Fora da Caixa #47: Conto da Aia, Okja, Wolfpack e Hasan Minhaj

2017-09-05T17:47:46+00:00 7 de julho de 2017|Fora da Caixa|30 Comentários

André, Sushi e Corraini recebem Mellissa Pereira, do Yada Yada e aproveitam pra curtir o frio fora da caixa!

Nessa escapulida, batem um papo sobre a série  O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale), o programa Fool Us dos mágicos Penn & Teller, o filme sobre o super porco Okja, o especial do comediante Hasan Minhaj e, para fechar, os documentários Tickled, The Wolfpack e Amanda Knox. 

Tem algum feedback, sugestões de filmes, músicas, séries, apresentações de balé ou qualquer outra coisa? Deixe-a nos comentários abaixo ou envie seu e-mail pelo formulário de contato ou para contato@jogabilida.de.

  • “First Crush”, por Saberpulse
  • “Moon” de Casualties of Cool
  • “American Girl”, de Tom Petty and The Heartbreakers
  • “Annies Song”, de John Denver
  • “Court Begins Blue Note Scale”, de Turnabout Jazz Soul

  • Penn & Teller: Fool Us: 00:03:55
  • DocuMeltários: 00:27:35
  • Conto da Aia: 00:44:58
  • Okja: 01:10:24
  • Hasan Minhaj: 01:28:51

  • Guilherme Kruszynski de Assis

    Excelente reflexão sobre The Handmaid’s Tale, e a participação da Mell ficou muito boa! Ela tem uma ótima dinâmica com vocês =).

    • Anderson B. Lima

      e ela tá implorando pra participar do programa! kkkkk chamem ela mais vezes!

    • Mellissa Pereira

      o/

      • Spoiler: Mell é a próxima Jogabilideira junta do Rafael e a gente nem está ligado nas contratações que o Jogabilidade está fazendo.

        Tomem essa e durmam bem. (Com bons sonhos)

  • Onire de Morais
  • SmokeE3 .

    Sobre aquilo que poderia gerar treta, vou tentar gerar uma discussão com teor sério:
    Será que estamos vivendo uma Guerra Fria 2.0?
    Sempre que consumo algum conteúdo (através de livros, filmes e jogos) que falam sobre períodos dos anos 70, muitas vezes mostra reflexos de como a população (em geral norte americana) era atormentada e preocupada sobre quando seria o dia que os EUA ou o mundo começariam a guerra com bombas nucleares. No fim, essa ameaça que era dada como certa, e era só uma questão de tempo, chegou á um fim.
    Mas a população continua preocupada. O André havia dito que parecia que a sociedade estava caminhando para uma paz até um certo tempo, mas claro que ele falou isso pq a nossa memória nos engana, esquecemos o ruim mas lembramos do que é bom.
    Durante todo o programa foi falado de Hitler e como Hitler era ruim, mas há uma verdade ainda maior, que era difícil eles verem a ameaça já todos pensavam parecido com os nazistas. Americanos, ingleses, franceses e russos também odiavam os judeus, negros (principalmente), homossexuais e destratavam as mulheres. Pra isso, basta a gente lembrar que George Wallace ganhou as eleições pra governador com o grito “segregation now segregation tomorrow segregation forever” quase 20 anos após o holocausto. Ou então que Alan Turing é quimicamente castrado por ser gay quase uma década após ajudar á vencer a Segunda Guerra.
    É claro que hoje ainda há preconceito, mas é muitíssimo menor do que era.
    Só que ainda assim há um grande “medo”, mas eu diria preocupação, isso é o elemento que o ser humano parece não conseguir viver sem. Preocupação do Bolsonaro, preocupação do Trump, preocupação do Brexit. No fim, eles podem entrar e sair podem mudar o mundo ou não ter mudado nada. Mas algo já aconteceu, gerou mais uma geração preocupada, mas que nessa geração tem Twitter (e xinga muito no twitter), e quando alguém diz “gente, vocês estão exagerando nessa preocupação”, eles ficam mais ou menos como eu acredito que vocês 3 estão hoje “isso não é exagero, isso é coisa séria”, mas mesmo que seja exagero, vcs não vão conseguir ver e principalmente aceitar isso.
    Acho que fiquei pensando tanto em outras coisas que esse tópico focou em pontos que eu nem queria falar. Mas no fim, acho que o grande problema que vamos enfrentar não será político, e sim social, como é mostrado em Fahrenheit 451, onde a liberdade de expressão será a não-liberdade de expressão, já que a maioria da liberdade de expressão ofende alguém. E isso é algo que dificilmente eu vejo alguém se preocupando, já que á todo momento, o ponto principal é colocar a palavra “política” no meio.

