Fora da Caixa #52: It, Death Note, Kaiji e Wytches

2017-09-15T18:35:55+00:00 15 de setembro de 2017|Fora da Caixa|28 Comentários

Poucas coisas são certas nessa vida, uma delas é que precisamos sair de nossas caixas. Cá estamos saindo das nossas e compartilhando com vocês!

Neste primeiro episódio de uma nova era André e Sushi recebem a convidada Mell (do Yada Yada), e o convidado Rafael Quina (de onde você bate o dedão do pé) para discutir sobre o feio mas interessante Kaiji, o raso Death Note da Netflix, o bonito e intrigante Wytches e, para fechar, It: A Coisa, novo filme baseado no livro homônimo de Stephen King.

E o Que Você Tem a Dizer?

Tem algum feedback, sugestões de filmes, músicas, séries, apresentações de balé ou qualquer outra coisa? Deixe-a nos comentários abaixo ou envie seu e-mail pelo formulário de contato ou para contato@jogabilida.de.

  • “First Crush”, por Saberpulse
  • “Wish”, de Kaiji
  • “Alas! And Did My Savior Bleed”, de The Witch
  • “Bitoca no Nariz”, por Bozo
  • “He Is”, por Ghost BC

  • Kaiji: 00:04:49
  • Death Note: 00:28:57
  • Wytches: 00:43:45
  • IT: 00:51:11

  • Thiago Lima

    legal falaram do Wytches, pessoal! Essa edição é curta, pois é a “primeira temporada” da série. Já foi confirmado que a equipe critativa (Snyder, Jock e o Hollinsworth) vai se reunir de novo nela.

    Só para acrescentar algumas coisas, o escritor (o Snyder) é “amigo de trabalho” do King. Inclusive na primeira série original do Snyder (American Vampire), o King co-escreveu umas histórias curtas. Já o Jock é um dos artistas mais fodas do mercado e foi o concept designer do filme recente do Juiz Dredd, além de fazer conceitos para filmes como Children of Men (do Cuaron) , Batman Begins e outros.

    Alias, qualquer coisa da dupla é sensacional. Eles fizeram um run foda do Batman há alguns anos, antes do reboot da DC.

  • ogeid

    André, venho aqui trazer a palavra do senhor Togashi e senhora madhouse, que oferecem regras e lógicas internas a serem respeitadas e subvertidas e que podem ou não envolver torneios, competições e porrada, criando o maravilhoso a primeira vista bobo e genérico mas a segunda vista maravilhoso e profundo anime de Hunter x Hunter de 2011.

    Ps: Já sugeri isso para um jack, mas como dependia de outros membros era quase impossível rolar, então esqueça que já fiz isso e veja em segredo pra ser convertido para espalhar a palavra em algum fora da caixa na posteridade.

  • Recomendo para os ouvintes e também vocês irem mais além na questão Agatha Christie x Arthur Conan Doyle escutando o 30:MIN comparando os dois escritores

    LINK:
    http://homoliteratus.com/agatha-christie-versus-arthur-conan-doyle/

    <3 https://uploads.disquscdn.com/images/1a1835371aa76bcef6d129e27ff44b688b9c7fda6fb25c89558e7ca26f44e110.png

  • FoodPoisoning

    Acabei de assistir o Your Name e queria agradecer a equipe do Jogabilidade por terem me recomendado o filme, porque eu achei ele MUITO FODA. Fico feliz que tenha sido o primeiro filme anime (que é um estilo que eu tenho muitos problemas e preconceito), e provavelmente finalmente vou me incentivar a ver Akira e Ghost in the Shell, 2 filmes animes que eu sempre tentei me fazer ver mas nunca vi. Também verei 5 Centímetros por Segundo, mas sei que a história é meio bad vibes, e não curto ver coisas do tipo, então ainda precisarei de mais esforço para ver, mesmo sendo curto.

    Anyway, muito obrigado denovo! Acompanho vocês desde o Nowloading 24 de Resident Evil e continuo fã! <3

