Vértice #114 (J): Journey com Porrada

2017-09-04T16:16:31+00:00 31 de agosto de 2017|Vértice|17 Comentários

Após vestirem sua mascaras, aprender sobre todas as artes marciais existentes e passar muitos minutos porrando seus adversários, André, Sushi e Corraini decidem que é uma boa hora para bater papo sobre jogos em vez de uns nos outros.

Discutimos de leve sobre o japonês e fascinante Yakuza Kiwami; a combinação mais errada que deu certo dos últimos anos, Mario + Rabbids: Kingdom Battle; sobre a continuação que ninguém sabia que queria, mas foi muito bem vinda, Uncharted Lost Legacy e o journey das porradarias, o Absolver.

E nos vemos na semana que vem para o episódio de notícias.

Tá no Seu Turno!

Tem alguma dúvida, questionamento ou tópico de discussão sobre games, a vida, o universo e métodos de ganhar dinheiro? Deixe-a nos comentários abaixo ou envie seu e-mail pelo formulário de contato ou para vertice@jogabilida.de.

  • “Late Nite Funk Squad”, por David Tobin, Jeff Meegan e Malcolm Edmonstone
  • “Dangan – Into Free”, por B’z

  • Yakuza Kiwami: 00:07:27
  • Mario XCOM: 00:21:21
  • Uncharted Lost Legacy: 00:42:41
  • Absolver: 00:59:41
  • Perguntinha: 01:19:57
  • Email 1: 01:27:46
  • Email 2: 01:32:07
  • Lançamentos: 01:37:28

  • Matheus Gonçalves

    Infelizmente o questionário do Yakuza já foi fechado. 🙁

    • Caio_RB

      Nem, se for jogar comece pelo Zero.

  • This is ridiculous man

    Que delicia ouvir a voz do corraini dinovo (desculpa, eu pulo os podcasts de compilação)

  • Lucas Feliciano Matos

    so aqui o download ta travando? eu testei aqui e não é minha internet

  • Eduardo Silva

    Isso aê! Corrainão da porra.

  • El Luchador

    Só passando pra dizer que vocês usaram muitas vezes a palavra “nuance” neste podcast.

    Maurílio curtiu isto.

    https://pbs.twimg.com/profile_images/800925111373205504/kh9JKoWJ.jpg

  • Caio_RB

    Olha, tendo jogado todos da série Yakuza, o melhor ponto de entrada é sim o Yakuza 0. As referências ao futuro dos jogos são mínimas e mal existem na história principal e até mesmo nas substories em geral e sinceramente, não importam tanto, até porque vários personagens são introduzidos ali pro jogador. Eu zerei o jogo com umas 70 horas e você tem alguns personagens da série que aparecem em substories que aparecerão no futuro e uma substorie que fala sobre o futuro mas de resto não tem nada demais, não faz diferença. Sem contar que jogando o zero e zerando te dá muita bagagem e faz você gostar/se importar com vários personagens que irão aparecer, incluindo o Nishiki que é mais explorado aqui e te dá uma visão diferente dele no Kiwami, além de aprofundar o Dojima e o Sera que não aparecem tanto no Kiwami. Enfim, pode-se começar pelo Kiwami obviamente mas é muito mais recomendado que seja pelo 0 porque faz mais sentido não só com a série mas também porque foi a ordem de lançamento do jogo e do remake.

    E fico feliz que o Sushi não tenha abandonado o Yakuza 0 que pra mim é o melhor jogo da série em todos os quesitos. Achei que tinha abandonado inicialmente por causa de outros jogos e que tinha ido pro Kiwami porque é bem menor mas que bom que pretende voltar ao 0, embora eu preferia que tivesse terminado o 0 primeiro e depois ido pro Kiwami mas isso é só idealismo hahaha

  • Diego Felski Dauer

    Bom, vamos começar sobre Absolver, como alguém que realmente amou o jogo. Antes de mais nada, um disclaimer: estou falando baseado em minha experiência com 28 horas de jogo e mais algumas boas horas assistindo streamings e participando de discussões em fóruns.

    Comecemos pelo nome do jogo, um ponto importantíssimo que acho que é facilmente ignorado: Absolver – ONLINE Melee Action. Então realmente não vou me alongar quanto ao fato de o jogo ser sempre online, está no título.
    Outra grande confusão que vejo referente ao jogo se refere ao estilo do jogo. Ele é um Dark Souls de kung-fu? Ele é um estilo novo? Ele é só uma bagunça de milhões de estilos tentando ser alguma coisa? De acordo com os próprios devs (uma turminha de 5 pessoas muito bacanas e extremamente ativos na comunidade), ele é um Fighting Game.