    • Guilherme Sena C C

      Eu até acho de certa forma importante ter alguém “exagerando”, pois as pessoas preocupadas e atentas são quem ajudam as demais a se manter em equilíbrio, ajudam a combater justamente o fenômeno que ele citou da hipernormalização (apesar de ele não ter usado o termo). O problema dos “exageros” é só quando eles entram numa posição autoritária, o que definitivamente não é o caso aqui, onde é um espaço puramente de expressão.

      Dito isso, eu nem acho que eles exageram, só me preocupo que eles são habitualmente mais pessimistas que o contrário. As vezes falta enxergar e comemorar um pouco quando a humanidade dá sinais positivos, como a liberação do casamento gay em Taiwan que aconteceu recentemente, ou como apesar do Trump ter saído do acordo climático de Paris, a maioria das empresas e estados decidiram continuar objetivando as metas por conta própria, etc. Acho que é também porque geralmente essas coisas não se encaixam muito no assunto do cast, geralmente documentário ou série/filme baseado em fatos/conceitos reais é sempre desgraça, aí fica meio difícil. 😛

      • SmokeE3 .

        é, acho que se quis dizer que eles exageram, é pq vejo muito deles fora dos casts tbm.

  • Ícaro Melo

    A Mel seria uma excelente adição ao jogabilidade, como o brother abaixo já comentou, a dinâmica dela funciona muito com vocês!

  • Gabriel Azmodam

    Eu voto pela Mel ser a nova Jogabilideira.

    • MarcusVss

      Ela já está cheia dos projetos, acho improvável.

      • Gabriel Azmodam

        Não fale assim da minha Waifu.

        • Machisto opressor 2.0

          Mel > waifus 3d

  • Jay1984

    Nossa, a Mel como a quarta jogabilideira seria PERFEITO. Ela mora perto de vcs ainda pelo jeito.

  • A Mel mandou super bem hein? 😀

  • rubensxd

    Ótimo episódio, adorei as explicações do André sobre Handmaid Tale

  • Cadu

    — E é bem o que acontece com a mágica também: o cara consegue, naquele momentinho ali, fazer vc acreditar que aquilo é possível.
    — O engraçado é que pra mim, eu nunca acredito. Mas eu fico impressionado com a habilidade da pessoa.

    Pow, Sushi, talvez é por isso que tu não tem medo de filme/jogo de terror então. Se tu não tentar comprar a história, entrar no mundinho na hora, ferra tudo. É tipo “eu não tenho medo pq essas coisas não existem”. Sou total cético e ateu, e claro que na vida real se ouvir algo estranho em casa, eu vou me cagar todo, mas não vou achar que é algum espírito do capeta (aliás, tenho umas histórias boas que aconteceram comigo, podia rolar um especial no halloween lendo coisas da galera enquanto jogam joguinhos tensos). Precisa rolar uma disposição ae pra poder ter imersão.

  • Esquerdopata

    otimo programa, convidem a mel mais vezes

  • Clarice

    Pra quem ficou curioso pra saber o nome do documentário que o André comentou – sobre a mãe que fazia de conta que a filha era doente e manteve ela “presa” por 19 anos – é “Mommy Dead and Dearest” e dá pra assistir pelo Youtube. É super interessante e bizarro mas, obviamente, bem bad vibes, então recomendo por sua conta e risco. Acho que essa história ficou razoavelmente conhecida (ou pelo menos foi assim que eu e muita gente conheceu) porque andou circulando meses atrás no Twitter esse artigo do Buzzfeed (e não torçam a cara por ser do Buzzfeed! Juro que é bom e que eles tem mais a oferecer do que testes e listas hahaha): https://www.buzzfeed.com/michelledean/dee-dee-e-gypsy?utm_term=.co9YqoY1z#.paoABrAbg

    E aqui está o documentário:
    https://www.youtube.com/watch?v=sdIJbKfIlYo

    É só isso mesmo o comentário.
    Abraços~

  • FoodPoisoning

    Fui voltar a ouvir o podcast em que mencionaram o Tickled, e fui pesquisar sobre depois. Um dos/O cara evil do documentário morreu nesse ano! Não sei exatamente como isso muda o status legal da situação e das pessoas que fizeram o documentário, mas foi curioso ter acontecido.