  • Matheus

    Olá! Venho aqui falar a respeito dos assuntos tratados com Kaiji. Primeiro gostaria de falar sobre Mahjong, eu jogo já faz uns anos e ele é um jogo focado nas apostas mesmo, ele pode ser jogado casualmente sem utilizar o dinheiro só usando umas fichinhas, é um jogo bastante popular em países como Japão, China e Coreia, muito conhecido pelas apostas e até pelo lado negativo que vem dessa área e de práticas ilegais, nas quais muitas pessoas já perderam a vida tanto figurativamente quanto pra valer mesmo, talvez o que causou essa confusão se mahjong era competitivo vem daquele joguinho em flash que você tem que pegar as peças em pares até acabar a pilha, então o jogo competitivo que estaríamos falando seria do Mahjong Japonês, aliás um jogador de fighting games bastante popular que começou jogando o mahjong é o Bonchan. Só pra terminar esse assunto caso vcs queiram jogar esse jogo um bom lugar é o tenhou.net, o site é em japonês, mas da pra se situar nele sem problemas e instruções de como jogar dá pra encontrar de monte na interwebs.
    Ainda nesse ponto do podcast, em relação ao anime Kaiji em si, gostaria de recomendar um mangá que possui essa premissa inicial de ganhar uma dívida absurda que precisa de anos e anos para ser paga aliada a esse submundo do crime que é “Happy” de Naoki Urasawa, mesmo criador de Monster e Pluto.

    • André Campos

      Falou Naoki Urasawa já tô a bordo.

  • Anderson

    Kaiji é muito bom, cara! Melhor personagem do Kaiji, além do próprio, é o narrador!
    E o drama não é ruim. Não deixe o estilo estranho lhe roubar dessa obra maravilhosa!

  • Kile

    eu achei IT um filme bem de aventura, menos a cena da mulher do quadro. Puta que pariu, maldita mulher do quadro

  • Luan Esteves

    Já que as pessoas estão comentando a parte de animes e de hqs eu vou comentar a que mais me interessa que é a de filmes de terror. Infelizmente esse é um tipo de filme que acumula a maior quantidade de cagadas da indústria (inclusive, se botarem o Adam Sandler no meio, possivelmente vai superar as “””comédias”””).

    O que eu sempre procurei nos filmes de terror é a imersão que eu consigo atingir em alguns jogos (e que geralmente me fazem ficar tão borrado que nem chego a terminar eles). Pra mim, o sonho era ver um filme que me afetasse como Silent Hill 2, e o jogo não precisava me dar um puto de um susto, ele só criava um clima que me esmagava emocionalmente e me fazia ter medo de cada esquina que eu pudesse virar. O que a indústria do cinema geralmente faz é apelar para o gore (nesse sentido, tem coisas louváveis, mas que não são assustadoras no sentido que eu busco) ou para jumpscares a cada meio segundo. Nisso, esse nicho de filmes está tendo até que uma boa safra, como nomes como James Wan que vocês mencionaram e David F. Sandberg (diretor do excelente Lights Out e também o ser que conseguiu a proeza de transformar Annabelle em algo aceitável com Annabelle Origins), porém, são filmes que continuam bebendo na mesma fonte. O mais diferente que eu assisti desses filmes de grande veiculação foi o The VVitch, que eu achei sensacional (e mais interessante ainda foi assistir esse filme no cinema, e ver a frustração na cara de todo mundo que entrou na sala comigo esperando tomar uns sustos baratos). Pensando nesse tipo de filme então eu queria recomendar outros 3 filmes na mesma pegada, escapando do terror barato (a lista está do melhor para o pior):

    1) Lake Mungo. A graça desse filme é que ele não foi feito pra te assustar, o que ele cria é uma ambientação e um clima de mistério que vai se desenvolvendo aos poucos, sem tentar te assustar a cada frame de filme. O resultado é que quando eles realmente querem te assustar, o efeito é potencializado. Não vou comentar mais nada para não estragar a experiência de quem quiser assistir.

    2) As Above So Below. Esse filme tem muitos defeitos, mas não consigo não dar destaque as suas qualidades de criar um terror quase claustrofóbico, te fazendo sentir agonia de estar acompanhando ele se desenvolver sem usar a muleta de sustos a cada virada de câmera. Levando em consideração que esse foi um filme com custo de produção bem baixo, acho uma recomendação bem válida

    3) Oculus. Esse foi um filme que eu me afastei por muito tempo, pois não parecia nada diferente dos filmes genéricos que saem todo ano. Eu estava totalmente equivocado. A premissa de Oculus, de um espelho que controla as pessoas a sua volta com ilusões permite uma quantidade absurda de situações. Dos filmes aqui citados é de longe o que mais tem jumpscare, porém, eu quero falar dele porque ele resgata aquela ideia que eu comentei do Silent Hill 2, ou seja, ele desenvolve suas premissas de forma tão satisfatória que, de fato, você se sente aterrorizado sem precisar tomar um susto, desconfiando de tudo que tá acontecendo e com medo de que vão te assustar, mesmo que isso demore para acontecer.

  • Eduardo Silva

    Comentário aleatório: Quem vocês planejam convidar pro Jogabiliday? Chamem o pessoal do Overloadr!