    A ideia principal do jogo, o foco, é o PvP, que por incrível que pareça, só inclui no momento batalhas 1×1. Ao longo das próximas semanas serão liberados os modos 3×3 e 1×1 privado. O quarto modo existente na seleção do altar ainda não foi revelado. Como o Sushi disse, existem sim atributos a serem espalhados, e o propósito destes no jogo é debativel. Há variovários vods de streamers experientes como GreyMaiden e VoxelHeart derrotando personagens de nível máximo com personagens recem-criados. Os atributos servem mais para dar uma mãozinha do que para mudar o jogo, para especializar sua build. Aumentar um pouco o dano dos tipos de golpe que você está usando, ou então fazer seus tension shards regenerar mais rápido.

    Tendo em mente que o jogo é um Fightan e que o foco é em PvP, muita coisa fica em perspectiva. O jogo não tem muito conteúdo porque o foco dele é literalmente em lutar contra outras pessoas em 1×1. A recompensa é a diversão, o prazer e a ocasional peça de roupa para seu fashionsolver.
    Algo que o Sushi definitivamente não compreendeu é a profundidade do sistema de combate. “Esmagar” quadrado funciona contra a IA simplória e jogadores que acabaram de começar, mas quanto mais competitivo se torna o jogo, mais importante se torna o manejamento da sua Barra de stamina, apertar quadrado na hora certa (o que eles chamam de goldlinking, apertando na hora certa o próximo golpe custará menos stamina, será mais rápido e terá menos frames de recuperação ) e obviamente usar suas habilidades defensivas de acordo. Diferente do PvP de Dark Souls, em níveis altos de habilidade “turtling” (ficar segurando a defesa) aqui é desaconselhável. Sim, se sua guarda “quebrar” você vai levar um ou dois hits e pode defender de novo, mas assim como em Tekken ou em SF, um ou dois golpes fazem a diferença. O principal motivo pelo qual este jogo não é tão divertido de assistir, é porque boa parte do jogo se passa na cabeça do jogador. “Qual golpe pertence ao deck padrão e qual é um alternativo?” “Será que eu defendo e espero uma brecha ou tento ser agressivo com um ataque rápido?”, e isso começa bem antes da luta em si, quando voce constrói seu deque. Tentando prever que tipo de ataque seus inimigos podem usar, tentando pensar em todas as alternativas e mais importante do que isso, lembrar de todas elas para poder usa-las durante uma partida. O cara está esmagando quadrado num soco Alto? Beleza, eu tenho uma rasteira aqui nesse lugar que eu posso usar para punir ele por isso. Ele esta usando golpes carregados? Tenho um soco duplo que é rápido e interrompe. É importante saber as ferramentas e quando usa-las.

    Por sinal, outro ponto levantado foi a duração da partida. O Sushi disse diversas vezes tanto neste vértice quanto no do que se trata que é melhor de cinco. Isso está errado. Entre cada partida, você se cura um pouco, mas fora isso continua como estava. Pense da seguinte forma: cada jogador possui 3 barras de vida e ganha uma cura quando tira uma barra de vida do outro. É bem diferente de um melhor de cinco.

    Quanto a aprender golpes: Sim, defender contra um oponente 50 vezes para aprender um golpe novo é entediante. Porém, se ao invés de defender você usar sua habilidade de classe, você ganha quase o triplo da experiência para este golpe. Bem menos frustrante aprender assim.

    Por fim, vamos ao PvE.
    A quantidade de inimigos é diretamente relacionada à quantidade de pessoas na area. Se estiveres sozinho, será apenas um ou dois inimigos no máximo. Mini-bosses sempre estarão sozinhos. Porém, esses números aumentam para manter a dificuldade com mais gente. Não acho que seja a melhor opção, mas eu prefiro isso à tornar os inimigos “bullet”sponges. O PvE tem dois objetivos: te ensinar os golpes básicos para ir para o pvp e te dar um embasamento da lore e do universo. A cada 10 níveis de pvp você pode lutar novamente contra um dos 3 bosses principais para assistir à cutscenes extras e ganhar os equipamentos deles.

    Assim como a maioria dos jogos de luta, Absolver é um jogo de nicho. Muitos vão amar, muitos vão odiar. O jogo tem seus problemas, o level design não é dos melhores (apesar de você se familiarizar e ter um mapa mental bem amplo dele depois de algumas horas, como em Souls), a proposta do jogo não é Clara, e os mind games tornam ele difícil de apresentar para alguém sem que a pessoa pegue o controle e entre de cabeça.