  • Machisto opressor 2.0

    Essa série ai é feminazista mas ela é topzera, até eu que sou nazista curti

  • Guilherme Sena C C

    André, o fenômeno que você citou sobre as pequenas convenções absurdas, que vão se instalando aos poucos e ao longo do tempo sem que as pessoas ofereçam muita resistência (devido a geralmente haver alguma justificativa que pareça valer a pena pagar o preço), se chama Hipernormalização. Mas tendo uma visão um pouco mais otimista, eu acho que esse fenômeno funciona pros dois lados, pro lado positivo também acontece de pequenos avanços irem se acumulando aos poucos e as pessoas meio retrogradas (porem menos ignorantes) irem se acostumando e eventualmente percebendo que as consequências negativas, que elas imaginavam que resultariam de tais avanços, não acontecem de verdade (apesar de a ignorância quase sempre dar as caras novamente como uma reação aos primeiros sinais negativos, quase que como uma superstição).

    Eu ainda não assisti esse The Handmaid’s Tale, mas me parece um bom conto caucionário. O conservadorismo religioso é realmente problemático e ainda hoje em dia existem lugares submetidos a regimes absurdos, como alguns países islâmicos por exemplo, e é bem decepcionante ainda ver de vez em quando certos cristãos retrógrados em posições de influência política, mas os dias de hoje são muito diferentes, então acho que não precisa ter uma visão tão profeticamente negativa. As vezes tua preocupação soa como um pouco de paranoia porque tu tem muita certeza de que ta tudo dando errado, mas a gente vive num momento de acesso sem precedentes à educação e informação, e as pessoas de forma geral são melhores do que a gente dá crédito ainda que hajam decepções de tempos em tempos.

    Enfim, só quis expressar um pouco de good vibes e esperanças. Fique em paz meu amigo, e ótimo cast. n_n

  • Jhonathan Vieira

    Tenho que recomendar aqui os filmes do diretor Na Hong-jin pro Sushi, principalmente. Ele faz ótimos thrillers com uma atmosfera incrível e enredos ótimos. Cast mt bom e Mel todos querem mais participações da Mel vlw flw 😉

  • Esquerdopata

    Apenas uma correção, usa-se “pessoa com deficiência” e não “pessoa deficiente”, já que a pessoa possui alguma deficiência física ou mental mas não é deficiente como um todo. Algumas pessoas discutem inclusive se é correto ou não usar “portadora de deficiência”, pois a deficiência é algo inerente à pessoa, não algo que ela porta quando deseja. Juro que não é ser chato, é que poucas pessoas falam sobre a maneira mais adequada referir-se às pessoas com deficiência e eu sempre acabo divulgando 😀

    • André Campos

      Boa! Obrigado pela correção!

    • Lucas Souza

      LoL que explicação. Sou deficiente e nunca liguei muito pra isso

      • Esquerdopata

        Aprendi essas coisas quando estudei libras, o que acabou me levando a estudar a literatura acadêmica e legislação sobre o assunto. O interessante é tentarmos não ofender ninguém.

  • Tales

    O André podia ter dado menos spoiler da série

  • Deivid frança

    por favor Mel como nova jogabilideira.

  • Jael Araripe

    Sobre o The Handmaid’s Tales: Em nenhum momento é dito ou fica subentendido que os homens que são inférteis. Mas oque é dito é que existem muitos homens inférteis, mas eles nunca vão ser os culpados pela esposa ou a Aia não engravidar. E outra coisa, é que n necessariamente todas as Aias são mulheres férteis que cometeram crimes. Se vc for uma mulher fértil que n faz parte do auto escalão de Gilead, viram Aias.

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