe a focar no que realmente curto fazer, PALHAÇADA COM O BAÚ E VIDEOS DE PSICOLOGIA, hahaha

    Frustrante saber que The Surge agradou o Corraini, deem um Bloodborne logo pra esse menino <3

    • Seu canal é ótimo. Acompanho desde o dia que o maajin apareceu por lá e comecei a ver os vídeos anteriores. Continue com o excelente trabalho.

    • leoleonardo85

      Assinei o canal por causa da citação dele aqui, sucesso. o/

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