  • Jael Araripe

    Ou anime não está em crise não heim. Na verdade, está mais forte do que nunca. A cada dia mais popular, e a casa ano estreiam mais animes por temporada.

    • This is ridiculous man

      Mas cada vez a qualidade de roteiro e animação caem mais, e cada vez tem menos renovação, não é incomum terem temporadas onde todos o animes são sobre mecha ou adaptações de jogos japoneses F2P

      • Jael Araripe

        Sinceramente, eu não sei da onde vc está tirando isso. Temporadas onde so tem animes de mechas e adaptações de jogos FP2? Nunca passou nem perto disso. Roteiro é algo completamente discutível, e concordo em partes. Já na parte da animação eu discordo completamente. Tem muitos animes em todas as temporadas com animações primorosas, sem falar que exigem estúdios que praticamente sempre entregam boas animações independente do projeto. Como a unfotable, Bones, Wit, Kyoto e MAPPA.

        Recentemente tivemos animes sobre Rokugo, patinação no gelo, dança, e até sobre criar um dicionario.

        • This is ridiculous man

          então, mas compara a epoca que vivemos hoje com animes de 2010 pra traz, conseguimos produzir animes mais bonitos pela tecnologia de animação que avançou, mas o trampo de arte, originalidade dos animes caiu muito, hoje saem muitos animes industrializados, existem sim estudios que empurram a animação pra frente, como os que você citou, bones, Mad House, mas estudios como trigger, que trazem algo novo pra industria de anime tem que capengar nos kickstaters da vida para que possam produzir novas animações

    • Kirano

      Na real o que eu sempre lei que está em “crise” é a indústria de mangá. Que houve queda nas vendas e tal. Principalmente utilizando a Shonen Jump como exemplo, por ela ter renovado bastante o catalogo dela e ter cancelado/terminado séries antigas e bla bla bla.
      Ai eu vi um video de analise, e realmente houve uma queda gigantesca de vendas de mangás. Porém a queda, de uns 20 milhões de edições, é basicamente a queda no número de vendas de One-Piece.

      • Jael Araripe

        Sim. OP costumava vender 36m por ano. E agora está fa faixa dos 16m. Ainda sim é quase 10m a mais que o segundo lugar atual (My Hero Academia). Isso realmente deve preocupar a Shueisha, mas levando em consideração que OP é algo completamente a parte (Onde se vendia quase 30m a mais que o segundo colocado, que na época era Naruto), acho que ainda estamos longe de uma crise.

        E essa queda na venda de OP foi +/- na época da saga de Dressrosa. Onde sem sombra de duvidas é a pior e mais arrastada saga do manga até hoje. Conheço muita gente que parou de ler nessa parte.

    • TwilightVulpine

      É incrível que tem mais gente assistindo por meios oficiais do que nunca, mas eles mal ganham suficiente para pagar os artistas decentemente. Tem algo muito errado.

      • Jael Araripe

        Isso sempre foi assim. Animadores de anime ganhão mal des de sempre. Tirando studios como a Kyoto Animation, onde so trabalha com seus próprios animadores, e os trata de forma decente. Quase todos os outros estúdios trabalha com freelancers.

  • Podia voltar o Jack para vocês falarem sobre anime né

  • This is ridiculous man

    se tivesse suruba de criança em IT a internet iria explodir, provavelmente teriamos uma nova revolução russa no twitter onde só sobrariam os mais fortes

  • Waldir Rodrigues Junior

    A descrição de Wytches me lembrou “Who put Bella in the Wych Elm?”, tem alguma referência a isso?

    Sou muito fã do Stephen King e achei It fantástico, concordo com o Quina que ele não é tanto um filme de terror e adoro como ele tenta colocar cenas engraçadas e creepy ao mesmo tempo como…
    [spoiler]
    a cena deles limpando o banheiro cheio de sangue, a parte da guerra com pedras onde aparece o Pennywise comendo um braço de uma criança e mandando um tchauzinho, a cena dele dançando já no final do filme
    [/spoiler]

    Enfim, muito bom.

  • Kaiji é muito bom, foi um ótimo exercício de desapego de estética em se tratando de animes.

  • Kirano

    Ou. De novo eu escutei na rua, falei “vou comentar isso e aquilo” e esqueci tudo. Mas vamos comentando do que eu lembro:
    Defender No Game No Life:
    Embora realmente os jogos terminem com algo que você jamais vai pensar porque não é algo realmente apresentado antes (Tirando o jogo das palavras, ali ta tudo ali desde o inicio) eu via mais que a solução era uma extrapolação do jogo que um caminho lógico dele e isso era OK pra mim. Eu ainda não li a Light Novel pra saber se la é mais detalhado. MAS, eu acho divertido exatamente o quão grande tudo se torna pra eles vencerem. Entendo quem não gosta disso, mas só queria colocar meu ponto de vista xD

    Não vou falar de DN da netflix porque me recuso.