    Por fim, acho importante mencionar a empresa em si. O lançamento foi bem complicado, eles não previram tantas vendas e os servidores não aguentaram. A versão de ps4 teve um problema relacionado ao servidor que deletava seu save. Jogadores da região da Oceania eram roteados para o servidor da Europa ou das Américas, tendo lags absurdos.
    Em 2 dias após o lançamento, todos esses problemas foram solucionados. Um patch para performance e o glitch do save, servidores melhores e com maior capacidade, um servidor próprio para a região da Oceania. Em mundos de No Mans sky e Mass effect Andrômeda, ver patches e fixes saindo assim tão prontamente é algo que acho bem refrescante. Espero que com isso, tenha desmistificado pelo menos um pouco do porque tanta gente gostou do jogo, e porque algumas pessoas nunca vão gostar.

    Um abraço aos jogabilideiros!

    • Rodrigo Souza

      Entrei aqui pra fazer minha dissertação e quando vi seu texto agradeci por não ter que escrever! Eu joguei exatas duas horas no PC e pedi reembolso pelos problemas que estavam ocorrendo(falta de player, erros para conectar no online de vez em quando e por depois ver que gastei fucking R$55 que me fariam falta). Nesse curto tempo pude perceber o que você citou sobre “os pontos de atributo dão apenas uma ajuda”, pois o jogo é um fighting game que é focado no reflexo do jogador e conhecimento dos golpes, como uma arte marcial real, porém como o Sushi disse sobre a “defesa bloquear ataques vindos de todas as direções” é algo que deixa um pouco a desejar sim. De toda a maneira pretendo recomprar o jogo qdo baixar um pouco mais o preço e estabilizar mais a situação dos servidores, do framerate e também se a comunidade abraçar. E sobre o “esmagar quadrado” até em alguns NPCs não funciona muito bem. Levei algumas surras no começo por achar que só apertar os botões no ritmo seria suficiente, mas a medida que fui testando principalmente os fake attacks descobri uma nova camada pra minha classe e achei muito legal. O Sushi falou que pegou uma classe indicada para iniciantes, acredito que há um erro nessa indicação do jogo e também fiquei surpreso, pois pensei que por ele gostar de personagens mais ágeis iria de Windfall(classe com esquivas). Dicas pro Sushi: jogue no PC(eu achei os comandos mais fáceis de acostumar) e escolha a classe Windfall que vai cair melhor com o estilo de jogo que está acostumado, isso tudo se ele ainda quiser voltar pro jogo.

    • Gabriel Macena

      Não joguei o jogo mas só passei pra dizer que só porque ele tem “online” no nome não quer dizer que tu não possa discutir se fazer isso a todo momento é bom ou não. Tirando isso tu foca em pontos bem interessantes, mudou minha visão sobre o jogo.

  • Gabriel Azmodam

    Ja tentei convencer meu programador a fazer um H-Visual Novel Yaoi do Jogabilidade, só que ele disse que “meh”…
    (Eroge do Jogabilidade é uma necessidade)

  • Michel Aguiar

    Corraini de volta! 🙂

  • Carlos Eduardo Galvani Nascime

    Sobre os lançamentos da semana: desde que vocês começaram a divulgar os lançamentos nunca vejo vocês falando sobre os jogos de 3DS. Tem algum motivo pra não ter os de 3DS ou é só esquecimento mesmo?

  • Anderson

    Deram uma nerfada no poder de luta da Nadine nesse novo Uncharted. Eu já achava ela boazinha demais para ser a líder dos mercenários das trevas lá (esqueci o nome), agora nesse novo jogo ela ficou boazinha 100%. Pessoalmente acharia mais interessante se ela tivesse um tempero mais vilanesco.

  • Jonathan

    Só queria dar um highfive no Danilo e dizer que tenho mais ou menos o problema: depois da vida adulta (31 anos) dinheiro não é problema para jogos, posso comprar o console e o jogo que eu quiser, mas não tenho tempo. Com isso, acabo sempre comprando jogos e nunca nem abrindo eles, na esperança de que algum dia vou poder jogar tudo. É bem triste, e se perde bastante dinheiro, pq compra jogo no lançamento e deixa guardado. Uma frustração bem comum é ver aquele jogo que vc comprou ver sendo dado de graça na plus ou live, pq vc demorou tanto que o jogo ficou até velho. Outra coisa ruim: como não gosto de spoilers, perco MUITO conteúdo do jogabilidade por conta disso. Enfim, só um abraço no caro amigo que tem o mesmo problema que eu kkkk

    • Barata

      #forçadanilo, tabem passo pelo mesmo “problema”, com o agravante que tenho 41 anos, e um filho de 2 anos que merece minha atenção total! sobra umas 5 horas por semana(no máximo) para jogar entre 22:00-00:00 🙁 qdo eu era mais novo, tinha o sonho de me aposentar por invalidez pra poder jogar tudo que eu tenho, mas já dessisti da idéia 😛

  • Enzo Pinto

    Corraini de volta! 🙂

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