    Sobre apostas, tem um mangá (Eu descobri agora que tem anime de 2007 e to baixando para assistir e ver se é bom) chamado Liar’s Game que eu recomendo porque é bem divertido. Você recebe por correio algo dizendo que você está convidado por Liars Game e que o primeiro jogo é, você ganha 50.000 e no final de um mês tem que devolver 50.000. Porém eles te dão todas as informações de outra pessoa que ganhou também 50.000 e o jogo é: Se cada um ficar com o seu, ninguém perde. Mas você pode ir lá e pegar o do seu oponente e devolver o seu e ficar com o dele. E é basicamente isso o jogo, a cada rodada o ganhador fica com o dinheiro de todo mundo, os piores perdem e indicam algo como escravidão para pagar a dividida e o povo do meio pode ir pra próxima rodada, onde tem mais uma chance de ganhar e sair disso.
    Os jogos são bem “diferentões” e acho mais divertido eles que realmente as forçadas de barra das vitórias.

    • TwilightVulpine

      No Game No Life tem regras, e as regras são até bem definidas.

      A coisa é que uma das regra, definidas por um deus como parte das leis da física do mundo é a seguinte:

      8. Ser pego trapaceando durante um jogo resulta em derrota instantânea.

      Veja bem, não diz que não pode trapacear, diz que não pode ser pego trapaceando.

      Parece que não tem regras porque praticamente todo mundo joga sujo, o esquema está mais em trapacear melhor e descobrir a trapaça dos outros do que jogar corretamente. Quando você percebe isso as coisas começam a fazer mais sentido.

      O xadrez é um exemplo. O jogo parecia um xadrez, mas era um RTS com soldados com vontade própria que obedeciam à motivação e o carisma dos jogadores. A desafiante só fez ele parecer um jogo de xadrez para confundir eles. Por isso os soldados dos protagonistas param de responder. Quando isso fica claro, o resto faz sentido.

      Eu entendo quem não goste de No Game No Life porque ele é muito sem vergonha, mas as coisas não acontecem sem motivo. Não é que nem Yu-Gi-Oh que as regras mudam o tempo todo e as coisas acontecem só por serem legais. As regras de NGNL são bem definidas, são os jogadores que procuram como contornar e distorcer os jogos em favor deles, e isso também ocorre de forma inteligente.

      • Kirano

        Mas não foi dito que não tinha regra (eu já não lembro se no podcast teve isso) e sim (disso eu lembro) que o espectador não poderia chegar a conclusão ou perceber a “trapaça” antes do anime explicar porque ela era algo que não havia sido apresentado antes. Não era uma interpretação diferente das regras, era uma extrapolação mágica.

        — VOU ME LIBERAR DE SPOILERS ATÉ AQUI—
        No Xadrez mesmo, ele vai extrapolando a regra de “os soldados sentem a motivação do comandante” até o ponto final, do golpe de estado. E ai, a falha pra mim, o momento final em que o rei morre “por veneno” é meio fail, poderia sim ter posto algum soldado matando ele.
        No mais eu acho que o jogo que eu mais gosto é o jogo com a Jibril, o jogo das palavras. Mesmo extrapolando, ta tudo ali desde o inicio.

        E o ultimo jogo, com os Werewolfs, é o que eles reclamam no podcast. Você nunca viria a adivinhar que a Steph iria atirar e vencer. Aquilo foi algo completamente feito ali. MAS, ai eu tenho que defender NGNL, quando aquilo acontece, você pode se revoltar que você não poderia ter antecipado, mas você não pode se revoltar da explicação não fazer sentido. Já que tudo que levou aquele ponto foi explicado antes, incluindo manipulação de memória.

        • TwilightVulpine

          Se os soldados tem vontade própria, não acho um exagero pensar que aquilo funciona mais como uma guerra de verdade que um jogo de tabuleiro. Partindo daí, conflitos internos e assassinatos estão valendo. Só não apresentam tudo de começo porque a própria oponente estava escondendo o jogo verdadeiro deles. A audiência descobre conforme os protagonistas descobrem.

  • Roberto Goulart

    Cara No Game No LIfe n parece nada com o q vcs descreveram…
    Deem uma chance pro anime, é um dos melhores q vi em muito tempo.

  • John Locke

    O cara falar que os medos das crianças eram bobo foi demais, um dos meninos teve os Pais queimados….
    Ah sim claro…nada demais.

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